05.10
2012

Alerta: o famoso cheirinho de bebê pode provocar problemas de pele nos pequenos!

Queridas amigas,

O final de semana está chegando e parece, muuuuuito sol e calor estão vindo de carona!
E é exatamente aí que os cosméticos tendem a ficar ainda mais perigosos. O uso frequente de cremes, filtros solares, creminhos, xampus e tudo mais que é muito cheiroso pode fazer mal e causar alergias.

Agora tem cheirinho mais gostoso que o perfuminho de bebê?

Claro que não! E esta é uma resposta quase que unânime de todas as mães. Mas, apesar do cheiro, o uso de cosméticos nos pequenos deve ser regrado, pois com o arsenal que o mercado estético oferece e o uso sem indicação de muitos deles pode provocar irritações na pele do bebê.
De acordo com a dermatologista – Juliana Gumieiro – a pele dos bebês é muito sensível e de fácil irritação. “Os produtos de uso diário, como sabonete e xampus neutros, são mais seguros e dificilmente causam alguma reação alérgica. O risco é com os produtos não obrigatórios e usados sem indicação médica como hidratantes e perfumes”, explica a especialista.

Para ter certeza de que os produtos são seguros, a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomenda verificar se eles possuem o número de registro na embalagem. Essa indicação de registro pode ser verificada pelas iniciais MS, ANVS ou pelo nome Anvisa seguido de um número com 9 ou 13 dígitos, iniciado sempre pelo número 2.  Antes desse registro, a Agência faz uma análise técnica, verificando a conformidade com a legislação, a análise da segurança do produto e os dizeres de rotulagem. “Os bebês e crianças devem utilizar apenas produtos infantis, pois passam por testes mais rigorosos, mantendo componentes mais suaves, compatíveis com a pele da criança. Alguns são hipoalergênicos, o que minimiza o surgimento de irritações e alergia. Mas caso ainda tenha dúvida, faça um pequeno teste, passando o produto em uma região pequena antes do uso por completo”, recomenda a dermatologista.

Vejam as recomendações da dermatologista para fazer o uso correto de cosméticos nos bebês:

  •  Nos sabonetes, prefira os neutros e com pH igual ou abaixo que 5,5;
  • Escolha os xampus neutros, com o mínimo de perfume e corantes possíveis;
  • Bebês antes dos seis meses não precisam do uso de hidratantes ou óleos, exceto casos com recomendação médica;
  • Talco em excesso não faz bem à saúde dos pequenos. Além do risco de irritação de pele podem provocar problemas respiratórios;
  • O protetor solar é indicado de acordo com cada idade. Procure o dermatologista para indicar o melhor para o seu bebê;
  • Verifique sempre nas embalagens se o produto foi testado dermatologicamente pelos órgãos oficiais.

O famoso perfuminho de bebê é desnecessário, caso for usar passe o mínimo possível na roupinha evitando contato com a pele. E sempre de prioridades aos produtos hipoalergênicos.

Essa matéria foi cedida pela Serifa Comunicação.

Bom, meninas. Fica a dica!
Um sábado maravilhoso para todas vocês e suas famílias,

Bjos de Carol Siqueira. 

 

21.09
2012

Crescer dói?

A dor do crescimento aparece mais a noite, enquanto a criança dorme.

Queridas amigas,

Às vezes nossos pequenos nos queixam de dores e nem sabemos o que pode ser. Afinal, estão brincando e do nada começam a chorar com dores nas perninhas, não é?
Isso já aconteceu aqui em casa.
Isso é verdade mesmo. Crescer dói.

A dor do crescimento atinge atinge principalmente crianças de 3 a 10 anos. Vamos falar sobre isso?

Acordar no meio da noite com dores no corpo. Esta pode ser uma condição que acomete crianças entre 3 a 10 anos. São as chamadas ‘dores do crescimento’ que atingem principalmente os membros inferiores, normalmente à noite, podendo levar a criança ao despertar na madrugada. De acordo com o ortopedista do Hospital Orthomed Center – Celso Santos – as dores do crescimento representam de 8 a 10% das dores relacionadas ao sistema músculo-esquelético atendidas pelo pediatra. “A causa destas dores permanece desconhecida para os médicos e, na maioria das vezes, é relacionada ao “crescimento”  da criança. A aceitação desta afirmativa, principalmente pelos pediatras, deve-se ao fato de que as dores desaparecem com a maturidade esquelética e também pelas queixas noturnas das crianças levando a crer que o crescimento ocorra quando a criança dorme”, afirma o médico que ainda explica que de um modo geral os ortopedistas, creem que as dores nos membros inferiores, em crianças, sejam relacionadas a um aumento das atividades das crianças durante o dia, como prática de diversos esportes, danças e aulas ou possa existir um componente psicossomático incluso, como a concorrência com os irmãos pela atenção dos pais, a fuga de “obrigações sócio-educativas”, por exemplo.


