14.05
2013

Dar limites é…

Queridas amigas,

Tenho pensado muito sobre educação. Não a da escola.
Mas a educação que vem de criação, de berço.
É normal às vezes sentirmos tão inseguras porque as nossas crianças nos testam o tempo todo.
No meu caso, com o Paulo Neto é assim: ele me pede muito uma coisa e quando eu falo – Tá bom! A mamãe deixa. Logo em seguida ele me pergunta: Mas por que você deixou?
Ele mesmo quer saber o que ele fez de certo ou de errado e testar a minha autoridade.
Juro que às vezes acho que vou surtar. Essa é a palavra: surto total.
A fase das birras de bebê – aquelas de se jogar no chão – já passou por aqui. Agora o teste é de inteligência, de conversar e explicar. Muita explicação mesmo.
E para falar  sobre limites em crianças, ninguém melhor que Tania Zagury em seu livro Limites sem traumas. Esse é o meu livro de cabeceira, onde leio e releio sempre que eu necessito, virou um livro de consulta para mim.

E vejam só que fantástico o que ela fala sobre o que é dar limites para uma criança:
- Ensinar que os direitos são iguais para todos.
- Ensinar que existem outras pessoas no mundo.
- Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.
- Dizer sim sempre que possível e não sempre que necessário.
- Só dizer não aos filhos quando houver uma razão concreta.
- Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.
- Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam).
- Ensinar a tolerar pequenas frustações no presente para que no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que um chefe dê um parecer sobre sua promoção).
- Desenvolver a capacidade de adiar a satisfação.
- Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.

E é muito importante compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.

Portanto, minhas amigas! Dar limite é acima de tudo, dar exemplo e amor.
Bjos de Carol Siqueira.

 

 

 

21.03
2013

Está quase…

 

Queridas amigas,

Passei por aqui rapidinho mesmo só para contar para vocês, que se estão ainda com os seus bebês menores que 5 anos, esperem para ver o que acontece quando essas lindas e abençoadas criaturinhas de Deus vão se aproximando dos 5 aninhos.
Meu pequeno enche a mãozinha com os seus 5 dedinhos em Maio mas eu já estou encantada com as mudanças que ele já está apresentando.
Tipo o quê?
Vou listar aqui algumas dessas delícias:

Tudo o que a gente explica, ele entende. E quando ele não entende, ele pede: Mamãe, me explica!
Quando ele compartilha com a gente, tudo bem explicadinho, os acontecimentos da escola ficamos ainda mais apaixonados por ele.
Nosso pequeno está ficando ainda mais companheiro meu e do papai, para tudo. Para os cinemas, para todos os tipos de programas e até mesmo o seu interesse pela nossa crença e nossa fé me deixa muito orgulhosa e emocionada!
Ele está aprendendo a se alimentar. Bastou o seu pediatra dizer que quem não come verduras e frutas fica mais baixinho… Ele agora nos pede a alface.
Os esportes vieram com tudo. A aula de música também e a sua paixão pelos os instrumentos nos deixam muito empolgados.
Ele entende o que é glúten e me corrige se vou comer um pão. Isso é verdade mesmo! Meu filho me ama muito e já cuida de mim…

Bom, meninas! Eu teria aqui milhões de alegrias para compartilhar com vocês e todas bem pessoais.
Mas o que eu quero deixar aqui é o seguinte: o melhor ainda está por vir. Aguardem!
E claro, depois vou abordar essa fase de 5 aninhos com uma visão mais técnica do assunto. 

Super bjos de Carol Siqueira. 

18.03
2013

Que a nossa semana comece assim: sendo abençoada por Deus em todos os nossos passos!

Na sua casa deixe a bíblia aberta. Eu sempre deixo a minha aberta no Salmo 91.  

 

