
Ontem eu gravei o programa FalaMamãe na TV e discutimos sobre Depressão Pós-parto.
Às vezes por sentir vergonha e até mesmo culpa, muitas mães não assumem que estão com a depressão e o quadro vai só se agravando. Isso tudo e muito mais vocês vão poder conferir no programa.
Mas o que eu queria falar aqui com vocês é que nem toda tristeza pode ser depressão e é muito comum sentir essa angústia nos primeiros dias com o bebê em casa.
Isso acontece até por questões hormonais mesmo, comprovado por pesquisa, já que na gestação há um aumento muito considerável nos hormônios e logo após o parto, horas depois, esses hormônios caem drasticamente, o que ocorre esse desequilíbrio mas nada que a própria natureza não posso consertar.
Eu me sentia muito triste por conta dos pesos a mais que fiquei logo após o parto. Também né… super exagerei e ganhei 25 quilos. Na última semana de gestação eu estava quase chegando nos 90 quilos… Dá para acreditar? Quando eu engravidei, eu estava pesando 60 e fui bater quase na casa dos 90.
Nunca mais me lembro, de uma tarde em que a minha casa estava cheia de gente, era visitas por todo lado e eu estava muito inchada depois do parto, o Paulo Neto chorando, eu não conseguia amamentar e no meio deste tumulto, eu não escondi a minha tristeza e desespero e comecei a chorar. Na frente de todo mundo.
Na verdade, nos meus últimos meses de gestação eu já estava chorando por conta disso, me olhava no espelho e já não via graça naquele barrigão, nas pernas rechonchudas.
Já algumas amigas sentiram essa tristeza porque perderam da noite para o dia a simples liberdade de pegar o carro e ir a padaria.
Outras mães já me queixaram que sentiram tristezas por conta do filho mais velho, por deixarem de acompanhá-los de perto nas atividades do dia a dia como no banho, na hora de brincar. E também outras já me ressaltaram que chegaram a pensar que nunca mais teriam a mesma vida de antes. As noites mal dormidas por meses é também de enlouquecer qualquer uma. Já a amamentação então… nem se fala! Muito complicado e quase não temos apoio de nada e de ninguém, os bicos dos seios racham, a criança chora de fome e você chora junto.
Mas a mesma vida de antes ninguém tem mesmo quando se torna mãe. Já até falei disso aqui no blog.
A vida com esses pequenos seres será tão mais bela, terá mais sentindo, em tudo… Que nem vamos querer mesmo a vida de antes por conta do amor inexplicável e inesgostável que sentimos pelos nossos filhos.
Então é isso, minhas amigas!
Se der vontade de chorar, chorem. Conversem com as amigas, busquem apoio da família mas entendam que o pós-parto é um momento de muita fé e de novas descobertas que só a maternidade é capaz de fazer. Alguns momentos são mesmo difíceis de adaptação mas é sempre bom lembrar que a cada dia é um novo sol que vai ficando mais forte, quente e maravilhoso.
Hoje eu tenho muitas saudades daqueles primeiros dias com o meu pequeno em casa e vejo o quanto as nossas inexperiências nos servem como degraus para que quando estivermos lá em cima vamos sentir cada vez mais felizes. A cada novo passo, a cada novo degrau.
Se curtam, curtam os seus filhos e tenham fé em Deus. Essa é a minha receita.
Super bjos de Carol Siqueira.

Esses dias pra trás, enquanto conversávamos sobre o futuro e ter outro bebê, eu e meu esposo estávamos relembrando o quanto sofremos com as noites mal dormidas. O quanto era difícil ter de acordar 3 a 4 vezes na noite e começar a rotina de dar a mamadeira, trocar a fralda, fazê-lo dormir e ficar ainda mais meia hora na vigia devido ao refluxo.
O quanto era difícil sair para almoçar e nunca conseguíamos mais comer juntos, nem mesmo bater um papo de 10 minutos em um restaurante, porque enquanto um almoçava ou jantava o outro ficava acudindo – a palavra é essa mesma – acudindo o bebê.
Era sábado, domingo, Páscoa ou Natal… As horas eram sempre as mesmas para acordar. Pontualmente 6 da manhã, lá estava nós, em frente a TV com o pequeno de olhinhos bem abertos. Aos domingos era sempre mais difícil tolerar o silêncio, enquanto todos dormiam, lá estava nós, já lavando a terceira mamadeira do dia que já havia começado sem mesmo o sol nascer.
Hoje as dificuldades continuam. Bem diferentes mas talvez até mais difíceis.
Quando você começa no treinamento intensivo da educação de falar mil vezes por minuto a mesma coisa, tentando todas as técnicas possíveis de abaixar e conversar olhando nos olhos ou a opção também de nem olhar pra trás e deixar rolar de birra no chão ou até mesmo ameaçar umas chineladas…
E nesse progresso meio louco, alucinante, me lembro do nosso querido pediatra Dr.Aziz, que sem cortar meias palavras, muito verdadeiramente olhando em nossos olhos cansados e cheios de olheiras, entrando em seu consultório, nos disse:
Vocês estão achando o quê? Que ter filhos é igual brincar de boneca? Que você põe pra dormir na hora que quer? Esquece!