Diagnóstico e tratamento.

O ortopedista explica que o diagnóstico é feito por exclusão depois de descartadas todas as afecções do sistema músculo-esquelético que levam à dor nos membros. “Talvez este seja o momento em que o ortopedista capacitado tenha a sua real atuação, diagnosticando condições que são passíveis de um correto tratamento ortopédico como a doença de Perthes, a artrite reumatóide juvenil, a doença de Osgood-Schlatter, a ostomielite crônica ou subaguda dentre outras doenças”, ressalta Celso.

O médico ainda explica que o tratamento inclui uma abordagem junto aos pais orientando o caráter benigno das dores.  “É aconselhado o uso de analgésicos simples nos casos em que a criança apresenta dores mais intensas ou quando é despertada durante o sono. Ensinar aos pais ou responsáveis pela criança um alongamento muscular torna este tipo de tratamento eficaz em quase a totalidade dos casos”, conta o médico.


Doeu? Converse com o pediatra do seu filho.

De acordo com o ortopedista, à luz dos conhecimentos atuais, não há comprovação científica de que o crescimento longitudinal dos ossos leve à dor. “No mínimo, o nome desta determinada condição deva ser modificado para não levar aos pais a acreditarem que o crescimento da criança seja o responsável pelas dores. No entanto, um estudo publicado em um respeitável periódico ortopédico “Journal of Pediatric Orthopaedics” analisando o crescimento em ossos de ovelhas provou, sob rigorosos métodos científicos, que o crescimento ocorre em períodos rápidos de alongamento ósseo intercalados com períodos de nenhum alongamento sendo que os períodos rápidos ocorrem quando os animais estão em repouso (dormindo ou descansando). Este estudo, por sua vez, fortalece a hipótese dos pediatras que afirmam que, em determinadas crianças, o crescimento ‘noturno’ venha acompanhado com a respectiva condição de dor”, conta o médico.

Deixando de lado as supostas discussões em torno do termo utilizado para estas dores dos membros na infância, Celso Santos orienta que esta é uma afecção que deve ser adequadamente conduzida pelo pediatra e pelo ortopedista capacitado. Primeiramente, para descartar doenças já reconhecidas e, finalmente, para estabelecer uma correta orientação e tratamento destas crianças.

Bom meninas!
Achei muito interessante ler tudo isso e claro, é sempre bom o pediatra de nossos pequenos acompanhar tudo, né?
Quem me forneceu essa matéria foi o pessoal lá da Serifa Comunicação e agradeço muito por essas informações tão importantes e que acalmam os nossos corações de mãe.

Bjos a todas vocês e uma abençoada sexta-feira para toda a nossa família,
Carol Siqueira. 

 

20.06
2012

Quando o xixi na cama é preocupante?

As garotas, por exemplo, aprendem a não se sentar no vaso fora de casa e, mesmo sentadas, costumam ficar com os pés no ar. Isso dificulta o esvaziamento da bexiga

Amigas!

Quem tem filhos na idade do meu Paulo Neto, entre 3 a 4 anos, a maioria já estão desfraldados.
Mas nem sempre deixam de fazer xixi na cama, não é?
Eu sei exatamente os motivos que levam o meu filho a fazer uns xixizinhos na cama e que quase me mata de agonia e preguiça de trocar tudo, com ele e eu meio dormindo…
Em todos os casos em que ele faz o xixi na cama é sempre de manhã bem cedinho e quando ele não faz xixi antes de dormir. Básico, né?

Mas numa conversa entre mães lá na escola do meu filho pude perceber uma dúvida bem frequente em quase todas elas…

Quando o xixi na cama passa ser anormal? Preocupante? Em que idade?
Então vamos lá!

A maioria das crianças controla a função renal até por volta dos 4 anos, é bem aí que os xixis que escapam na cama costumam preocupar os pais. Se for muito frequente ou melhor, todos os dias a primeira recomendação é consultar o médico para verificar a ocorrência de alguma doença. Descartada essa possibilidade, o xixi na cama tardio é um comportamento relacionado à maturidade infantil. Se fala em enurese noturna a partir dos 5 anos e, até os 7, não há indicações de remédios segundo o Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. Depois dos 7 anos, os casos tendem a diminuir muito.

Cada criança pode ser um caso diferente. Fale com o pediatra do seu filho.
O ideal é que você, mamãe, converse com o pediatra do seu filho caso ele apresente uma frequencia grande de xixis na cama que são em média, mais de 2 vezes por semana e que a criança apresente de 4 a 7 anos de idade.

