
Queria fazer um desabafo com vocês aqui. Mãe às vezes é tão insegura do amor que os filhos sentem por nós, não é?
A medida que os nossos filhos vão crescendo eles vão se interessando por outras coisas, querem outras pessoas, outras atividades e mesmo estando tão perto de nós, às vezes sentimos que estamos meio longe. Vocês já sentiram essa sensação?
Pois eu já.
Meu filho está quase completando 4 aninhos e está um verdadeiro menininho, querendo fazer quase tudo sozinho, brincar com os amigos, o que é maravilhoso e absolutamente normal mas pode ser, que lá no fundo, bate aquela insegurança de que o filho está desgarrando. E o amor? Onde vai aquele amor todinho?
Mas aprendi com tudo isso. O amor é como uma semente que vai crescendo e florescendo a cada etapa. E vai amadurecendo junto com eles, transformando e evoluindo também.
O amor deve ser cultivado mesmo antes deles nascerem. Fortemente.
Não teremos os nossos filhos ao nosso lado pra sempre. Ao nosso lado fÃsico. Mas o amor permanece dentro da gente e a cada dia ele fica mais forte.
O Paulo Neto é uma criança muito segura de mãe e de pai. Ele é seguro de nosso amor, com isso esse amor o transformou em uma criança desgarrada, independente porque ele sabe que tem o nosso amor a qualquer hora que ele precisar e onde quer que ele esteja, mesmo estando longe sinto que ele é seguro de nosso amor por ele.
Nós, enquanto mães, é que precisamos sentir a mesma segurança desse amor que eles sentem por nós.
E como a história maravilhosa de Ruben Alves - A Menina e o Pássaro Encantado - precisamos soltar as nossas crianças para voar livremente com amor. Claro que devemos cuidar. Mas o cuidar não significa aprisionar.
Viver novas experiências, acreditar que podem ser felizes e devem ser felizes também longe da nossa presença.
Com amor pra vocês,
Carol Siqueira.

Hoje resolvi sentar calmamente e escrever a minha versão sobre tirar as fraldas.
Eu já sabia que não seria tão fácil assim, pelo menos com a fralda noturna eu já tinha uma noção das dificuldades só de escutar as minhas amigas contarem as versões delas. Cada criança, uma história bem diferente.
Umas que se adaptaram bem e outras, que no auge de seus 4 aninhos, ainda usavam fraldas para dormir e fazer cocô.
Tirar fraldas exige da mãe e da criança algumas etapas que devem ser respeitadas. Cada etapa tem um tempo. A minha primeira dica é que se a mãe apressar as coisas e tentar fazer tudo de uma vez, pode ser que não dê certo.
Mas como saber se já pode iniciar o processo? Isso quem vai dizer é a sua criança. Não vá pelos filhos dos outros, não apresse pela idade. Preste atenção no seu filho pois é ele quem vai dizer se está preparado ou não para viver sem a fraldinha.
O Paulo Neto já relutava em colocar a fralda, em algumas ocasiões. Foi quando percebi que já era hora. Mas enfrentei um problema no inÃcio: ele não queria usar mais a fralda mas também relutava em usar cuecas. Ousei em colocar cuecas em seus brinquedos mas a coisa só deu certo mesmo quando ele ganhou do seu amiguinho Pedro uma cueca e foi vendo o amigo, que o incentivou usar também.
Foi questão de uma semana o meu pequeno já estava sem fraldas do dia. De vez em quando uns xixis ficavam espalhados pela casa, no sofá, no quarto mas mesmo assim é importante seguir em frente e explicar a todo momento para criança que na hora do xixi tem que chamar a mamãe e fazer xixi na privada.
Se a criança reluta usar fraldas e aceita a cueca, dê a largada. Tire a fralda do dia e não desista devido aos xixis que você vai encontrar por aÃ. Às vezes tirar a fralda diurna não significa que é hora de tirar a fralda noturna.
Meu pequeno já não usava mais fraldas durante o dia, já pedia para fazer xixi na privadinha mas na hora do cocô relutava e pedia a fralda.
Eu colocava a fralda e deixava ele no seu tempo, sozinho, resolver as questões do seu corpo. Um detalhe muito importante que nós, mães, não devemos esquecer nunca é de respeitar os nossos filhos. É claro que é saudável incentivar mas nunca compare-o com outras crianças.