A cada dia que passa entendo mais e mais o que o nosso mestre pediatra nos disse naquele dia. Com um bebê tão pequeno nos braços, zero de experiência mas muito amor pra dar.
E quem não participa, cuida, respeita, educa… pode até ser pai ou mãe mas não está vivendo a maternidade completa, docemente amarga mas inesquecível em cada momento vivido. E hoje fecho este post com uma senhora reflexão tirada de um trecho do livro A Sociedade dos Filhos Orfãos de Sergio Sinay.
Fica a dica de que ser mãe ou ser pai vai muito mais além do tempo de qualidade, que os poucos minutos programados com os nossos filhos não saem tão perfeitos porque maternidade não combina com perfeição. Se tiver tudo muito certinho ou quietinho demais pode começar a desconfiar que algo está errado.
E são por todas as lágrimas que caem de alegria ou desespero é que fazem valer a pena todos os segundos ao lado de nossos filhos. Momentos tão mágicos onde se aprende ensinando que fazem de nós adultos, ficarem abobados de tanta felicidade.
Grande bjos de Carol Siqueira.

Como sempre vou relatar aqui os meus dilemas. E não posso deixar de compartilhar aqui com vocês que às vezes me sinto muito insegura como mãe do Paulo Neto.
Não existe perfeição e estou longe dessa ideia mas o que a gente mais quer é quando os nossos filhos chegarem lá na frente, como homens, possamos nos orgulhar de que pelo menos muitas coisas deram certo.
A fase de 4 anos é bem complicadinha. Sinto que o meu pequeno me testa a todo momento. O meu filho sempre teve a personalidade forte, de verdade mesmo, e isso é desde bebê.
Mas agora, no auge de seus 4 aninhos, achei que aflorou mais. Ele não é muito passivo.
Vejo que a todo momento ele quer me testar até onde vai a minha paciência ou o meu amor. É claro que ele não tem este pensamento lógico ainda e calculado. Mas ele sabe o que me deixa feliz e o que me deixa chateada. A fase também de sempre se achar um super-herói é bem complexa. Porque eles sempre se acham os mais fortes e quem provar essa força a qualquer custo.
Diante disso tudo, às vezes me sinto perdida e graças a minha terapeuta, saio de lá com poucos nós na cabeça. Mais reflexiva e mais tranquila de que estou tentando fazer o certo ou melhor, o mais apropriado.
Mas quando nasce um filho, nasce uma mãe e nasce junto dela, a culpa.
Carregamos uma culpa sempre. Não é questão de tempo: se ficamos muito ou pouco tempo com os nossos filhos. A culpa sempre aparece.
E com a culpa a incerteza de que será que o meu filho me ama mesmo?
Por que será que entre tantas pessoas ele sempre dá um jeitinho de me irritar?
Será amor demais ou pouco demais?
E entre tantas dúvidas, pode ser amor demais. Ele sente tanto amor que muito confia em nesse sentimento que, mesmo falando tudo ou fazendo tudo para me tirar do sério, ele sabe que nunca perderá o meu amor e nem o amor dele por mim.
Ele confia no amor dele por mim. Eu que sinto a incerteza, entre os meus dilemas, medos e anseios… penso até que ele possa nem me amar tanto.
Tudo muito confuso e simples ao mesmo tempo.
Não posso deixar que o medo tome conta de minhas atitudes porque o nosso amor é grande demais. E é tudo baseado neste amor é que vou educar o meu filho, sem medo que ele possa deixar de me amar.
Então mamães, acho que isso tudo é normal. Eu preciso confiar neste amor e não deixar que nada disso atrapalhe a minha trajetória em sua educação, mesmo nas horas em que eu preciso ser mais forte. Que são quase todas as horas do dia.
Um grande abraço a todas,
De Carol Siqueira.

Aqui quem fala é o Dr. Juliano Rodrigues da Cunha, cirurgião oncológico e mastologista. Este mês vou contar um pouco da minha(nossa) experiência com a amamentação. Vejam aqui como foi em nossa casa com a nossa pequena Júlia. O que eu considero uma amamentação tranquila, sem traumas e um case de sucesso!
Há muito converso com as pacientes sobre a importância da amamentação como fator protetor para o câncer de mama, além das orientações sobre as possíveis alterações das mamas durante a lactação, mas me parecia muito distante este ato tão sublime e importante para o binômio mãe-filho até que no dia 16 de maio de 2011 nasceu a nossa filha Júlia, vindo iluminar nossas vidas para sempre e também me fazer participar e entender mais sobre o que realmente é amamentar.
