
É com muita alegria que agora faço parte do FalaMamãe.
Primeiramente, sou mãe da Júlia de quase 2 aninhos e psicóloga. Espero trazer para o blog temas interessantes e que possam nos ajudar em nossa vida de mãe, que é cheia de dilemas mas não deixa de ser uma delícia!
Na atualidade, onde muitas vezes os pais, trabalham muito, é comum encontrarmos avós participando ativamente na criação dos filhos, sem dúvida nenhuma as pessoas que passam por essa situação, pensam de que forma o convívio com os avós influenciará na educação do meu filho?
Geralmente os pequenos ganham muito com essa convivência, no que se diz respeito a afeto, amor, vínculo. Os netos e avós tendem a ser grandes amigos, se esses laços puderem se estreitar. Os avós geralmente têm um amor e uma paciência com os netos, indescritíveis.
Estudo divulgado pela Association for Psychological Science, pesquisadores suíços e australianos chegaram à conclusão que o apoio dos avós ajuda a aumentar as chances dos netos – e dos pais deles, seus próprios filhos – superarem dificuldades, pois terão mais apoio emocional.
Em uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, na Grã-Gretanha, com 1,5 mil crianças e adolescentes de 11 a 16 anos. Os pesquisadores observaram que as crianças que tiveram os avós por perto cresceram mais felizes.
Mas é preciso estar atento aos limites, para que não haja consequências na educação da criança, é necessário ficar claro para a criança quem são os pais e quem são os avós. Os avós podem ajudar, mas não deve ser repassado a eles a tarefa e responsabilidade de educar.
Para que ocorra da melhor forma possível também, é essencial o posicionamento dessa avó cuidadora, é necessário que ela saiba que ela deve se posicionar e colocar limites, na ausência da mãe, para que o mito de que “crianças criadas por vó” são excessivamente mimadas não se torne verdade a avó precisa colaborar com as regras. Dessa forma, é importante que as informações entre a mãe e avó estejam alinhadas.
E para os avós de plantão, fiquem tranquilos, que apesar de ajudar em algumas regras, é papel de vó, dar mimos sim, diferente dos pais, tipo o de deixar à vontade os pirulitos, chocolates e sorvetes. E nós mamães, não precisamos nos estressar com isso, faz parte realmente de uma vovó que quer apenas agradar o seu netinho!
Dessa forma, se você tem o carinho e a ajuda dos avós por perto, deixe que o seu pequeno aproveite e curta muito essa relação, cultive, incentive e proporcione que esses laços se estreitem, isso trará benefícios para o seu pequeno!
1. Alinhe com a vovó cuidadosamente as regras da sua casa, e peça que ela te avise, quando forem ultrapassadas!
2. Cumprindo as regras. É importante que a vovó saiba que você valoriza a forma dela de pensar, mas que na sua casa, as regras para o seu pequeno são dadas pelos pais e pediatra.
3. Fale sempre para o seu filho que ele deve obedecer e respeitar os avós quando estiver com eles.
4. É preciso diferenciar a casa da vovó da sua casa, e saber que chegou em casa, as regras são as da sua casa.
5. Jamais critique os avós para os seus filhos!
6. Saiba escutar alguns comentários e não levar tão ao pé da letra. Lembrem-se não pensamos todos iguais.
7. Enriqueça-se com a experiência dos mais velhos.
8. Os avós tem o papel de mimar os netos, não estresse facilmente com isso!
9. Relembre o quanto os seus avós foram importantes em sua criação com todos os mimos e dengos, e deixe que o seu filho viva e aproveite isso também.
10. Você pode ajudar o seu filho a estreitar esse laço e curtir todo esse amor e carinho que os avós tem para oferecer.
No caso da minha filha, que completará 2 anos em maio, as avós materna e paterna, residem na mesma cidade, mas não tem a responsabilidade dos cuidados diários.
Auxiliam para os papais passearem e sempre quando necessário. Vemos de perto o quanto ela se sente feliz de ir para a casa das vovós, e o quanto as vovós se preparam com carinho para recebê-la e desprendem o tempo que for possível para agradá-la!
Abusam de mimos e carinhos, enchem de balas e chocolates, mas se precisarem corrigir de algo que sabem que é para a educação, elas também o fazem.
Sinto na minha filha a segurança de estar com as avós, e mais ainda lembro desse laço com os meus avós, e por isso acredito que com limite, respeito e muito amor, “tudo” pode na casa da vovó. E tenho certeza que a minha pequena ainda agradecerá por poder desfrutar de perto essas duas mulheres tão lindas, que são as suas duas avós!
Sou Fabiana Cunha, psicóloga.
Estou à disposição para tirar as dúvidas e podem perguntar por aqui mesmo. É só deixar o comentário ou no meu e-mail – fabianafcunha@hotmail.com
Até o próximo post!

Nunca falei sobre este assunto no blog. Engraçado, né?
Talvez seja porque nunca convivi com este problema nem por parte da família e nem amigos. Mas lá na escola do Paulo Neto vejo que isso já acontece, infelizmente, que não deixa de ser uma situação cada vez mais real na vida das crianças.
