15.05
2013

A avó é mãe com açúcar?

Queridas amigas,

Hoje mesmo eu estava pesquisando alguns assuntos relacionados sobre as avós de hoje e encontrei uma pergunta que me fez parar e ler todo um capítulo:
As avós é mãe com açúcar? ou,
Avós é duas vezes mães?

O marido que envelhece, a perda dos atrativos sexuais (claro que não era como antes!) e o afastamento dos filhos – essas experiências deixam vazios e sentimentos amorosos à deriva em busca de novos objetos.
O neto então se oferece com um objeto privilegiado para ocupar esse espaço. O vazio deixado pelo casamento dos filhos e o sentimento de desvalorização dos idosos podem ser compensados pela chegada do neto, prazerosa ilusão da presença de ausentes.
A relação com ele remete a um passado que retorna e traz ao mesmo tempo a possibilidade de reviver experiências antigas e de reconciliar-se com as atuais.
Dentre as variadas descobertas positivas que a maturidade oferece, talvez essa seja a experiência mais rica, pois mobiliza também emoções intensas e inéditas.

Ser avó está longe de ser uma repetição, em tom pastel, da vivência da maternidade.

A Avó é mãe com açúcar é uma frase tão repetida que nos levam a acreditar que essa seria, em relação a maternidade, uma experiência de segunda mão.
E também não é verdade que as avós só ficam com o melhor da festa e não se preocupam com problemas sérios, que seriam da responsabilidade da mãe.

Quando o bebê chora, basta entregar para a mãe! Conversa fiada. Avó não é uma mãe de segunda categoria, mãe café com leite. Quem pensa assim, esquece que há nesse enredo mais de uma mãe, mais de uma filha: as angústias da minha filha ecoam em mim com a mesma força com que o choro do bebê ressoa nela. De fato, as avós sofrem em dobro, pois sofrem pelo o choro do bebê e pela angústia da filha.

Esse trecho foi tirado do livro – O Livro dos Avós – de Lidia R.Aratangy e Leonardo Posternak.
Eu achei tudo muito sútil e acho que nós, mães atualizadas, devemos acima de tudo respeitar as avós. Os cuidados e o amor que elas tem pelos nossos filhos devem sobrepor qualquer diferença. E os autores mostram claramente aqui, nessa pequena passagem, que as avós não são mães de segunda mão. São mães e avós, sofrem pelos netos e pelos filhos. Se preocupam com os netos e com os filhos.
E digo mais: quem não aceita a ajuda de uma avó que se disponibiliza para cuidar do neto, sai perdendo e muito!

Grande abraços de Carol Siqueira. 

13.03
2013

Na nossa casa é assim…

 

Queridas amigas,

Ontem até falei no meu Instagram – que é @falamamae – da minha paixão por cuidar da minha casa.
Eu cresci vendo a minha mãe e meu pai cuidando da nossa casa, reinventando, redecorando, mudando os móveis de lugar, pintando e peguei o gosto de cuidar assim da minha também. É genético!

O nosso apartamento é pequeno mas o amor que temos por ele é grande demais.

E isso se intensificou depois da chegada do Paulo Neto porque adaptar uma casa, que é pequena, moderna onde só morava um casal de publicitários (eu e meu esposo) que só chegava em casa a noite depois de um dia de trabalho para um apartamento gostoso, que dê liberdade para uma criança brincar e ter o seu espaço no seu mundo sempre foi muito desafiador para mim.
E eu sempre vou evoluindo de acordo com a idade do meu pequeno. As coisas vão mudando porque ele também está se transformando.
Quando ele era bebê havia mais brinquedos espalhados pela casa, tapetes anti-escorregantes, um quarto só para os brinquedos e hoje já me preocupo com uma mesinha para as tarefinhas de casa, mais gavetas e porta trecos, onde ficar os livros… e daí vai. Somos aqui em casa uma metamorfose ambulante.
Mas o que eu nunca deixei é que o meu pequeno não tenha liberdade dentro de casa. O armários de bolachas já fica ao seu alcance (é claro que ele sempre me pergunta se pode comer), os garfos e facas ficavam dentro de uma vasilha grande lacrada e hoje já voltei todos eles para uma gaveta porque o Paulo Neto já tem 4 anos e sabe dos perigos, todos os seus DVDs estão guardados dentro de uma caixa onde ele mesmo pode pegar e escolher o filme, fora a Apple TV que temos no quarto dele e que ele amaaaaa devido a variedades de desenhos…

 

Se cada um tem o seu canto. Esse é o meu preferido! Ao lado da minha cama fica a minha barrigudinha baiana e os meus livros.

