
Essa semana estamos com o programa Autismo no Canal da Gente, canal 15 de Uberlândia e Araguari.
Esse programa foi muito especial para mim porque pude aprender sobre o Autismo e entender melhor como lidar com as crianças autistas conversando com mães e uma psicóloga especializada no assunto.
E eu finalizo o programa falando que hoje teria aqui no blog os 10 pontos importantes que toda criança com autismo gostaria que você soubesse!
Então vamos lá!
Eu tenho Autismo mas eu não somente Autista. O meu autismo é um aspecto de caráter mas não me define como pessoa. Sendo criança eu ainda estou descobrindo e nem você e nem eu podemos saber do que eu sou capaz.
Os sentidos como audição, olfato, paladar, toque e as sensações que passam desapercebidas no seu dia a dia podem ser muito dolorosas para mim. O ambiente em que eu vivo pode ser bem hostil para mim. Eu posso parecer distraído ou em outro planeta, mas eu só estou tentando me defender.
Vou explicar porque uma simples ida ao supermercado pode ser complicado para mim: muitas pessoas falando ao mesmo tempo, música, barulho da caixa registradora, crianças chorando, pessoas tossindo, luzes fluorescentes… O meu cérebro não consegue assimilar todas essas informações provocando em mim uma perda de controle.
Eu interpreto muito pouco o sentido oculto das palavras. É muito difícil para mim compreender quando você fala pra mim: Não enche o meu saco!
E quando for falar comigo, fale diretamente tipo: João, coloque o livro na estante. Está na hora de almoçar!
Falando assim eu compreendo o que você quer que eu faça e o que vai acontecer depois.
Por favor, lembre-se de distinguir entre não poder e não consigo fazer. Receber e expressar a linguagem e vocabulário pode ser muito difícil pra mim. Não é que eu não escute as frases, é que às vezes eu não compreendo. Portanto, tenha paciência e seja o mais claro possível.
Dizer o que eu preciso é muito difícil pra mim, quando não sei as palavras para descrever o que sinto. Posso estar com fome, frustado, com medo e confuso, mas agora estas palavras estão além da minha capacidade, do que eu posso expressar. Por isso, preste atenção na linguagem do meu corpo.
Por favor, mostre-me como fazer alguma coisa ao invés de simplesmente me dizer. E esteja preparado para me mostrar diversas vezes porque repetições consistentes ajudam-me a aprender.
Como qualquer outro ser humano não posso aprender em um ambiente onde sempre me sinta inútil, que há algo errado comigo e que preciso de conserto.
Procure o meu potencial e você vai encontrar muitos! Terei mais que uma maneira para fazer as coisas.
Pode parecer que não quero brincar com as outras crianças no parque, mas algumas vezes simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar na brincadeira. Se você pode encorajar outras crianças a me convidarem a jogar futebol ou brincar com carrinhos, talvez eu fique muito feliz por ser incluído!
Chilique, birras, má-criação, escândalo, como você quiser chamar, eles são mais horríveis para mim do que para você. Eles acontecem porque um ou mais dos meus sentidos foi estimulado ao extremo. Se você conseguir descobrir o que causa a minha perda de controle, isso poderá ser prevenido – ou até evitado!
Elimine pensamentos como: Se ele ao menos pudesse…
Você mão conseguiu atender a todas expectativas que os seus pais tinham para você e você não gostaria de ser sempre lembrado disso. Eu não escolhi ser autista e lembre-se que isso está acontecendo comigo e não com você. Sem a sua ajuda, as minhas hipóteses de alcançar uma vida adulta digna serão pequenas. Com o seu suporte e guia, a possibilidade é maior do que você pensa.
É verdade que eu não vou ser o próximo Ronaldinho Fenômeno mas com a minha capacidade de prestar atenção e de concentração no que me interessa, quem sabe eu posso ser o próximo Einstein, Mozart e Van Gogh porque todos esses grandes gênios da humanidade eram autistas também.
Texto de Ellen Nottohm.
Uma boa semana a todas vocês e que Deus nos abençoe muito,
Carol Siqueira.

É com muita alegria que agora faço parte do FalaMamãe.
Primeiramente, sou mãe da Júlia de quase 2 aninhos e psicóloga. Espero trazer para o blog temas interessantes e que possam nos ajudar em nossa vida de mãe, que é cheia de dilemas mas não deixa de ser uma delícia!
Na atualidade, onde muitas vezes os pais, trabalham muito, é comum encontrarmos avós participando ativamente na criação dos filhos, sem dúvida nenhuma as pessoas que passam por essa situação, pensam de que forma o convívio com os avós influenciará na educação do meu filho?
Geralmente os pequenos ganham muito com essa convivência, no que se diz respeito a afeto, amor, vínculo. Os netos e avós tendem a ser grandes amigos, se esses laços puderem se estreitar. Os avós geralmente têm um amor e uma paciência com os netos, indescritíveis.