Queridas amigas,

Não pude começar a semana diferente.
Estava em meu quarto, fazendo as minhas orações para fechar o meu domingo, com a bíblia aberta em meu colo li em vários lugares, como mensagens enviadas por Ele, que devemos ser orientadoras e mensageiras das palavras de Cristo. Nós mulheres devemos levar para as nossas famílias, amigas e em todos os canais de comunicação que tivermos alcance a palavra e os ensinamentos de Jesus a todos que estiverem por perto.
Quando fui lendo tudo isso, já entendi o que eu deveria fazer. Era mais de meia noite, abri o meu computador e comecei a escrever tudo isso que vocês estão lendo agora.
Não posso deixar passar os chamados de Deus em nossas vidas e sinto que neste blog, o FalaMamãe, é muito mais que ensinar a trocar a fralda ou tirar a chupeta…
Sinto que neste cantinho nosso tão especial é também o lugar de trocarmos as nossas experiências com Deus.
E nas minhas orações, Ele me falou que a fé é mais que acreditar, é seguir. Seguir o Caminho e saber esperar o Momento Dele.
Portanto, minhas queridas amigas, vamos começar essa semana diferente. Vamos levar mais Deus para as nossas casas, pedir as Suas Bençãos para os nossos filhos, que Ele nos purifique com muita saúde espiritual, mental e física.
Que o Senhor Jesus possa nos afastar de todo e qualquer mal humano e espiritual. Que Ele tome conta de nossos trabalhos, de nossas vidas e nos enche de Teu Amor e Milagres.
Que Ele abençoe os nossos filhos, nossos maridos e toda a nossa família. Que Ele seja a nossa sombra e proteção.
Viver a maternidade não é tão fácil. Tem dias que parece que estamos vivendo em provas e sabe qual é a verdade? Estamos sempre em provas sim.
Precisamos ser as defensoras espirituais de nossos filhos. Somos guerreiras de Deus e guardiãs de nossas crianças.

Vejam só o que eu anotei no meu caderninho de estudos de minhas leituras bíblicas e que resolvi compartilhar com vocês – O que eu devo fazer para ajudar a minha família?

- Reservar um tempo para falar de Deus com o meu filho
- Escutar mais louvores e assistir DVDs infantis bíblicos
- Abençoar a água e o alimento
- Falar da bíblia para o meu filho
- Pedir ao marido para que ele também fale mais de Deus para o nosso filho
- Ir trabalhar e abençoar o nosso local de trabalho e as nossas finanças
- Fazer o Salmo 91 todos os dias.

Um semana cheia de bençãos, saúde a paz para todas vocês, minhas amigas!
Que Deus e Nossa Senhora estejam sempre com as nossas famílias e em cada passo que dermos,

Super bjos de Carol Siqueira. 

 

01.03
2013

Quando o PAI entra em ação!

 

Queridas amigas,

Não sei se na casa de vocês é assim… Mas eu já muito reclamei, meio tagarela, no ouvido do meu marido sobre que eu queria mais que ele fizesse, participasse!
Coitados desses homens, viu?!
Tudo que eles fazem tentando ajudar e agradar, parece que não está bom!
Principalmente quando estamos na fase do recém-nascido. Somos muito abelhas-rainha. E quando os homens acham que estão acertando… lá vamos nós de novo reclamar que a fralda está apertada demais, que a água do banho está muito quente e a mamadeira está fria. E daí vai.
Mas a notícia boa, mamães, é que os filhos crescem e os pais começam entrar em cena pra valer.
Quando eu olho pra trás eu vejo o quanto já fui chata, muita chata mesmo, sem necessidade com o maridão aqui.
Ele sempre me acompanhava nas rotinas da madrugada, o Paulo Neto tinha refluxo e a rodada de remédios começava às 6 da manhã e lá estava ele, de um jeitinho só dele, cuidando de tudo: dos horários, dando cada um dos remédios, paciente, tranquilo!

E hoje fico orgulhosa de ver pai e filho tão juntinhos e até às vezes perco para o papai aqui em quesito de fazer um sanduíche bem gostoso que só o papai sabe fazer, quando tomam banho juntos e eu fico até rindo sozinha das travessuras desses dois debaixo do chuveiro e do jeito desajeitado de um pai que como nós, está sempre tentando acertar.

E nessas novas atividades, como a aula de música e no karatê, o papai coruja está 100% presente e fica até me regulando para que eu não fique poupando muito o nosso menino com mimos de mãe com comentários tipo: Deixa ele correr! Ele tem que aprender a se defender!
E claro, eu me calo e sei que isso é bom para o Paulo Neto.
E isso faz falta, mamães! E faz muito bem para os nossos filhos o molejo masculino de cuidar de nossos pequenos, sem ficar muito de lacinhos e horários.
O Paulo Neto está com quase 4 anos e o pai está cada vez mais em cena, conversando, educando e apresentando para o nosso filho o mundo de uma forma bem diferente comparado a um olhar de mãe.

A evolução do pai acontece e continua cada vez mais. Não se preocupem que ele vai entrar em ação!
Super bjos pra vocês e um maravilhoso e abençoado final de semana,
Por Carol Siqueira.

26.02
2013

O Super Filho!

A síndrome do Super Filho é realidade. Todos querem um filho perfeito e assim, acabam esquecendo que são seres humanos.

