Desculpem-me a falta do post na semana passada.
Tentarei fazer, dessa coluna semanal, um espaço de reflexão acerca da centralidade da educação em nosso cotidiano. E, como a educação é um fenômeno multifacetado, determinante e determinado por aspectos históricos, socioeconômicos e estéticos, as direções que escolho periodicamente para minhas conjecturas são as mais diversas.
Semana passada eu estava no aeroporto voltando de viagem ( fim das férias), e ao meu lado estavam duas mães bem jovens conversando sobre um assunto que me chamou a atenção, discutiam suas inseguranças na escolha da primeira escola de seus filhos. Pensei então em abordar esse assunto, pois, poderia ajudar algumas de vocês que podem estar passando pelas mesmas angústias que aquelas mães.
Devo optar por uma mais tradicional, já que a educação em casa é liberal? Ou procurar a que prioriza o conteúdo, já que o mercado de trabalho não está brincadeira? Se bem que dizem que uma escola perto de casa é melhor!
É difÃcil encontrar pais que não passaram ou não vão passar por angústias desse tipo, na hora de escolher a escola que sua criança vai frequentar.
Do ponto de vista prático, os pais devem, primeiro, visitar a escola e questionar amplamente a sua proposta pedagógica. Depois, é preciso analisar se a linha da escola é adequada aos valores da sua famÃlia e também ao temperamento da criança.
É muito séria esta escolha!
Se o que buscam é dar competitividade e preparo para o mercado de trabalho desde tenra idade, isto deve ser levado em conta na escolha da escola.
Se, por outro lado, pretendem dar formação mais humanÃstica, que desenvolva as capacidades de relacionamento e a chamada inteligência emocional, devem buscar outra, diferente da primeira!
Penso que, além da visão de mundo dos pais, certamente devemos também levar em conta os rumos do planeta em que vivemos, mas primordialmente sempre defendo que acima de qualquer valor, juÃzo, compreensão de mundo ou qualquer outro fator, deve prevalecer a idéia de que a escola em que nossos filhos irão estudar deve fazê-los felizes.
Afinal, o espaço escolar possibilita a expressão criativa, as experiências e experimentações diversas e o exercÃcio de diferentes linguagens.
É aconselhável ainda indagarem sobre a formação profissional da equipe envolvida, as atividades desenvolvidas e as prioridades dessa escola. Será que elas vem de encontro à s necessidades de seu filho? E lembrem-se sempre que a escola é responsável apenas por uma parte da formação da criança – “Quem educa o filho é o pai”.
Espero ter colaborado com vocês e se tiverem dúvidas ou quiserem trocar idéias enviem seus comentários ou sugestões.
Beijo de Lúbia e até a próxima semana – lubia_tosta@hotmail.com
A dica de hoje será:
O DVD MPBaby Amizade convida adultos e crianças a experimentarem juntos as diversas possibilidades da interação musical como uma importante forma de educação dos sentidos. Por meio de uma abordagem original, que tem como base temática o cultivo da amizade (não necessariamente entre seres da mesma espécie e nem sempre isenta de conflitos) e das diversas e criativas possibilidades de interação.
Organizado no formato de 14 videoclipes, complementados por três seções extras, o DVD tem como personagens principais a formiga Tai (tradução de formiga, em Tupi) e a abelha Ju (tradução de abelha, também em Tupi), duas amigas que, em uma série de aventuras musicais, interagem com outras criaturas da fauna, da flora e da cultura brasileira, como tartarugas, joaninhas, sapos, tatus-bola, vagalumes, caracóis, sardinhas, caranguejos e peixes. 
Especialmente desenvolvido pelo compositor e violonista Reginaldo Frazatto Jr, o CD Cantigas de Roda completa este maravilhoso Kit. A escolha do repertório e a qualidade técnica e musical das gravações sensibilizam a todos, promovendo uma experiência inesquecÃvel a pais e filhos. Os arranjos para violão acústico (ao contrário do uso indiscriminado de recursos eletrônicos) oferecem materiais sonoros de maior qualidade e diversidade para o estÃmulo da percepção auditiva.