Por que meu filho ainda faz xixi na cama após os 5 anos de idade?  

Existem vários estudos médicos, e diversas teorias sobre o assunto. As mais aceitas são:

Predisposição genética:  possibilidade dos filhos terem enurese aumenta 45 a 75 % se 1 ou os 2 pais (respectivamente) tiveram enurese. Provavelmente é relacionado a imaturidade neurológica dos mecanismos de acordar, aumento na produção de urina a noite ou retardo no desenvolvimento de uma maior capacidade da bexiga.

Produção de maior quantidade de urina durante o sono: o normal é que as pessoas diminuam a produção de urina durante o sono, por ação de um hormônio chamado “Vasopressina”. Nas crianças com Enurese Noturna a produção deste hormônio durante o sono não é suficiente, e portanto a criança produz mais urina, e termina perdendo urina involuntáriamente.

Fatores emocionais: é muito discutível que seja o fator desencadeador, mas tem-se certeza que a Enurese influencia muito negativamente na personalidade da criança, causando nela um sentimento de vergonha, culpa, desprezo por sí mesmo. Portanto os distúrbios psicológicos, emocionais como a Perda de Auto-Estima são o resultado e não a causa da Enurese Noturna Primária Monosintomática.

O que você pode fazer para ajudar o seu filho!

Se não está doente, a criança faz xixi na cama por dois motivos, basicamente. Em dois terços dos casos, a quantidade de xixi é grande mesmo. No terço restante, a bexiga é muito ativa e aciona muito a urina. Para a verificação, devemos observar quantas vezes e em que quantidade nossos filhos urinam diariamente, e também a ingestão de líquido. Se a criança bebe muito líquido e vai pouco ao banheiro, possivelmente está inibindo a vontade de urinar durante o dia e relaxando à noite. E, se vai muito ao banheiro, é provável que tenha bexiga ativa.
Além do clássico corte de líquidos duas horas antes de dormir (principalmente de estimulantes como chá, refrigerantes, café).
E o que a criança precisa, quase sempre, é aprender a urinar corretamente. Isso significa esvaziar a bexiga toda vez que for ao banheiro – é importante se sentar confortavelmente e, com calma, expelir a urina até o fim.

Bom, minhas amigas!
Acho que deu pra tirar algumas dúvidas, né?
O que vocês acharam do post?

Abraços de Carol Siqueira. 

 

 

 

04.05
2012

Doce vilã.

Queridas amigas!

Ontem eu estava acompanhando o grande evento da PomPom Fraldas para blogueiros com a participação de vários profissionais como a grande psicóloga e psicoterapeuta Natércia Tiba e o pediatra Dr.José Vicente Rinaldi. Infelizmente não pude ir dessa vez mas com certeza, terei outras oportunidades para encontrá-los pessoalmente.

Mas estive acompanhando tudo pelo twitter e vejam só os assuntos que foram discutidos e todos de muita importância na vida de qualquer mãe:
A importância da rotina para uma criança.
O quanto é importante o pediatra falar mais de comportamento da criança com a mãe em seu consultório,
Sobre mães super-protetoras que geram crianças ansiosas,
Terceirização dos filhos e o mal que isso pode gerar em nossas crianças,
E sobre a nossa querida vilã CHUPETA…

E com certeza, outros grandes temas foram discutidos. Mas o que me chamou muita atenção foi o da chupeta mesmo.
Aqui em casa temos um histórico de amor e ódio por esse pequeno e gracioso objeto – o bibi – assim chamado pelo meu pequeno quando se refere a sua chupetinha.
Meu filho Paulo Neto está completando agora em Maio os seus 4 aninhos e sei que já até passou da hora de tirar a chupeta.
Mas eu sempre falo e repito aqui no blog que cada criança tem o seu tempo e nunca devemos comparar os nossos filhos com outras crianças.
Devemos respeitá-los e só assim, toda a retirada seja de fraldas, de chupeta, do paninho pra dormir, de uma mania e coisas e tal… terá sucesso.

Como vou fazer pra tirar a chupeta, ou carinhosamente falando – o famoso bibi.

Aqui em casa vou começar a tirar a chupetinha depois de uma grande viagem que vamos fazer agora em Maio. Já levei meu pequeno ao dentista e profissionalmente falando, já passou da hora retirar o seu bibi. Eu sei disso!
Mas pra falar bem a verdade, nunca me incomodou muito o fato do meu filho usar a chupeta e eu mesma, fui uma criança que tenho doces lembranças do meu bibi. Tive que usar aparelho nos dentes, sim.
Mas não me prejudicou na fala e até acho que converso demais… além da conta!!! Que a nossa dentista Vivian Leão não leia este post…

Não quero que o meu filho chore por causa de uma chupeta e vou tirando devagarinho. Primeiro tiro a chupeta do dia. Depois tiro a chupeta da noite.
Se vai dar certo? Não sei.
Nossas crianças nos surpreendem muito e pode ser que tudo seja bem diferente do que estou planejando.