E eu comprovei que a organização faz bem para todos os seres humanos, até mesmo para os pequeninos, quando a professora me contou que nos primeiros dias de aula o meu filhote chegou na sala, escolheu um lugar para sentar nas mesinhas e perguntou a professora se aquele poderia ser o seu lugar, eu percebi que ele gosta de ser organizado respeitando também o espaço dos outros. Isso é bom!
O importante é a criança entender que tem o seu lugar mas sem também abafar as extrapulias que toda infância tem que ter!

 

Na nossa geladeira tem a programação dos lanches por dia da escola e uma foto linda de meu pequeno que ganhei de presente da minha amiga e fotógrafa Laila Moxon.

 

O arquiteto Marko Brajovic falou assim para a revista Pais&Filhos Casa:

Existem 2 tipos de pais: os que acham que a criança não pode invadir a casa e fazem um cantinho para ela, isolado; e os que aproveitam a presença da criança para refazer alguns pedaços da casa e integrá-la.
Na minha opinião, é preciso deixar a criança conquistar os próprios espaços na casa para se sentir parte dela. Eu e minha mulher aproveitamos a chegada da nossa filha, Zoe, de três anos para observar os cantinhos que ela mais gostava de ficar. A partir daí fomos adicionando coisas para estimulá-la a ficar nestes lugares. Na sala, por exemplo, embaixo da rede é onde ela gosta de brincar de comidinha. Tem lá um fogão, mesinha e panelinhas…  
Com relação a bagunça… o que a gente chama de bagunça, ela chama de brincar! Mas organizamos um pouco isso colocando uns nichos onde ela possa guardar as coisas dela. É claro que o dia em que ela está muito cansada, vai dormir e deixa tudo espalhado. Daí a casa fica mesmo meio infantilizada, no sentido bom da palavra.

 

Na cozinha tem um mix de coisas: o potinho da Vó Laura, bisa do Paulo Neto, com rosquinhas de polvilho que ela faz pra mim sem glúten. O cofrinho do Paulo Neto do Museu da Criança de Boston e lá guardamos moedinhas para depois abrir e comprar brinquedinhos. E lembrancinhas que trouxemos da Disney. E lá atrás tem um potinho com fita dourada, com sal grosso – presente da minha mãe contra mal olhado! Engraçado, né?!

Onde tem criança, tem cheiro de criança. Tem cor. Tem bagunça gostosa…
E quando os nossos filhos crescerem, a vida vai se tornar mais séria e organizada. Vamos sentir falta desse descontrole maravilhoso que é viver e morar com crianças,

No quarto do Paulo Neto tem desenho espalhado pra todo lado. Aqui eu deixo fazer o que ele quer, colar com adesivos… Acho tão gostoso olhar para esses rabisquinhos lindos!

Cada fase tem a sua cor e acredito que essa é a fase de nossas vidas viver no meio de um turbilhão de cores, tintas, giz de cera, brinquedos. E quero mais. Com outros filhos que Deus ainda há de me presentear,

Super bjos de Carol Siqueira.

28.02
2013

O mundo precisa de Mães.

 

Queridas amigas,

Enquanto eu estou a caminho da escola, para ir buscar o meu pequeno, ligo o som do meu carro e vou escutando as minhas músicas preferidas.
Ali passa um filme na minha cabeça, desde antes o Paulo Neto nascer, desde a minha infância, na casa dos meus pais, meus amigos de adolescência.
Todas as minhas lutas, minhas conquistas, nos meus momentos fracos, de lágrimas… E até de dor.
E vejo que tudo passou. Tudo.
E já me sinto tão afortunada naquele momento, sinto a presença de Deus em meu coração tão fortemente, é tão real o sopro Dele em minha vida.
Em nossas vidas.
Ele me deu um filho maravilhoso e isso já é uma glória.
E quando eu penso nas dificuldades que eu vivi com a Doença de Crohn e os meus medos do futuro já penso o quanto já valeu a pena em tudo na minha vida.
O quanto me sinto acariciada por Deus.
A fé não me abandona nunca e nem eu abandono ela. E mesmo às vezes pedindo perdão pelas minhas falhas, porque sou ser humano, sinto o quanto já aprendi com esses erros. E vou aprender mais porque nunca estamos prontos.
E nessa caminhada que se chama vida estou amando mais as pessoas que passam por mim. E cada vez mais confiando no tempo.
Só o tempo cura tudo. O tempo é o dono da verdade, do amor que permanece.

O tempo é um mestre invisível, que não queremos às vezes enxerga-lo, mas ele está ali. Dono de tudo.
E tudo vem no tempo certo. No tempo de Deus.
Quem acredita em Deus, tem a certeza de que Ele é o caminho e se souber esperar, orando e vigiando… Terá tudo, no tempo certo.