Estamos no finalzinho de janeiro e muitos pais já se encontram naquele dilema:
- Já devo colocar o meu filho na escola? Ele ainda não está muito novinho?
- Que escola devo escolher para o meu filho?
- Devo ficar com ele na escola até ele se acostumar? E se ele chorar muito?
- Como devo fazer para o meu filho organizar o quarto antes da volta às aulas?
Lógico que estas são perguntas que todas nós, mamães vivemos. Acompanhem os posts e vejam as dicas de nossa psicopedagoga e pesquisas que foram feitas para escrever cada um deles.
Então vamos lá!
Neste post vamos falar de -Â O PRIMEIRO DIA DO MEU FILHO NA ESCOLA!
Quando ainda estava lendo o livro 100 Promessas para o meu bebê de Mallika Choppra uma das páginas que fizeram minhas lágrimas escorrerem foi quando ela narrou, com muita emoção, a primeira vez que a sua filha foi à escola. A sensação é de que uma porta se abriu – a porta da independência – a de viver e estar com outras pessoas, ser amada e não ser amada também, de não estar ao seu lado mas pensar em você o tempo todo e de conviver com idéias, opiniões e palavras contraditórias a tudo que você ensinou à eles.
Fácil?! Não deve ser! Mas necessário. Ir a escola é um direito de qualquer criança e dever de qualquer pai.
Portanto, minhas amigas se esta hora ainda não chegou com certeza, uma hora ela chega! A hora de deixar o seu filho viver esta independência – de ir para a escola pela primeira vez.
O primeirÃssimo dia de aula de uma criança marca o inÃcio de sua independência, algo encarado com um misto de ansiedade e culpa por muitos pais. De acordo com uma pesquisa feita em Curitiba e relatada no site Bebê.com da Editora Abril – o trabalho revelou que 22% das mulheres de nÃvel socioeconômico privilegiado se sentem culpadas por deixar seus pequenos na escola. Entre as de baixa renda, esse Ãndice é de apenas 3%. “No primeiro caso as mães procuram realização pessoal”, explica a psicóloga Lidia Weber, autora do trabalho. “Elas acham que dão mais importância à carreira em detrimento dos filhos”, completa a professora da Universidade Federal do Paraná. “Já as do segundo grupo trabalham por necessidade. Se pudessem parar, ficariam em casa.”
Os especialistas garantem: é normal os pais vivenciarem esse tipo de sentimento. “Eles apenas devem se controlar para não contaminar o filho. A criança é como uma esponja: absorve tudo”, diz a psicóloga. Esse cuidado é importante, porque ir à escola desde muito cedo só faz bem, atestam diversos estudos. “Essa é a fase da vida de maior desenvolvimento cognitivo e emocional”, diz Fernanda Nedopetalski, coordenadora pedagógica da Escola de Educação Infantil Quintal, em São Paulo. “No colégio as crianças têm estÃmulos o tempo todo.”
Claro que a mudança também altera o humor dos nossos pequenos, mesmo aquelas crianças que apresentam serenidade em casa podem aprontar o maior escândalo e um show de birra ao ir pela primeira, segunda, terceira vez à aula.
Portanto, entre tudo que pesquisei e li para escrever este post a dica é - os pais, a babá ou o responsável que cuida da criança (pode ser até a avó) deve permanecer na escola até a criança ficar bem à vontade, o processo de adaptação talvez pode ser lento mas é preciso ir com cuidado e aos poucos. Nossa psicopedagoga irá depois escrever especialmente sobre esta adaptação. Mas enquanto isso…
• Visite a escola antes do começo das aulas. Assim você se sente segura quanto às instalações e seu filho logo se ambienta.
• Nada de chororô. Em vez disso, diga frases como: “Agora você vai fazer um monte de coisas legais, depois a gente vem buscá-lo”.
• Fique atenta nos sinais. Se a criança sempre alega dores bem na hora de ir à escola, se chora ou demonstra ansiedade antes de toda aula, investigue os motivos em parceria com o colégio.
Acompanhe o FalaMamãe e anote todas as dicas.
Bom, por agora é só.
Bjos de Carol Siqueira.