
Volto a trabalhar? Como vou fazer pós licença maternidade?
Como sempre, este é o maior dilema que as mulheres vivem hoje na atualidade.
Tema como este ganha cada vez mais capas de revistas, fóruns, programas de TV e até mesmo as celebridades já falam disso em revistas de fofocas.
E posso falar a verdade: eita decisão difÃcil, viu!
Vou falar por experiência própria que difÃcil mesmo é conseguir um equilÃbrio e não se culpar!
DifÃcil pra quem fica em casa e mais difÃcil ainda pra quem sai.
E quanto mais você demora pra sair, mais difÃcil fica você sair!
E até hoje, quando converso com amigas e leio comentários nos blogs que gosto de visitar, não sei o que é certo, o que é errado, o melhor para o bebê ou o melhor para a mamãe… Não existe lado A e lado B.
Mas sou da seguinte linhagem: curti muito o meu pequeno e com toda verdade no coração, não me arrependo mesmo de ter largado tudo pra trás. Porque no meu caso, não teve meio termo, não teve meio perÃodo – teve 100% do meu tempo sendo mãe do Paulo Neto.
Acredito que somos jovens e temos muito pela frente e 2 anos ao lado de nossos bebês com certeza, serão os anos mais lindos e abençoados que vamos carregar as mais preciosas lembranças.
Abraços carinhosos a todas mamães que agora vivem este momento com tanta alegria e sempre gosto de reforçar aqui a minha intensa alegria de ser mãe do meu Paulo Neto. Quando ele me abraça e diz que me ama, naquele momento nem penso em qual foi a minha decisão. Importa que ele é uma criança feliz por se sentir amada e cuidada por mim com tanto carinho sempre.
Carol Siqueira.

Hoje eu fui fazer uma visitinha de rotina no meu querido mestre, meu médico, o qual eu tenho um imenso carinho e orgulho de ser sua paciente e amiga também.
Juntos filosofamos, como ele mesmo disse no final de nossa conversa, antes de falar sobre os meus exames e outros papos médicos.
Falamos sobre a famÃlia de hoje, o papel da mulher enquanto mãe e profissional, e o pai, que a cada dia está mais ausente.
O interessante é que os nossos valores e nossa forma de pensar bateu, ou seja, eu e o meu querido médico fomos verdadeiros um com o outro e de uma certa forma, temos a mesma linha de pensamento.
Levantamos que a escola está cada vez sendo mais cobrada à s vezes nem pela educação em sentido de alfabetização mas sim, por ensinar os nossos filhos valores de vida que cabe a nós, enquanto famÃlia, passar para os nossos pequenos. A mulher, que a cada dia ganha mais espaço e sucesso no mundo profissional, afasta de casa e passa pouco tempo com os filhos, nem mesmo, em algumas vezes, consegue acompanhar a evolução de suas crianças. Isso tudo não é porque ela não quer viver mas porque ela realmente não tem tempo. Simplesmente, não tem tempo.
O pai, que aparece mesmo mais aos finais de semana, exige dos filhos uma postura que nem mesmo ele sabe se é possÃvel o filho conseguir suprir a necessidade do pai.
Por isso, crianças são levadas cada vez mais cedo para as escolas, ainda bebês saem de suas casas para dormir de fraldinhas no berço sendo embalados por mulheres que não conhecem.
Aqui, não estou dramatizando, estou sendo apenas realista. Se está certo ou não, cabe a famÃlia decidir. Essa é a nova geração de pais, mães e filhos e dentro dessa grande evolução marcada por grandes mudanças na estrutura familiar, nossas crianças se ajeitam e as coisas fluem aparentemente normal.
Conversa séria assim eu não poderia de registrar aqui no FalaMamãe. E vocês, o que acham disso tudo?
Bjos de Carol Siqueira.

Ontem eu estava conversando com uma amiga minha que mal tinha tempo para levar o seu filho na escola. Sua vida era uma loucura e a criança já estava fazendo análise e foi até que a nota vermelha no boletim caiu como uma bomba dentro de casa. E isso era apenas o resultado de toda a falta que a mãe fazia no seu dia a dia, há anos atrás.
Foi até que sabiamente, ela resolveu parar tudo. Numa conversa com o marido, juntos resolveram arcar com uma vida mais simples mas ela queria ficar ao lado do seu filho e ajudá-lo no que fosse preciso. Deixou o orgulho de ser uma mulher bem sucedida na sua profissão porque o que ela queria mesmo é sentir orgulho de seu filho.
Assim foi feito.
E ontem ela estava diferente, mais leve, os olhos estavam brilhantes, tranquila e segura de que sem dúvida alguma, ela fez o melhor não só para o filho mas para a famÃlia toda.
Não tem nada que pague nessa vida ver o meu filho como está, alegre, radiante e com outro desempenho na escola – pois foi assim que ela resumiu a nossa conversa.
E podem ter certeza que hoje você pode até não perceber nada, enquanto o seu filho é bem criança, mas daqui talvez alguns longos anos, você pode sentir a falta que você fez para ele e o que você poderia ter feito, remanejado para ficar mais ao lado de sua criança.
Esse post é um alerta para todas nós, até mesmo para as mamães que ficam dentro de casa mas não dão atenção merecida aos filhos. Estar sem tempo é sempre a mais fácil e melhor desculpa entre todas. E o tempo, como disse o artista Cazuza, não pára nunca e com a sua famÃlia e nem com a minha não vai ser diferente.
Ser mãe exige todo um re-planejamento, uma vida nova, um novo jeito de viver, significa re-inventar. Quantas mães bem sucedidas não mudam de profissão para estar mais perto de seus filhos, nem que seja por meio perÃodo pois o tempo vai fazer toda a diferença sim!
E quanto mais tempo você ficar com o seu filho, mais tempo você vai querer ao lado dele. Acreditem!
Elas estão voltando para casa e o melhor disso tudo, é que estão voltando de coração aberto, sem frustações. Elas querem voltar.
Pensem nisso com carinho.
Bjos de Carol Siqueira.