Com jeitinho fui explicando para o Paulo Neto que era bem divertido fazer cocô e depois dar tchau, olhar para o cocô e até conversar com ele. A graça de fazer cocô na privada é que ele toma forma. Demorou ele aceitar sempre ir fazer cocô na privada? Sim. Muitas das vezes pedia a fralda? Sim.
Mas você já viu algum adulto fazer cocô na fralda?
Tudo ia muito bem até no máximo uma semana. O xixi na cama que era de vez em quando, passou ser a noite toda.
Depois que o meu pequeno acostumou ficar só de cueca ele relutava muito colocar a fralda da noite. Neste momento, tirei a fralda da noite também mas eu sentia muito insegura com os xixis na cama e se ainda era a hora certa.
Foi até que ele começou a fazer xixi na cama todos os dias e mesmo, levantando todas as noites para trocar a roupa de cama e pijama, ele começou a ficar gripadinho por conta da friagem. Eu tentava colocar a fralda mas ele acordava e chorava, tirando a fralda. E eu quase chorando junto… de sono e desespero.
Com isso, com as gripes e as noites molhadas de xixi, resolvi explicar para o meu filho que era bom usar fralda durante a noite e que mesmo usando a cueca só durante o dia ele já não era bebê mais. Eu fiz isso porque o pediatra do meu filho alertou que aquele não era o momento ideal para tirar a fralda noturna porque tivemos alguns probleminhas de saúde em casa e o nosso pequeno se sentia inseguro.
Que dia isso ia passar pela minha cabeça?
O pediatra me disse para voltar a fralda e deixar as coisas se acalmarem. Foi que desencanei totalmente. Eu esperava o Paulo Neto dormir e colocava a fralda.
Graças a Deus, as coisas foram normalizando aqui em casa e eu fui tirando a fralda lentamente. Um dia ele dormia de fralda e outro não.
É importante evitar a água quase na hora de dormir e sempre levar a criança para fazer xixi antes do sono, nem que seja para fazer uma gotinha de xixi.
Totalmente sem fraldas com quase 4 aninhos. Se foi tarde? Não, para o meu filho. Está sendo a hora certa, ideal para ele e para mim. O probleminha de saúde que falei anteriormente aconteceu comigo e com certeza mesmo, ele deve ter se sentido inseguro mesmo que não aparentasse. Mas agora está tudo bem.
De vez em quando ainda faz xixi na cama porque ele dorme muito cedo, mas é só de vez em quando. Não vejo problemas mais e também não coloco mais a fralda noturna.
Bom, minhas amigas! Relatei aqui a minha experiência pra vocês onde o meu maior objetivo com este post é: respeitem os seus filhos. Não vão pela pressão de ninguém. Não comparem suas crianças com outras e tenham acima de tudo, muito carinho e paciência neste momento de transição que é bastante delicado.
E vocês? Compartilhem aqui com a gente essa experiência!
Bjos de Carol Siqueira.

Não posso deixar de registrar aqui que as QUEDAS EM CRIANÇAS é um dos maiores riscos de mortes e todo cuidado é pouco. Fazer algumas gracinhas de vez em quando, dar cambalhotas em lugares seguros e com a mamãe por perto, pode! O que devemos ficar atentas é quando a criança sofre alguma lesão e as quedas são as mais perigosas e as que levam mais crianças para os hospitais.
Qualquer tombo que seja principalmente, quando a criança ou o bebê bate a cabeça, o risco ainda aumenta de algum problema mais sério pós-queda aparecer.
Toda criança precisa brincar, correr, aproveitar as travessuras mas prestem atenção em:
- Piso molhado
- No chuveiro ou quando sair do banheiro
- Saltos em sofás, camas, cadeiras
Fique mais atenta quando a criança bater!
- A lateral da cabeça é ainda mais perigosa
- Bater a cabeça em pontas de mesa ou qualquer objeto pontiagudo
- A queda for ainda mais alta que o próprio corpo da criança
Leve ao hospital quando…
- Ao bater, a criança desmaia
- Ficar sonolenta demais, mesmo depois de 1 dia após a queda
- Reclamar de forte dor de cabeça
- Apresentar enjôos e vômitos
Os dados do Ministério da Saúde revelam que os acidentes domésticos são ainda as principais causas de morte e internações envolvendo crianças entre 0 a 14 anos. São cinco mil mortes todo ano e cerca de 110 mil internações. As principais ocorrências são quedas, ingestão e inalação de pequenos objetos, queimaduras, afogamentos, intoxicação e sufocamento. Além do risco de vida, os acidentes podem deixar sequelas graves e permanentes. Entidades que cuidam da proteção aos menores estimam que cerca de 90% dos acidentes podem ser evitados.