Estudo divulgado pela Association for Psychological Science, pesquisadores suíços e australianos chegaram à conclusão que o apoio dos avós ajuda a aumentar as chances dos netos – e dos pais deles, seus próprios filhos – superarem dificuldades, pois terão mais apoio emocional.
Em uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, na Grã-Gretanha, com 1,5 mil crianças e adolescentes de 11 a 16 anos. Os pesquisadores observaram que as crianças que tiveram os avós por perto cresceram mais felizes.
Mas é preciso estar atento aos limites, para que não haja consequências na educação da criança, é necessário ficar claro para a criança quem são os pais e quem são os avós. Os avós podem ajudar, mas não deve ser repassado a eles a tarefa e responsabilidade de educar.
Para que ocorra da melhor forma possível também, é essencial o posicionamento dessa avó cuidadora, é necessário que ela saiba que ela deve se posicionar e colocar limites, na ausência da mãe, para que o mito de que “crianças criadas por vó” são excessivamente mimadas não se torne verdade a avó precisa colaborar com as regras. Dessa forma, é importante que as informações entre a mãe e avó estejam alinhadas.
E para os avós de plantão, fiquem tranquilos, que apesar de ajudar em algumas regras, é papel de vó, dar mimos sim, diferente dos pais, tipo o de deixar à vontade os pirulitos, chocolates e sorvetes. E nós mamães, não precisamos nos estressar com isso, faz parte realmente de uma vovó que quer apenas agradar o seu netinho!
Dessa forma, se você tem o carinho e a ajuda dos avós por perto, deixe que o seu pequeno aproveite e curta muito essa relação, cultive, incentive e proporcione que esses laços se estreitem, isso trará benefícios para o seu pequeno!
1. Alinhe com a vovó cuidadosamente as regras da sua casa, e peça que ela te avise, quando forem ultrapassadas!
2. Cumprindo as regras. É importante que a vovó saiba que você valoriza a forma dela de pensar, mas que na sua casa, as regras para o seu pequeno são dadas pelos pais e pediatra.
3. Fale sempre para o seu filho que ele deve obedecer e respeitar os avós quando estiver com eles.
4. É preciso diferenciar a casa da vovó da sua casa, e saber que chegou em casa, as regras são as da sua casa.
5. Jamais critique os avós para os seus filhos!
6. Saiba escutar alguns comentários e não levar tão ao pé da letra. Lembrem-se não pensamos todos iguais.
7. Enriqueça-se com a experiência dos mais velhos.
8. Os avós tem o papel de mimar os netos, não estresse facilmente com isso!
9. Relembre o quanto os seus avós foram importantes em sua criação com todos os mimos e dengos, e deixe que o seu filho viva e aproveite isso também.
10. Você pode ajudar o seu filho a estreitar esse laço e curtir todo esse amor e carinho que os avós tem para oferecer.
No caso da minha filha, que completará 2 anos em maio, as avós materna e paterna, residem na mesma cidade, mas não tem a responsabilidade dos cuidados diários.
Auxiliam para os papais passearem e sempre quando necessário. Vemos de perto o quanto ela se sente feliz de ir para a casa das vovós, e o quanto as vovós se preparam com carinho para recebê-la e desprendem o tempo que for possível para agradá-la!
Abusam de mimos e carinhos, enchem de balas e chocolates, mas se precisarem corrigir de algo que sabem que é para a educação, elas também o fazem.
Sinto na minha filha a segurança de estar com as avós, e mais ainda lembro desse laço com os meus avós, e por isso acredito que com limite, respeito e muito amor, “tudo” pode na casa da vovó. E tenho certeza que a minha pequena ainda agradecerá por poder desfrutar de perto essas duas mulheres tão lindas, que são as suas duas avós!
Sou Fabiana Cunha, psicóloga.
Estou à disposição para tirar as dúvidas e podem perguntar por aqui mesmo. É só deixar o comentário ou no meu e-mail – fabianafcunha@hotmail.com
Até o próximo post!
Não pude começar a semana diferente.
Estava em meu quarto, fazendo as minhas orações para fechar o meu domingo, com a bíblia aberta em meu colo li em vários lugares, como mensagens enviadas por Ele, que devemos ser orientadoras e mensageiras das palavras de Cristo. Nós mulheres devemos levar para as nossas famílias, amigas e em todos os canais de comunicação que tivermos alcance a palavra e os ensinamentos de Jesus a todos que estiverem por perto.
Quando fui lendo tudo isso, já entendi o que eu deveria fazer. Era mais de meia noite, abri o meu computador e comecei a escrever tudo isso que vocês estão lendo agora.