E você, como fez para tirar a chupeta do seu filho? Conte aqui pra gente!
Grande bjo de Carol Siqueira.

02.08
2011

Aqui quem fala é a Dra.Raquel Cazabona, sou Pediatra e agora a mais nova colunista do FalaMamãe.

Olá Queridas leitoras!

Quero apresentar à vocês a mais nova colunista do FalaMamãe e uma grande conquista para o blog – a partir de agora vamos ter uma Pediatra para tirar todas as nossas dúvidas, nos ajudar com as nossas crianças e participar aqui com a sua coluna com posts muito importantes trazendo à todas mamães informações sobre a saúde de nossos bebês e crianças.

Ela é a Dra.Raquel Cazabona, pediatra há 10 anos, formada pela Universidade Federal de Uberlândia e Coordenadora do Programa Municipal Saúde da Criança e do Adolescente.

Neste semana mais que especial, Dra.Raquel Cazabona preparou um post sobre a importância do Aleitamento Materno.
Desejo boas vindas a Dra.Raquel e estou imensamente feliz por ela ser a nossa nova colunista. Tenho certeza que as leitoras do FalaMamãe estão muito felizes também por mais uma profissional se juntar à nós e levar mais carinho, apoio e informações a todas mamães.

Agora segue o primeiro post da nossa querida pediatra e hoje ela vai falar da importância do aleitamento materno para a saúde da criança. Vamos ler?

Aleitamento Materno por Dra.Raquel Cazabona

Amamentar é um ato de amor, por vezes difícil de ser regularizado, mas pelo qual deve-se lutar, tendo em vista os expressivos benefícios para a saúde do bebê, da mãe e de todo o planeta, que tem seis milhões de vidas salvas a cada ano, através dessa verdadeira vacinação natural.
O leite materno não tem excesso de proteínas e sal como é o caso do leite de vaca; tem melhor digestibilidade, diminuindo as cólicas; possui um tipo especial de gorduras, que acelera o desenvolvimento cerebral, o que facilita o alcance de um quoeficiente de  inteligência (QI) maior. Também é provido de anticorpos e outras substâncias que defendem o organismo de diversas doenças, reduzindo o risco de internações e óbitos.
Vale ressaltar ainda, que o leite materno tem nutrientes que ajudam o corpo do bebê a programar seu metabolismo, atenuando a incidência de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes na vida adulta. O correto funcionamento intestinal, a melhor absorção do ferro, a impossibilidade de alergias, a boa formação da cavidade bucal são outras dádivas desse poderoso e completo alimento.
Para as mães o aleitamento traz menor incidência dos tumores de mama, útero e ovário; promove a perda de peso pós gravidez mais rápida; diminui o risco de osteoporose e depressão pós parto e tem grande praticidade, pois não há o trabalho  de  comprar, carregar e preparar mamadeiras, economizando dinheiro e esforço. Além disso,  estreita os laços de afeto com o bebê, que fica mais tranquilo e seguro.
Até os seis meses de idade o leite materno deve ser o único a ser oferecido, dispensando o uso de chás e até mesmo água, que enchem o estômago de volume, mas não de nutrientes. Após essa idade, a alimentação complementar deve ser iniciada, mas a oferta do seio deve permanecer até os dois anos de vida. Procurando auxílio desde o início, as dificuldades técnicas do aleitamento podem ser superadas em sua grande maioria, quanto mais cedo se procurar ajuda, melhor.

Em Uberlândia temos o Disk Amamentação, serviço do Banco de Leite da UFU que esclarece dúvidas sobre o tema e agenda consultas especializadas com pediatras pelo telefone: 3218-2657.

Também pode-se contar com as salas do Projeto Aninhar, localizadas em cada uma das oito UAIs do município. Nela profissionais de enfermagem treinadas estão capacitadas para ajudar as mães a resolver os principais problemas da amamentação. Portanto, mamães não deixem de esclarecer as dúvidas, mitos e preocupações que possam estar atrapalhando essa atitude valorosa que é o aleitamento materno.

Obrigada pelo carinho de todas e mais uma vez reforço que o leite materno é mais saúde para você e seu bebê.
Qualquer dúvida estou à disposição aqui no FalaMamãe. Pode deixar no Comentário a sua dúvida e experiência para que eu possa ajudar você também.

Dra.Raquel Cazabona – Pediatra.

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