E hoje o FalaMamãe alerta você, mamãe! Vamos ficar ainda mais atentas as nossas casas e com as nossas crianças.
Um final de semana abençoado para todas vocês,
Bjos de Carol Siqueira.

Gosto de escrever aqui o que me pedem e o que vivo na minha vida de mãe.
Já recebi muitos e-mails me pedindo algumas dicas quando o assunto se trata sobre a escolha da escola ou berçário para os pequenos.
É normal que toda mãe fica super-ultra-mega apreensiva com este lugar estranho, com pessoas estranhas onde você vai deixar o seu filho a maior parte do tempo.
OK? Será que acertei!!! Coração de mãe pula de ansiedade e não adianta negar, lágrimas vão rolar na hora de deixá-lo pela primeira vez.
Por isso que você precisa se sentir segura e feliz com a sua escolha. Mesmo que você chore ou sinta aquela dorzinha no peito mas você PRECISA ACREDITAR NESSA ESCOLHA!
1) Antes de sair de casa entenda que…
O perfil da escola/berçário precisa ser compatÃvel com os valores da famÃlia. Se você é uma mãe mais tradicional o ensino tradicional pode dar certo para o seu pequeno. Entenderam? O perfil da metodologia usada na escola precisa casar com os valores da famÃlia, com a rotina e a educação de vocês.
2) Visite todas as opções possÃveis!
Faça um mapa e saia caça ao tesouro! Primeiro: uma lista por escrito dos lugares que você acredita ser legal e que você quer conhecer. Ligue antes e marque uma hora para a visita. E depois vá! Conheça todos os lugares e fique atenta em…
3) O quê observar na visita?
Alguns conceitos básicos deverão ser observados:
4) Acreditar na sua escolha.
Depois de todas as visitas, você precisa acreditar no que você mesma escolheu para o seu filho. Se for um berçário ele precisa oferecer um clima bem gostoso para o seu bebê com camas e berços, babás ou monitoras suficientes para a quantidade de crianças, no cardápio oferecido e banheiros adaptados para bebês e crianças. O berçário precisa ter um clima familiar com atividades próprias para bebês.
Se seu filho estiver na fase pré-escolar (geralmente com 3 aninhos) você precisa acreditar na forma pedagógica e se aliar à equipe que vai lidar com o seu filho. Os pais precisam entender que a educação vai além dos muros da escola, os pais precisam estimular os filhos e fazê-los interessar pelos estudos. Evitem crÃticas como: Escola é um terror ou Eu não gostava de matemática!
Evite este tipo de comentário porque mesmo que você não goste de matemática, seu filho pode ser o oposto.
5) Adaptação começa por você!
Já relatei aqui como foi a minha primeira tentativa com o Paulo Neto. Não tive vergonha, nem medo e nem orgulho de voltar atrás e tirá-lo da escola. Não pela escola mas por mim.
A fase da adaptação é muito difÃcil para os pais e para as crianças mas se a mãe não estiver segura na adaptação a criança sente, fica insegura e com certeza, irá dificultar muito esse processo de evolução e mudanças na vida da criança.
Mostre que você está feliz para o seu filho e o quanto é legal ir para a escola. Lá precisa ser um lugar encantado onde ele vai brincar, aprender e conquistar novos amiguinhos. Mesmo que ele chore, se você estiver segura de que está na hora certa para ele e para você, tudo vai passar e tudo vai dar certo! Acredite!
O que vocês acharam deste post? Gostaram? Opinem sobre o assunto!
Um bjo grande de Carol Siqueira.

Nossa, se tem uma pessoa que visitamos com frequência, fora os parentes e avós, essa pessoa se chama PEDIATRA!
E infelizmente, o Brasil anda carente de bons profissionais neste ramo da medicina. O pediatra precisa ser para uma famÃlia mais que um médico, ele precisa ser quase da famÃlia, ou melhor, ser considerado da famÃlia.
Principalmente para as mamães de primeira viagem, o pediatra é uma peça fundamental em todo o processo de adaptação da nova rotina com um bebê.
Portanto, se você já têm um mas não está satisfeita ou se você está grávida e quer escolher um para o seu filho, leiam as dicas do FalaMamãe!
O pediatra do Paulo Neto foi o meu médico e além dele ter um carinho especial com o meu filho (do jeitão dele), pra mim. ele falou e a água parou!
Vamos escolher um bom pediatra para o seu bebê? Leiam as dicas e comece a procurar já!