Este é o meu recado de hoje, minhas amigas!
Vida de mãe não é fácil, é cansativo, exaustivo mas somos sim, abençoadas por Deus porque temos vidas em nossas mãos. Vamos fazer o nosso trabalho do melhor jeito possível. Sigam o coração. Na maternidade, ele não tem erro.
O mundo precisa de MÃES. E mães significam amor.

Abraços de Carol Siqueira. 

16.01
2013

Uma vida sem. Uma vida com.

Não adianta negar: tudo com filho fica mais gostoso. 

Queridas amigas,

Que bate-papo legal foi esse lá no Instagram – @falamamae – sobre viajar com ou sem os nossos pimpolhos! E quero agradecer demais a todas mamães que compartilharam do fundo do coração o que pensam e o que sentem.
Mas diante disso tudo que falamos… um coisa é fato: existe uma vida sem filhos e outra, com filhos.
Se não levarmos os filhos para a viagem, saímos sem um pedaço da gente. Coração dolorido.
Se levarmos, tudo sai de maneira diferente do que planejamos e se o intuito é descansar… esqueçam!
Mas então vocês me perguntam: o que fazer?
Redescobrir novas formas de aproveitar a vida, cada um de seu jeito, cada casal no seu ritmo mas nunca esqueçam que existe uma outra vida bem diferente comparada antes de ter filhos.

Maternidade é isso mesmo… Ou saem chorando de saudades ou chegam chorando de cansaço!

Mas é nessa aventura, nessas deliciosas experiências complicadas é que fazem da nossa vida de mãe ser gostosa assim. Doce, colorida, movimentada e calorosa. Cheirosa e cheia de contratempos.
Arrumem formas de se divertirem, novas formas, porque agora mudou mesmo! Pra sempre…
Levando ou não os filhos, nossa cabeça, coração e corpo estarão interligados nessas pequenas criaturas que fazem da nossa vida virar de cabeça pra baixo.
Quando o Paulo Neto nasceu a minha ficha e do maridão demorou a cair. A gente queria ainda sair para as baladas, continuar no mesmo ritmo… Santa inocência e abençoada maturidade. Não que hoje não podemos. Mas muitas das vezes nem queremos mais.
Hoje redescobrimos formas de nos divertir a 3. E quando dá, a 2!
E posso falar bem a verdade? Por aqui tá cada dia melhor.

Façam o que o coração mandar! Porque o que vale na vida é ser feliz. 
Super bjs de Carol Siqueira. 

 

25.07
2012

A cada dia que fico mais juntinho de você me dá mais saudades desse minuto que já passou…

De mãos dadas sempre, meu amor. Meu menino.

 

Amigas leitoras,

Parece meio doido isso que vou falar agora… Mas como aqui é o meu lugar de falar sobre a minha vida de mãe, vou desabafar!
Ontem, quando deitei com o meu filhote, já passava da meia noite e já tínhamos brincado muito… Fui observar ele dormir, sentir aquele cheirinho que só nós, mamães, conseguimos farejar…
Pensei: será que amanhã, bem lá na frente, eu vou conseguir suportar a saudade desse tempo de agora, tão maravilhoso?!
De vê-lo dormindo na minha cama, com as curvinhas perfeitas do seu rosto, com seu pijaminha inocente, colorido… Ai, quanta saudade sentirei disso, meu Deus!
A cada minuto que passo com o meu filho mais quero ficar junto dele. Mais acho graça das gracinhas, do jeitinho de falar, de descobrir o mundo, de brincar…
Nessas férias, estou curtindo o meu pequeno cada dia que ficamos juntos, inventando histórias, brincadeiras, lanchinhos, passeios e a cada momento desse eu vejo a criança linda que ele é e está se tornando todos os dias! 
Seja em casa, no shopping, na casa da vovó… não importa! Sempre damos um jeitinho de nos divertir e por ele, ando até me aventurando na cozinha.
Por isso minhas amigas, o meu recado de hoje é esse!
Essa fase vai passar e não tenha medo de colocá-lo em sua cama para dormir juntinhos, não tenha medo de dar muito amor e carinho para o seu filho.
Não tenha medo de ser feliz amando o seu filho todos os dias, enchendo ele de mimos e muito amor!
Pois é disso que as crianças de hoje precisam. De mães, amigas, companheiras, colegas de brincadeiras e claro, respeitando-os e educando-os.

Eu não seria feliz se fosse diferente. 
Bjos amigas e fiquem com Deus :)

Por Carol Siqueira. 

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