Segue um resumo de tudo que vivenciamos – eu como espectador, marido e papai:
Antes do nascimento da Júlia houve toda a preparação das mamas (da minha esposa Fabiana) com esponja vegetal sobre o mamilo durante o banho visando fortalecer a pele, além dos cremes hidratantes para prevenir as estrias (temidas por todas).
Será que vou ter leite? Será de vai dar certo? As dúvidas são frequentes e fazem parte da ansiedade das mães.
Nasceu a nossa princesa!
“Pode deixar no peito, mamando para descer logo o leite.” E então assim “fizemos”.
Mamãe e filha ficaram grudadinhas!
Na segunda noite no hospital elas ficaram juntas ao seio por quase toda a madrugada e a Júlia chorando… Depois de muita insistência devolvemos nossa baixinha para o berçário para complementar o leite. Calmaria.
Corremos para o Banco de Leite e sanamos todas as dúvidas. Percebemos que o leite dava e sobrava (minha esposa passou a doar leite inclusive).
Apesar de toda a preparação da mama e o auxílio do Banco de Leite a realidade foi “trabalhosa”: muita dor nos bicos na primeira semana, com episódios de sangramento e rachaduras inclusive. O amor e a vontade de amamentar venceram!
Utilizamos muita lanolina para ajudar na cicatrização das rachaduras e um banho de sol pela manhã que também foi excelente para auxiliar na recuperação das mamas.
O leite era tanto que minha esposa doava semanalmente para o Banco de Leite e também conseguimos “estocar”quase 3 litros de leite no congelador, o que facilitava em muito alguma saída na hora das mamadas!
Hora de mamar também era a hora de retirar o leite em excesso com as famosas “bombinhas”. Começamos com as manuais, mas depois de usar a elétrica, não recomendamos outra coisa (mais rápida e confortável)!
A mamadeira (de leite materno) não desestimulava a sucção no peito.
“Conseguimos” manter o aleitamento materno até o sétimo mês, quando a necessidade dela era maior que o volume produzido. Foi difícil aceitarmos o término dessa fase, mas quando percebemos que nossa filha aceitou bem o leite em pó ficamos mais tranquilos.
Nossas expetativas são enormes quanto à criação de nossos filhos que começa desde a gestação e não terminam nunca mais. A amamentação é um evento muito importante para a mulher/mãe e deve ser vista como um ato natural, encarado com todas as suas nuances, incluindo as dificuldades que existem no dia-a-dia. Amamentar seis meses, dias, ou por dois anos não é importante, o que vale é transformar esse ato num momento agradável, sem exigir da mãe além do que é possível.
É claro que se faz necessário perseverança, determinação para conseguir levar adiante o aleitamento materno principalmente nas primeiras semanas, onde tudo é novidade, a mama ainda não está completamente preparada para a sucção e a mãe ainda passa por todo o turbilhão de mudanças corporais e psicológicas do pós-parto.
Agradeço à Fabiana todo o seu esforço interminável para que pudéssemos aprender juntos e curtir deliciosas aventuras durante esse período com a nossa filha Júlia! Fui até abusado em me incluir tanto nesta história que acabo de contar, mas torci, chorei, sorri e tentei ajudar no que estava ao meu alcance para que tudo transcorresse da melhor maneira possível! Hoje me sinto mais verdadeiro ao orientar sobre o preparo das mamas e o período da amamentação com todos os seus cenários. Confesso que já tenho saudades! Acredito que minha esposa também!
Grande abraço!
Dr. Juliano Rodrigues da Cunha
COT – 3291-3500 / Dermac – 3215-0008
contato@drjulianocunha.com.br

Hoje a minha amiga Meyriele Figueiredo me fez lembrar da minha origem. Porque o ditado é certo: nunca devemos esquecer as nossas raízes!
Minha amiga Mey postou em seu Instagram uma imagem do meu primeiro blog, onde tudo começou.
Na verdade a minha paixão pela escrita começou na minha infância e um dia quero muito contar aqui pra vocês sobre o meu livro de poesias – Pincéis da Vida- que foi publicado e vendido quanto eu tinha apenas 12 anos.
E logo depois que descobri a minha gravidez, eu já era redatora publicitária, me apaixonei pelo mundo da maternidade e comecei a ler tudo sobre o assunto. Logo tive a idéia de contar a minha experiência em um blog.
Que nome teria?
Penso Paulo Neto.
Porque eu não parava de pensar nele em nenhum instante. E os meus posts eram todos inspirados em meus pensamentos de grávida.
Portanto, eu me dedicava. Escrevia. E até chorava com os meus próprios textos (porque emoção de grávida, vocês já viram né?).
E hoje queria muito que vocês lessem esse meu primeiro post depois que o Paulo Neto nasceu. Com a emoção a flor da pele, eu escrevi essas palavras.
Segui com o Penso Paulo Neto por muito tempo e logo, nasceu o FalaMamãe.
Bom, meninas!
Conheçam o Penso Paulo Neto, meu primeiro blog com lembranças maravilhosas de momentos sublimes da minha maternidade.
Bjos de Carol Siqueira.