Queridas amigas,

Esses dias pra trás, enquanto conversávamos sobre o futuro e ter outro bebê, eu e meu esposo estávamos relembrando o quanto sofremos com as noites mal dormidas. O quanto era difícil ter de acordar 3 a 4 vezes na noite e começar a rotina de dar a mamadeira, trocar a fralda, fazê-lo dormir e ficar ainda mais meia hora na vigia devido ao refluxo.
O quanto era difícil sair para almoçar e nunca conseguíamos mais comer juntos, nem mesmo bater um papo de 10 minutos em um restaurante, porque enquanto um almoçava ou jantava o outro ficava acudindo – a palavra é essa mesma – acudindo o bebê.
Era sábado, domingo, Páscoa ou Natal… As horas eram sempre as mesmas para acordar. Pontualmente 6 da manhã, lá estava nós, em frente a TV com o pequeno de olhinhos bem abertos. Aos domingos era sempre mais difícil tolerar o silêncio, enquanto todos dormiam, lá estava nós, já lavando a terceira mamadeira do dia que já havia começado sem mesmo o sol nascer.
Hoje as dificuldades continuam. Bem diferentes mas talvez até mais difíceis.
Quando você começa no treinamento intensivo da educação de falar mil vezes por minuto a mesma coisa, tentando todas as técnicas possíveis de abaixar e conversar olhando nos olhos ou a opção também de nem olhar pra trás e deixar rolar de birra no chão ou até mesmo ameaçar umas chineladas…
E nesse progresso meio louco, alucinante, me lembro do nosso querido pediatra Dr.Aziz, que sem cortar meias palavras, muito verdadeiramente olhando em nossos olhos cansados e cheios de olheiras, entrando em seu consultório, nos disse:
Vocês estão achando o quê? Que ter filhos é igual brincar de boneca? Que você põe pra dormir na hora que quer? Esquece!
A cada dia que passa entendo mais e mais o que o nosso mestre pediatra nos disse naquele dia. Com um bebê tão pequeno nos braços, zero de experiência mas muito amor pra dar.

O problema está aí. Infelizmente, queremos filhos perfeitos. Crianças lindamente educadas, sempre penteadas, com sorrisos brilhantes e que saibam dividir, divertir e ainda alegrar a todos em volta.  

E quem não participa, cuida, respeita, educa… pode até ser pai ou mãe mas não está vivendo a maternidade completa, docemente amarga mas inesquecível em cada momento vivido. E hoje fecho este post com uma senhora reflexão tirada de um trecho do livro A Sociedade dos Filhos Orfãos de Sergio Sinay.

Ah, sim… Quero um filho! 
Quero um filho que seja menino (ou menina), quero que nasça no dia e horário programado (como planejamos com o obstetra, uma vez que ele e nós temos uma agenda complicada), quero que saiba inglês, que jogue tênis, que seja meu amigo e que me divirta. Que me deslumbre com sua inteligência, que seja saudável, que durma nove ou dez horas desde o princípio, que tenha amiguinhos com os quais faça programas, que se adapte às minhas necessidades, viagens e excursões, que me deixe com tempo pra mim mesmo, que seja um geniozinho da informática, que seja o melhor da classe, que desperte a inveja de meus amigos, que não me questione quando crescer, que não me traga problemas, que me peça que o leve e que o traga, mas apenas quando me convier. Que me admire mas que não compita comigo, que amanhã me dê netos ou netas tão perfeitos como ele ou ela (e que além disso esses netos não me chamem de vovô ou vovó para que eu não me sinta velho). E quero que isto tudo aconteça logo, mas sem que eu envelheça. E além disso, desejo que alguém se encarregue de que tudo transcorra assim, como estou pedindo. Alguém. A babá, a escola, o computador, minha mãe, minha sogra, o terapeuta, o celular, o McDonalds, o clube, a academia. Alguém. Que alguém se ocupe. Porque eu não tenho tempo.

Fica a dica de que ser mãe ou ser pai vai muito mais além do tempo de qualidade, que os poucos minutos programados com os nossos filhos não saem tão perfeitos porque maternidade não combina com perfeição. Se tiver tudo muito certinho ou quietinho demais pode começar a desconfiar que algo está errado.
E são por todas as lágrimas que caem de alegria ou desespero é que fazem valer a pena todos os segundos ao lado de nossos filhos. Momentos tão mágicos onde se aprende ensinando que fazem de nós adultos, ficarem abobados de tanta felicidade.

Grande bjos de Carol Siqueira.

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