Não posso deixar passar os chamados de Deus em nossas vidas e sinto que neste blog, o FalaMamãe, é muito mais que ensinar a trocar a fralda ou tirar a chupeta…
Sinto que neste cantinho nosso tão especial é também o lugar de trocarmos as nossas experiências com Deus.
E nas minhas orações, Ele me falou que a fé é mais que acreditar, é seguir. Seguir o Caminho e saber esperar o Momento Dele.
Portanto, minhas queridas amigas, vamos começar essa semana diferente. Vamos levar mais Deus para as nossas casas, pedir as Suas Bençãos para os nossos filhos, que Ele nos purifique com muita saúde espiritual, mental e física.
Que o Senhor Jesus possa nos afastar de todo e qualquer mal humano e espiritual. Que Ele tome conta de nossos trabalhos, de nossas vidas e nos enche de Teu Amor e Milagres.
Que Ele abençoe os nossos filhos, nossos maridos e toda a nossa família. Que Ele seja a nossa sombra e proteção.
Viver a maternidade não é tão fácil. Tem dias que parece que estamos vivendo em provas e sabe qual é a verdade? Estamos sempre em provas sim.
Precisamos ser as defensoras espirituais de nossos filhos. Somos guerreiras de Deus e guardiãs de nossas crianças.
Vejam só o que eu anotei no meu caderninho de estudos de minhas leituras bíblicas e que resolvi compartilhar com vocês – O que eu devo fazer para ajudar a minha família?
- Reservar um tempo para falar de Deus com o meu filho
- Escutar mais louvores e assistir DVDs infantis bíblicos
- Abençoar a água e o alimento
- Falar da bíblia para o meu filho
- Pedir ao marido para que ele também fale mais de Deus para o nosso filho
- Ir trabalhar e abençoar o nosso local de trabalho e as nossas finanças
- Fazer o Salmo 91 todos os dias.
Um semana cheia de bençãos, saúde a paz para todas vocês, minhas amigas!
Que Deus e Nossa Senhora estejam sempre com as nossas famílias e em cada passo que dermos,
Super bjos de Carol Siqueira.
Ontem até falei no meu Instagram – que é @falamamae – da minha paixão por cuidar da minha casa.
Eu cresci vendo a minha mãe e meu pai cuidando da nossa casa, reinventando, redecorando, mudando os móveis de lugar, pintando e peguei o gosto de cuidar assim da minha também. É genético!
E isso se intensificou depois da chegada do Paulo Neto porque adaptar uma casa, que é pequena, moderna onde só morava um casal de publicitários (eu e meu esposo) que só chegava em casa a noite depois de um dia de trabalho para um apartamento gostoso, que dê liberdade para uma criança brincar e ter o seu espaço no seu mundo sempre foi muito desafiador para mim.
E eu sempre vou evoluindo de acordo com a idade do meu pequeno. As coisas vão mudando porque ele também está se transformando.
Quando ele era bebê havia mais brinquedos espalhados pela casa, tapetes anti-escorregantes, um quarto só para os brinquedos e hoje já me preocupo com uma mesinha para as tarefinhas de casa, mais gavetas e porta trecos, onde ficar os livros… e daí vai. Somos aqui em casa uma metamorfose ambulante.
Mas o que eu nunca deixei é que o meu pequeno não tenha liberdade dentro de casa. O armários de bolachas já fica ao seu alcance (é claro que ele sempre me pergunta se pode comer), os garfos e facas ficavam dentro de uma vasilha grande lacrada e hoje já voltei todos eles para uma gaveta porque o Paulo Neto já tem 4 anos e sabe dos perigos, todos os seus DVDs estão guardados dentro de uma caixa onde ele mesmo pode pegar e escolher o filme, fora a Apple TV que temos no quarto dele e que ele amaaaaa devido a variedades de desenhos…
E eu comprovei que a organização faz bem para todos os seres humanos, até mesmo para os pequeninos, quando a professora me contou que nos primeiros dias de aula o meu filhote chegou na sala, escolheu um lugar para sentar nas mesinhas e perguntou a professora se aquele poderia ser o seu lugar, eu percebi que ele gosta de ser organizado respeitando também o espaço dos outros. Isso é bom!
O importante é a criança entender que tem o seu lugar mas sem também abafar as extrapulias que toda infância tem que ter!
Onde tem criança, tem cheiro de criança. Tem cor. Tem bagunça gostosa…
E quando os nossos filhos crescerem, a vida vai se tornar mais séria e organizada. Vamos sentir falta desse descontrole maravilhoso que é viver e morar com crianças,
Cada fase tem a sua cor e acredito que essa é a fase de nossas vidas viver no meio de um turbilhão de cores, tintas, giz de cera, brinquedos. E quero mais. Com outros filhos que Deus ainda há de me presentear,
Super bjos de Carol Siqueira.