Ontem foi um marco para mim, senti uma alegria imensa e no final do dia uma paz e uma realização tomou conta.
Fiz briefing, passei para a dupla (e o melhor que o briefing é também de um projeto nosso!) e quase sem parar, todas as minhas tardes de agora em diante serão assim. Estamos trabalhando duro mas com muita felicidade em um projeto que é nosso, meu e do meu querido esposo. E quando voltamos para a casa, a noitinha, éramos do nosso pequeno. Só querÃamos brincar com ele, tomar banho juntos e aproveitar cada segundinho juntos.
Me sinto realizada porque sei que estou voltando no momento ideal para mim e para o Paulo Neto, sem neuras e sem culpas. Me sinto imensamente feliz e para comprovar isso tudo, ontem mesmo li uma matéria muito interessante na revista Época (a qual assinamos) sobre uma nova pesquisa que diz que a mãe deve voltar a trabalhar sem culpa e mães que trabalham são mais realizadas e felizes. Mas o estudo não só comprovou isso que parece óbvio, têm mais surpresas por aà revelada. Continuem lendo e vamos nos surpreender juntas…
Na rotina moderna a famÃlia hoje se enquadra em um novo ritmo de vida e a mulher está cada vez mais fora de casa e a média em que as mães passam por dia com os seus filhos não passam de 3 horas/dia. Todas se sentem culpadas e o que mais me surpreendeu em ler que muitas resolveram abandonar a carreira para serem mães em tempo integral.
Tem um depoimento que de uma mãe, que ao pedir demissão ao chefe entre lágrimas, logo depois ela escreveu um e-mail para os colegas de trabalho e familiares justificando a difÃcil decisão de abandonar a profissão e ela descreveu assim:
O mercado de trabalho não pára, está aà para quem quiser trabalhar, seja qual for o seu tempo. Mas o tempo do meu filho, dos seus primeiros anos de vida é só um e passa rápido. Quero criar o meu filho do meu jeito, educá-lo do meu jeito. Quero estar ao lado dele quando ele sentir dor de barriga, quando ele cair e se machucar.
Ela se chama Fabiana Souza e a decisão de abandonar a carreira foi quando o seu filho completou 2 aninhos e ela percebeu que ele estava grudando nela quando chegava em casa de tantas saudades que ele sentia da sua presença e como ele foi crescendo, foi ficando mais visÃvel o sofrimento do filho ao vê-la tão pouco durante o dia.
Pensando sobre isso e conversando com o meu marido, ontem mesmo eu falei algo para ele que emocionamos juntos.
Todos os dias eu deito com uma felicidade no meu peito que não tem palavras para expressar. Isso tudo porque estou ao lado do Paulo Neto, cuidando dele, criando o meu filho. E se um dia, ele me disser que não dá mais e que preciso trabalhar, estou disposta a abrir mão de todos os luxos para ficar mais tempo ao lado do meu bebê. Abro mão de tudo, vendo o que for preciso, faço o que for preciso. Mas a minha decisão é ficar com o Paulo Neto e disso não abro mão. É o que me faz feliz.
Falando sobre isso, imaginei quantas mães não queriam ficar ao lado dos seus filhos mas não podem enquanto, quantas mães podem ficar ao lado dos seus filhos mas não querem.
E por isso resolvi aqui deixar algumas sugestões para as mamães que trabalham muito, muito todos os dias, mas que querem dedicar mais tempo aos seus pequenos.
- Dê um jeitinho sempre de dar um banho no seu filho por dia. Nem que seja de noite, mesmo se ele já tomou não tem importância de você dar de novo. Este é um dos momentos mais Ãntimos entre mãe e filho.
- Quando chegar em casa, desligue o celular.
- Brinque com o seu filho. Divirta com ele. Sempre dê um jetinho de todos os dias vocês se divertirem juntos.
- Crie um momento só de vocês dois. Seja passeando, seja lendo um livrinho, seja algo que só você pode fazer com ele e ninguém mais.
- Se der, tente trabalhar somente um turno. Sobre tudo que li e pesquisei, foi a maneira mais fácil que a maioria das mulheres encontraram para poder ficar mais tempo em casa. Inclusive, muitas mudaram de emprego para conseguir esta flexibilidade de horário.
- Libere a sua cama. Deixe o seu filho pegar no sono com você. Dê adeus as teorias, não importe com os especialistas e todo blábláblá. Você sabe como mãe o que te faz feliz e o que faz bem para o seu filho. E quando ele dormir, se quiser leve-o para a sua caminha.
- Tente chegar o mais cedo possÃvel em casa.
- Se for ao supermercado, ao açougue e seja lá o que for fazer, tente levar o seu filho com você.
- Evite babás pelo menos aos domingos. Ser mãe cansa, é exaustivo, às vezes é estressante mas se tiver sempre uma babá por perto nunca vai ficar de fato sozinha com ele. Pense nisso.
Bom, minhas amigas!
A minha opinião é esta. Ser mãe não é fácil mas é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma mulher. É quando ela se sente viva e plena.
Bjos de Carol Siqueira.