Olá Meninas!
Acho que já falei várias, mas várias vezes mesmo o quanto é maravilhoso ser mãe. Eu amo ver o meu filho crescer, amo ver ele tentar falar e conversar comigo, andar e correr e descobrir novas aventuras ao lado dele.
Mas agora estou em um momento em que preciso voltar ao meu trabalho. Todos os dias penso o quanto é bom ter a oportunidade de ficar ao lado do meu bebê e em todos os momentos mas parece que agora, um outro lado está aflorando novamente dentro de mim.
Quando se tem a opção de escolher a decisão se torna mais difÃcil e quando converso com outras mães a maioria gostaria de ficar um pouco mais com os seus filhos ao invés de voltar tão cedo ao mercado de trabalho.
Mas já me sinto um pouco agoniada porque vendo o Paulo Neto tão bem e tranquilo fico mais segura para retornar minha rotina. Hoje mesmo quando fui pensar o que escrever no meu blog, escutei o meu coração. Pensei escrever o que estou vivendo, este conflito de ir ou ficar mais um pouco. Sempre avalio os pós e os contras antes de tomar qualquer decisão e sei o quanto é importante ficar ao lado do meu filho o máximo que puder. Eu sei que esta é uma decisão muito importante e muitas coisas irão mudar e penso no Paulo Neto. A maioria das mulheres e minhas amigas já retornaram ao trabalho e sei também que ele não vai adoecer, ficar só chorando e etc. Mas a minha visão é ao longo prazo e o que a minha ausência por um perÃodo da vida do meu filho, o perÃodo de formação de personalidade poderá causar em sua vida, os impactos. Leio muito sobre este assunto e o reflexo não vem à tona agora mas a resposta está lá na frente.
Por isso, vou analisar com cautela e chego à minha conclusão mas uma hora vou ter que voltar e vou tentar amenizar esta mudança para o Paulo Neto o quanto eu puder.
Eu sei que quando trabalhar não vou me tornar menos e nem mais mãe mas quando falamos sobre este assunto ele é tão menos complicado quanto ele se torna realidade em nossa vida de mãe e até mesmo no meu livro de cabeceira (100 Promessas para o meu bebê) sua autora Deepak Chopra descreve este seu momento com muita delicadeza e sensibilidade. Em resumo as palavras da minha autora preferida:
Um dos meus maiores desafios como mãe tem sido buscar um equilÃbrio entre as minhas ambições profissionais e o desejo de dar à s minhas filhas todo o tempo, atenção e participação de que gostaria. Percebo este desafio na maioria das minhas amigas que são mães, assim como entre grande parte das mulheres profissionais que conheco e admiro. Como evoluir na minha carreira e ao, mesmo tempo, ser mãe e atuar como mãe que gostaria de ser?
Várias profissionais amigas minhas que passaram anos estudando e trabalhando para alcançar sucesso na carreira abandonaram o trabalho para ficar em casa com os seus bebês.
Elas não encaram isso como um sacrifÃcio, mas como algo que desejam fazer, um tempo precioso de suas vidas que jamais se repetirá.
Mas não deixa de ser difÃcil para a maioria. Ficar em casa significa abrir mão da troca de idéias, do trabalho intelectual e da interação social proporcionada num ambiente de trabalho.
Muitas são perseguidas por sentimentos de culpa sem ter certeza de estarem fazendo a coisa certa (ao voltarem ao trabalho após a licença maternidade). Depois ter duas filhas admito que ainda luto para encontrar um equilÃbrio entre os meus projetos profissionais e sentimento de que não consigo dedicar tempo bastante a elas. Mas também me dou conta de que serei uma mãe melhor se estiver feliz, realizada e confiante. E me sinto assim quando percebo que sou boa mãe e uma profissional na medida do possÃvel.
E a opinião de vocês sobre voltar ao mercado de trabalho e deixar o bebê em casa? O que vocês acham sobre esta decisão que mesmo parecendo simples mas quando chega a hora sentimos um aperto tão grande e inexplicável que só mesmo vivendo para entender?! Me ajudem e escrevam para mim aqui, no Comentários (logo abaixo).
Bjos de Carol Siqueira.
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Olá Ismália! Achei muito bom ler os seus comentários tanto no post sobre mercado de trabalho quanto ao sono. Assim vamos trocando experiências e vou aprendendo com você.
Muito obrigada e continue acompanhando.
Bjos de Carol Siqueira.
Oi Carol, me empolguei em fazer comentários,e que eu vivi esta angustia também, e te falo que foi uma das decisões mais angustiantes, quando estava no terceiro mês de licença maternidade só pensava nisso, e nem preciso te falar qual é o ritmo dentro de uma agência né, minha vida então nem se fala, viajava muito, não tinha horário pra nada, e depois de muito conversar com meu marido, que foi muito importante na minha decisão, resolvi me dedicar ao meu filho um tempo, não tinha babá e não queria ter ainda,e sabia que não seria naquele momento muito profissional voltar com tantas restrições, de horário, de não viajar etc.. pedi demissão, ainda sem estar muito certa que era o melhor. E hoje sei que foi a melhor decisão. Quando ele estava com 8 meses surgiram novas oportunidades e mudei meu formato de trabalho, o que me permite ficar mais tempo com ele e não sair do mercado de trabalho. Resolvi encomendar pra cegonha a próxima rapdinho enquanto estou no ritmo. Não devemos abandonar nossa vida pessoal, nossos sonhos mas em alguns momentos os pequenos são nossa prioridade, isso faz diferença hoje e com o tempo na vidinha deles. Bjos
Carol
Parabéns, ficou lindo de viver o blog!
Quanto ao seu post, confesso que eu adio cada dia mais minha decisão de ser mãe por vários motivos, mas este é um deles.
Se eu tivesse a possibilidade de escolher, ficaria com o bebê até seus 5 anos. Por uma questão de dedicação mesmo… pois pra mim ele será o meu melhor projeto, e gostaria de me dedicar ao máximo.
Não sou mãe, mas leio muito sobre o assunto, te recomendo Lya Luft; ela escreve sobre relacionamentos e os impactos da criação de uma criança na formação do seu caráter no livro: Perdas e Ganhos -
Bjos e mais bjos
Ca Lagares