Antigamente, mulheres casavam-se para ficar a vida toda e sofriam uma vida inteira de desencontros e desamor com o seu próprio esposo. Não que eu seja a favor ou contra a separação mas hoje, graças a Deus, está mais fácil para cada um buscar a sua felicidade. Seja casando ou separando!
Mas a situação não é tão fácil assim quando tem uma criança envolvida e na minha opinião, não tem nada pior, desrespeito maior com uma criança quando os pais, adultos, se enfrentam com xingamentos e até agressão física na frente de uma criança.
Uma separação é dolorosa para todos da família mas para a criança, se os pais forem sensatos, podem evitar bastante os traumas causados por uma separação. Traumas que a criança pode levar para uma vida inteira.
Ao se separar, o casal tem de buscar toda a maturidade possível para encaminhar bem a reação dos filhos à nova fase que se inicia. E, por mais que os pais sejam cuidadosos, a rotina muda. Bebês ficam agitados, crianças pequenas voltam a fazer xixi na cama e crianças crescidas passam a dar problemas na escola. Mas, bola pra frente. Separação não é só drama: se a decisão aconteceu, ajudar os filhos a encarar a nova fase será importante para todos.
Não sou muito a favor da separação. Mas também entendo que cada caso é um caso e algumas vezes, a separação é a melhor opção para toda a família.
Só digo uma coisa: brigas, falta de respeito, violência são bem piores que qualquer separação. Talvez seja muito mais saudável cada um viver a sua vida.
As crianças podem regredir em relação a aquisições já feitas (voltam a fazer xixi na roupa, não articulam as palavras tão bem quanto faziam, por exemplo). Podem demonstrar raiva, angústia, agressividade, ter choros freqüentes e birras mais acentuadas, alterações de sono e de apetite, dores de cabeça, vômitos e febres. Na hora de ir à escola, podem surgir dúvidas do tipo: “Se meu pai já saiu de casa e me deixou, será que minha mãe vai voltar para me buscar?”.
Para acalentar essa criança e acalmar seus conflitos emocionais, é preciso muita conversa. Ela tem de perceber o interesse dos pais em seus sentimentos.
Verbalizar colocações como ‘entendo que você esteja triste e que esteja sendo difícil’ é positivo, pois ajuda a criança a se sentir compreendida e amparada.
Nesta idade, entre 2 a 6 anos, há uma série de novidades que envolvem outras decisões importantes quanto à educação. Como a escolha da escola, por exemplo. É importante que seja uma questão de comum acordo, e que ambos participem desde a fase de adaptação até as reuniões com professores. Mas é no dia-a-dia, perguntando detalhes, que a criança vai sentir a presença dos pais.
Bom, meninas! Sejam mães e pais conscientes e responsáveis.
Mesmo que sejam separados a criança pode se sentir feliz e amada por ambas as partes. O importante é manter o vínculo, respeito, amor e interesse pelo dia a dia do filho.
Grande bjos de Carol Siqueira e que tenhamos uma semana abençoada.

Neste Dia das Crianças eu tenho um grande convite a todas vocês, minhas queridas leitoras!
Muitas vezes nos pegamos fazendo coisas com os nossos pequenos e o pior, nem percebemos.
Esses dias mesmo, meu pequeno estava brincando na casa da vó, muito feliz, super concentrado na brincadeira e lá vou soltando essa:
Vem tomar banho, Paulo Neto!
E ele disse que não queria.
Eu insisti e dei a ordem: Vem agora!
Peraí mamãe!
Eu no me orgulho de mãe, já comecei a falar e reclamar da desobediência do meu pequeno e foi quando… de longe fui observá-lo.
Ele me respondeu assim:
Calma mamãe, eu só quero comer o pão de queijo que a vovó Má fez pra mim.
Minha nossa! Me senti uma monstra. Tirar o meu filho, por nada (porque não tínhamos nenhum compromisso) das coisas que ele mais gosta de fazer: brincar e comer pão de queijo, com os pés sujos, roupa toda amassada e com uma carinha mais feliz.
Respeito é bom, mamãe e eu gosto. É preciso!
Entendo perfeitamente que é muito saudável para a criança ter rotina. Mas sair dela é extremamente importante, divertido e estimulante.
E quando eu falo respeito eu vou mais longe…
Respeite o gosto de seu filho, pela música e até pelo Crocs preferido!
Respeite quando ele fala para você que não quer ir. Mesmo que seja para uma festa de aniversário.
Respeite o seu filho quando ele está doente e deixe ele descansar em casa e não na escola.
Respeite suas preferências pela comida, pelos amigos e por tudo mais que o faça feliz e que seja de sua personalidade.
Esse é o meu recadinho para esse Dia das Crianças, mamães.
E que Nossa Mãe e Pai Maior, Nosso Mestre Jesus Cristo, proteja e abençoe as nossas lindas crianças.
Um grande abraço de Carol Siqueira.

É muito comum ver as nossas crianças almoçando no sofá assistindo TV?
