
E eu mantive firme ao lado do meu pequeno. Foi quando eu pensei:
- Pronto! Agora ele vai chorar de ver esse tanto de menino chorar aqui…
Que nada! Ele seguiu em frente arrastando a sua mochilinha. Na verdade, nem sei quem estava arrastando quem. O meu pequeno é quase do tamanho da mochilinha. Mas tudo bem!
Fomos para a sua sala. Ele ficou meio acanhado na hora de entrar, ficou meio espionando da porta e logo pegou na minha mão e me chamou para dar uma voltinha. Eu fui, é claro. Eu sempre mostrava algo diferente que tinha na escola dele, meu coração estava pulando de alegria mas ao mesmo tempo eu pensava se ainda estava na hora, se eu não havia precipitado em colocá-lo na escolinha agora.
A tia parecia uma pipoquinha, pulava pra cá e pra lá com tantos chorando de cada lado. Mas ela sempre dava uma atenção ao Paulo Neto e senti que ela arrumou um companheiro para puxar a turma toda. Era sempre assim:
Vamos brincar na areia. Vamos Paulo Neto! Chama o Vítor.
E ele mais que depressa correspondia e foi até que andando soltou um engraçadinho:
Vamos gente!
Fui até a brincadeira da areia e fiquei incentivando ele tirar o tênis mas ele não quis e então, ninguém insistiu. Mas ao ver os outros se divertindo, ele sentou na areia de tênis mesmo e ficou brincando e observando todos os que estavam em volta.
Até este momento eu estava ao seu lado e a tia olhou pra mim e pediu que eu afastasse disfarçadamente e fosse para a secretária me juntar com as outras mães. Eu saí de fininho e foi até que ele me viu, esticou os bracinhos e disse Mamãe!
Mas que depressa a tia conseguiu desviar a sua atenção e sumi de vista. Dali em diante, fui com o coração apertado e de longe ficava espionando o meu pequeno se divertir. Vi ele brincar, cantar, lanchar e sempre gesticulando, participando e o mais importante ele estava muito alegre. Depois do lanche eu apareci na sala e ele mais que depressa abriu aquele sorriso largo e correu para os meus braços. Eu o beijei muito, troquei a sua fralda e me despedi de novo. Esse foi o primeiro dia do meu filho na escola.
E neste momento, senti como se o meu filho estivesse escapulindo entre meio os meus dedos. De agora em diante, ele tem um mundo de novas experiências com novas pessoas e nós, mães, continuamos em nossos mundos.
Ele está partindo para viver a vida… lentamente, mas está indo conhecer e descobrir o novo.
Agora entendo a minha mãe, que mesmo eu estando casada com a minha família ela sempre quer falar todos os dias ao telefone. Saber como estou, a minha vida e a minha casa e ela se satisfaz com um apenas: Oi, Mãe. Vou falar depressa porque estou corrida aqui!
Bjs de Carol Siqueira.
Tags: alegria, amor, escola, família, filho, lágrimas, mãe, pai, vida
Carol, é isso aí, mulher!!!
Libertou o filhote! Parabéns!!!!!
E, pelo visto, a sua educação está dando MUITO CERTO porque além dele ficar sozinho, todo confiante, ainda liderou a turminha! Parabéns, parabéns, parabéns!!!
Lembro-me de que me disseram para não me impressionar, que no 1o dia eles iriam chorar, fazer manha, etc. Mas… os DOIS, cada um na sua vez, não deram nenhum trabalho no 1o dia de aula. Beijinho, “tchau mãmi”, “eu te amo, mãmi”, viraram e foram. Ponto.
E eu fiquei… chorando… me achando uma “inútil” porque, agora, o que eu iria fazer com o meu tempo???
Mãe é mesmo uma eterna contradição…
Mirys
http://www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com
PS: passa por lá que tem recado para você!
Ai amiga que lindo o seu post, como sempre qndo leio, sinto a sua emoção e me emociono também…
A minha mãe também é assim até hj, liga só pra dizer oi, só para saber como estamos… e se satisfaz se eu estiver ocupada e precisar desligar logo…. hehehehe
E a Júlia? Daqui uns dias estará aqui…. como será tudo isso para nós duas? hehehe
Bjossss
Nossa Carol, fiquei imaginando como vai ser quando for o Felipe, deve ser uma mistura imensa mesmo de sentimentos. Eu fui com uma amiga minha em 4 escolas fazer uma visita. Ela vai matricular a filha nesse semestre e me surpreendi. Tem muita escola boa aqui na cidade. Fomos no nacional, escola da criança, coc e pirlimpimpim. Fiquei até mais segura dessa nova fase. Acho que as crianças hoje estão sendo muito mais bem preparadas nas escolas.
E olha tiro o chapéu pra vc com essa rotina que vc tá levando. Eu fico só por conta do Felipe e ando um caco, um bagaço mesmo. Dispensei minha babá esse mês, mas tenho ajuda de uma empregada todos os dias, e parece que tenho corrido uma são silvestre por dia aqui. Tenho preguiça até de entrar na internet. Comentei com o Thiago que nem naquela loucura de atendimento de agência eu ficava assim tão esgotada. Mas acho que estou fazendo a escolha certa em ficar com o Felipe até ele ficar maiorzinho. Quanto ao blog ando mesmo super desanimada, mas ainda não resolvi o que fazer. Daqui dez dias nós vamos viajar e o Felipe vai ficar aqui em casa e minha mãe vem cuidar dele. (sofro todos os dias só de pensar em deixá-lo pra trás, mas a minha própria pediatra aconselhou). Felipe é muito alérgico e de uns meses pra cá tá c no corpo todo) sempre no frio, no calor e depois do banho ou da natação. As manchas duram uns 10 min e somem. Uma praia só ia atrasar o tratamento.
Ai espero que essa semana fora eu consiga descansar e resolver sobre o blog. De todo jeito estarei sempre aqui te acompanhando. Um bjão!
Que lindo Carol!
Ainda não sou mãe, mas me emocionei com seu texto.
Que Deus lhe abençõe!
Bjim
Olá Carol! Que delícia é relembrar esses momentos depois de alguns anos… os filhos descobrindo um mundo cheio de novidades e as mães, depois de passada essa primeira angústia, também descobrem coisas dos filhos que jamais imagimariam! Eles trazem palavras novas, nos ensinam brincadeiras e músicas diferentes, de repente fazem coisas sem nossa ajuda e por aí vai. Tudo se encaixa, num equilíbrio perfeito, é só deixar acontecer! Boa sorte!