
Sou Carol Moreira, psicóloga e colunista aqui do FalaMamãe.
Há muito tempo eu quero falar com vocês sobre medos e ansiedade na infância. Acho que, se pudermos nos lembrar de nossos próprios tempos de criança, poderemos ver que muitos de nós sofremos bastante com isso.
Então é normal? Claro que é.
Mas se é sofrimento, precisa de cuidado!
Vamos conversar sobre como podemos ajudar nossas crianças a esse respeito?

Já tem um tempinho que não apareço por aqui. Mas é que esta semana foi bem diferente e corrida mas hoje eu quero relatar pra vocês uma nova experiência que estou vivendo com o meu pequeno.
Toda vez que vamos brincar seja aqui dentro de casa ou no parquinho o Paulo Neto fala pra mim assim:
Mamãe, olha o bicho! Olha lá! O bicho tá aqui.
Juro que quando ele veio me falando isso fiquei em dúvida se dava asas à sua imaginação ou se cortava o assunto e as esperanças do meu pequeno que não existe bicho nenhum.  E até fiquei com medo do bicho.
Que bicho bobo somos nós.. mães, né?!
Ilustração do livro: Cocô no trono.Eu não tinha imaginado como seria difÃcil esta transição das fraldas para a cueca ou melhor, fazer o xixi e o cocô na privadinha.
Já li de tudo, já pesquisei, já perguntei para outras mães… mas quando chega a fase você fica insegura até de começar.
Eu sei que cada criança é de um jeito e que não se pode comparar mesmo quando estão na mesma idade, mas um dia desses encontrei uma amiga que morava aqui no condomÃnio em uma festinha e ela têm o VinÃcius que é exatamente a mesma idade do Paulo Neto e ele já faz cocô e xixi na privadinha.
Perguntei a ela como ela havia conseguido e ela me disse que era bastante simples:
Compre várias cuequinhas e tirei a fralda. Prepara-se que ele vai fazer xixi na cueca mas aos poucos você vai ensinando a ele para avisá-la quando for fazer xixi e cocô e quando você ver, ele já está falando e você leva-o no banheiro.
Pareceu tão simples pra ela mas para mim não tá sendo, não. Quero relatar aqui sobre o meu dilema da retirada das fraldas. Vamos falar sobre isso?

Esta Semana vai ser muito especial aqui no FalaMamãe.
Neste final de semana recebi uma notÃcia de uma grande amiga: ela está grávida. Fiquei tão feliz por este maravilhoso casal… mas ao olhar bem nos olhos dela eu sinto o quanto ela está feliz e ao mesmo tempo, insegura e um pouco confusa das mudanças que esta notÃcia irá trazer para a vida deles.
Descobrir que está grávida é um sentimento inexplicável. Uma verdadeira mistura de alegria, euforismo, insegurança, terror, confusão e muitas perguntas já começam se perder num mar de dúvidas.
Mas desde a grande descoberta, a mulher já se sente na responsabilidade de cuidar deste ser que está se desenvolvendo dentro dela numa velocidade alucinante e pensar que existe mais um batimento cardÃaco que não seja só o seu é realmente uma emoção maravilhosa e abençoada.
Existe uma mistura de emoções e não se sinta culpada por sentir medo, à s vezes até arrependimento e outros mais. A verdade é que você está num novo momento de sua vida, de muitos fatos novos emocionais e fÃsicos mas garanto a todas vocês que a vida começa agora.
Acompanhe aqui no FalaMamãe posts maravilhosos desde Nós vamos ser Pais até Meu bebê está em casa.
Todos escritos com base a um livro de ouro que ganhei do meu médico obstetra Dr.Johann e também com muita emoção e experiência de uma mãe apaixonada pela maternidade, bebês, filhos e novos horizontes que o meu Paulo Neto trouxe para as nossas vidas.
Vamos falar da notÃcia que mudou a sua vida?
Oi Meninas!
É o seguinte como gosto de postar sempre o que eu estou vivendo na minha vida de mãe hoje vamos falar de SEGURANÇA.
O Paulo Neto agora chegou na fase de querer descobrir tudo mesmo, muito curioso, quer mexer, enfiar o dedinho, pôr na boca, abrir, fechar, puxar e tudo que um menininho de 1 ano e 2 meses pode e dá conta de fazer.
A energia triplicou, agora dorme tarde, quer só brincar, anda para todo lado, come melhor e dorme melhor. Ufa! Tem que ter muita energia para poder acompanhar.
Mas até aà tudo bem… até começar a abrir as gavetas da cozinha, brincar com as panelas e copos e tudo mais. Eu fico o dia todo vigiando, olhando, atenta e mesmo assim é preciso ter muito cuidado em casa. Entre as minhas pesquisas descobri que o maior Ãndice de acidentes com crianças no Brasil acontece em casa, rodeados de gente. Assustador, mas é verdade! Não é na escola, na rua, no parque É EM CASA MESMO.
Se a criança tem de 1 a 2 anos vamos ficar atentas em:
- As crianças desta idade querem investigar. Elas escalam, abrem portas, retiram coisas, adoram brincar com água e não possuem a menor consciência do que estão fazendo. Por isso, observe tudo e caso tiver uma babá ela precisa ficar de olho o dia todo. Peça ela para passar roupa, lavar e fazer o que for preciso somente quando a criança dormir.
- Tranque as portas que dão para escadas, ruas, depósitos e outras áreas perigosas.
- Nunca deixe uma criança sozinha na cozinha. E cuidado com os cabos de panelas ao alcance. Mantenha caixas de fósforo guardadas e cubra as tomadas. Cuidado com gavetas de talheres.
- Cuidado com a banheira. Mesmo se for rasa a criança preciso de um mÃnino de água para afogar-se e piscinas, rios e outros sem bóias e sem estar acompanhada de um adulto NEM PENSAR.
- Nesta idade na alimentação não dê pipocas, castanhas, balas, balões e nem chicletes.
- Na rua, segure o seu filho pela a mão ou punho. Coloque travas nas portas dos carros. Use a cadeira apropriada sempre que for sair com o seu filho.
O meu medo é com:
- Altura. Mesmo com as telas de proteção, todo cuidado é pouco.
- Piscina. Infelizmente uma amiga minha perdeu a sua filhinha em uma piscina de clube, eu acho que ela tinha 4 aninhos. Foi muito triste. E quando a criança se afoga a mãe se culpa até o seu último dia de vida.
- Gavetas com facas e garfos. A minha está ao alcance do Paulo Nneto e ainda estou tomando as providências necessárias para evitar algum tipo de acidente.
- Produtos de limpeza. Este é um mal silencioso e quase todo mundo esquece. Cuidado com a lavanderia e onde guarda os produtos. Coloque-os no alto.
Bom, se lembrar mais de alguma coisa, escrevo aqui. Mas por enquanto é só!
Isso tudo que eu escrevi é um papo muito sério e que precisa de toda a atenção do mundo. As crianças demoram ter noção de perigo e de morte. Caso a mãe trabalha fora, a pessoa que está encarregada de olhar a criança precisa estar 100% atenta a todos os passos. Não é ser enjoada, é ser cuidadosa.
Com a vida de nossos filhos não podemos brincar nem um instante.
Bjos de Carol.