Mais comum ainda é assistir as birras de nossos filhos em lugar público? Seja onde for, eles se atiram no chão e jogam a comida pelo alto.
Claro que depois que nos tornamos mães evitamos soltar aqueles olhares para as crianças dos outros porque sabemos que mais tarde, podem ser os nossos.
Mas o problema está bem aí. Acostumamos com os nossos filhos mal educados, mandões.
Estou lendo uma matéria de uma jornalista americana Pamela Druckerman e ex-repórter do The Wall Street Journal que foi morar em Paris e se tornou mãe na França.
A jornalista passou a se perguntar: como elas conseguem?
E o resultado de sua vasta investigação, que está inspirando mães do mundo inteiro, está no best-seller - Children Dont Throw Food: Parenting Secrets From Paris – o livro já foi lançado na Inlgaterra e Estados Unidos e infelizmente, ainda não tem previsão para chegar no Brasil com o nome Crianças Francesas Não Jogam Comida No Chão: segredos direto de Paris para educar filhos.
Até mesmo no cadeirão, as crianças francesas mostram boas maneiras.
A autora do livro começa falando que ao passar férias com o marido e sua filhinha de apenas 8 meses já se encontrou numa saia justa. Num litoral da França, ela ficava pesquisando nos cardápios algo frito ou um pedaço de pão para despertar o interesse da filha para comer alguma coisa. E enquanto isso, sua filha começou fazer a maior bagunça, jogando tudo ao chão. Depois deu a clássica birra para ir para o colo da mamãe.
Mas aquele pequeno inferno só ela vivia naquele momento. Percebeu que as famílias francesas não passavam por isso!
As crianças estavam sentadas a mesa e contentes, comendo peixes e verduras. Não havia gritos e nem detritos no chão.
- As crianças francesas comem uma versão reduzida do cardápio dos adultos, começando com salada e finalizando com os queijos. A autora ironiza que lá ninguém assisti Baby Einstein que estimula a criança aprender a ler aos 3 anos como as crianças norte-americanas. Os pais ensinam primeiro o básico: comer! E mais uma vez, caímos na velha e antiga história do exemplo. Nossos filhos comem o quê comemos!
- Os horários para as refeições são fixos.
- As mães estimulam a criança provar novos alimentos impondo a comida como algo bom e nutritivo, sem ficar criando cardápio diferenciado porque a criança não gosta ou não quer comer.
- Depois dos 3 anos, quando a criança fica mais seletiva, elas são incansáveis em oferecer bons alimentos mas aceitam com respeito a recusa.
Bom meninas, eu amei o que li! E vou tentar pôr em prática aqui em casa um pouco dessa disciplina porque aqui, se deixar, é cheetos no café da manhã.
E acompanhem o FalaMamãe porque vou postar uma série sobre as mães francesas e seu modo bem peculiar de criar os filhos.
E aí, o que acharam disso tudo?
Abraços de Carol Siqueira.

Há tempo eu queria escrever este post aqui no blog porque se tem uma coisa que eu a cada dia aprendo com a maternidade é que tudo tem o seu tempo!
Alguns dias atrás estava eu conversando com a minha sogra e minha mãe e falávamos sobre a chupeta do Paulo Neto e eu andei notando que ele está querendo a chupeta só pra dormir a noite, não quer usar mais em lugares públicos ou seja, está perdendo o interesse! Sozinho. E com as fraldas também foi assim.
Eu acho que pra isso, tirar os vícios de chupeta, mamadeira, com a fralda… acho que sou meio maleável demais!
E era exatamente isso que conversava com as vovós e claro, eu perguntei como eram essas questões quando elas eram mães e nós, pequenos.
Tanto a minha mãe quanto a minha sogra sempre me deixou bem claro que elas não tinham pressa, que os fatos das retiradas de fraldas, chupetas, mamadeiras e isso tudo sempre foi muito natural. Sem neuras. Não se sentiam pressionadas de nada, não liam sobre o assunto e íamos crescendo e abandonando de acordo com a evolução da idade.
E sabe o que eu mais percebo disso tudo: hoje convivemos com mães neuróticas demais. Apressadas, tirando tudo antes do tempo da criança e pior, fazendo-as sofrer sem necessidade alguma.
Isso nos serve de alerta para todas nós. Nossos filhos não são robôs para se comportarem iguaizinhos, como se fossem bonecos que vem com a bulinha.
Não tem problema se chorarem no colo da professora mesmo já estando muito tempo na escola. Não tem problema de querer a chupeta de vez em quando.
Não tem problema se quiserem mamar uma deliciosa mamadeira preparadas por nós e que eles amam tanto.
Não tem problema de saírem da fralda com 3 ou 4 anos.
Isso tudo acontece de forma natural. E claro! Quando chegar a hora, vamos incentivá-los.
Esse é o nosso papel: respeitá-los e ensiná-los que tudo chega a hora. Mas o tempo são deles e não nosso!
Bjos amigas e um delicioso domingo pela frente :)
Carol Siqueira.