10.05
2013

Aqui quem fala é a psicóloga Fabiana Cunha e hoje vamos falar sobre vínculo materno!

Queridas leitoras do FalaMamãe,      

Em comemoração ao dia das mães, no mês de maio, vamos falar sobre a importância do vínculo materno.
Muito se ouve falar sobre essa relação forte entre mães e bebês, que desde o princípio são construídas e que geralmente se tornam fortes e tão significativas, que tão somente no colo da mamãe que o filho  para  de chorar. Uma linda cena marca o nascimento de grande parte dos bebês, todos nascem chorando, e ao encostar na mãe, e ouvirem a sua voz, calam-se na hora, mas como nasce esse amor? E qual importância tem esse amor para o bebê?

Primeiramente, o vínculo é definido como laço, tudo o que ata, liga ou aperta, portanto o vínculo materno, é o laço, o que liga, o que aperta entre a mãe e o bebê. É a partir do vínculo materno que o bebê vai ter as primeiras experiências com o mundo, a mãe tem um papel importante de apresentar o mundo para o bebê.

A relação da mãe com seu filho constrói-se inicialmente ao longo da gestação, e é influenciada por suas perspectivas e pela relação que estabelece já neste período. Desde quando descobrimos que estamos grávidas, começamos cuidar, conversar, acariciar o nosso bebê, e começamos então a estabelecer esse vínculo. O vínculo é gradativo, portanto não acontece de um dia para o outro, ele é alimentado diariamente.
Depois do nascimento do bebê, a mãe vive um período de doação praticamente de tempo integral ao recém nascido, que Winnicott 2002, denomina de   “estado de preocupação materna primária” implica em uma regressão parcial por parte da mãe, a fim de identificar-se com o bebê e, assim, saber do que ele precisa, mas, ao mesmo tempo, ela mantém o seu lugar de adulta.

Pensar na relação mãe-bebê é pensar em uma única unidade. A mãe busca adaptar-se ao filho de forma quase absoluta para atender às suas necessidades físicas, psíquicas e emocionais. Essa dedicação possibilita ao pequeno ser um desenvolvimento saudável, dando condições para ele se tornar um adulto criativo no seu modo de viver.

É nesse momento que se fortalece o vínculo entre mãe e filho através do contato, um toque, um olhar, e na amamentação.

A tão sonhada amamentação é uma importante experiências externa  de troca entre a mãe e o bebê, que promove a sensação interior de auto-estima em ambos, além de serem estimulados mecanismos sensoriais, hormonais, fisiológicos, imunológicos e emocionais. Mas para as mães que por algum motivo não podem ou não conseguem amamentar,  a  criança não estará prejudicada psicologicamente exclusivamente por não ter amamentado em sua mãe, a mamadeira pode ser dada como um seio amoroso. O importante é a maneira que a mãe pega o seu filho no colo, acolhendo-o com muito amor e carinho, fazendo com que ele se sinta amado, querido, desejado.

 Bowlby, explica que a relação saudável entre o bebê ou a criança com sua mãe é de grande importância para o desenvolvimento de uma personalidade estável e autoconfiante, pois a criança sente que pode contar com o apoio materno. É necessário também que essa criança possua contatos com outras figuras como pai, irmãos, avós, tios, primos e outros.

Para o bebê que acaba de nascer, o vínculo bem instituído, sentir-se acolhido pelos papais, o apego como denominado por alguns estudiosos, é tão importante quanto satisfazer as necessidades fisiológicas, pois a criança que se sente protegida, tem mais chance de ser um adulto seguro e capaz de sentir-se amado.

Estudiosos defendem em pesquisas que as crianças que não são amadas costumam tornar-se pessoas que não amam. É a partir dessa teoria que se explica a importância do apego inicial pois, constitui o fundamento para os relacionamentos futuros.

Por isso mamães e futuras mamães, demonstre mesmo o seu amor, da sua forma, com o seu toque, o seu calor, desde o momento da descoberta até quando for possível, pois esse vínculo é muito importante no início da vida, mas também é prazeroso a vida inteira! O importante é lembrar que tudo deve ser feito com muito amor e naturalidade, pois cada mãe é única e precisa agir de acordo com as suas possibilidades!

Encerro parabenizando à todas as mamães pelo dia das mães, em especial à minha mãe, que me deu a vida, que me acolheu e me acolhe até hoje todas as vezes que preciso, que me ama e me ampara incondicionalmente, desde o início da minha existência! Parabéns mãe eu te amo muito e te agradeço por tudo o que fez e faz por mim! 
Para você minha grande amiga e irmã Carol, parabéns pelo dia das mães, te admiro muito como mãe e tenho certeza que você acolhe o Paulo Neto sempre com muito carinho da melhor forma possível!

Sou Fabiana Cunha, psicóloga.
Estou à disposição para tirar as dúvidas e podem perguntar por aqui mesmo.
É só deixar o comentário ou no meu e-mail – fabianafcunha@hotmail.com

26.04
2013

O que NÃO pode faltar no prato de nossas crianças!

Queridas amigas,

Muito se diz e a gente só lê o que devemos dar aos nossos filhos. Como alimentá-los, que de forma alimentá-los, quando alimentá-los e são tantas informações que até ficamos meio tontas e nem sabemos por onde começar.
Mas o FalaMamãe ajuda você a simplificar essa história.
Eu gosto de alimentar o meu filho de forma saudável mas sem neuras, sem proibições. Confesso que de um tempo pra cá estou bem mais seletiva e dou lugar às bobagens na mesa somente nos finais de semana ou até mesmo de 15 em 15 dias. Mas quem tem filho na mesma idade que o meu, quase 5 anos, é bem difícil controlar as guloseimas pelas inúmeras festinhas de aniversário e criança gosta mesmo é de balas, chocolates e guaraná.
Mas veja aqui o que NÃO pode faltar (de jeito nenhum!) no cardápio diário de seu filho de acordo com as deficiências mais comuns e que afetam o desenvolvimento das crianças.

Os 3 problemas mais comuns são!

Deficiência de cálcio, de ferro e intestino preso são problemas cada vez mais frequentes nos consutlórios de pediatras e nutricionistas. Mas se fizermos algumas pequenas alterações o quadro pode mudar rapidinho.

Fonte de Cálcio
O leite e derivados. Tipo iogurte ou duas fatias de queijo branco fornecem a mesma quantia de cálcio que um copo de leite.
Feijão, folhas verdes e ovo são muito importantes também e devem ser oferecidos de 2 a 3 vezes por semana.

Fonte de Ferro
São necessários 100 gramas de carne – tipo boi, frango, porco ou peixe – por refeição. Novamente estão aqui – o feijão e folhas escuras tipo a couve – são ricos em ferro mas precisam da ajuda da vitamina C, presente em frutas cítricas para o organismo absorvê-los melhor. As frutas devem ser oferecidas na sobremesa.

Constipação Intestinal
Dê cinco porções por dia de frutas, legumes ou verduras – todos juntos devem somar cinco.
Vale colocar o farelo de aveia , que ajuda o intestino a funcionar, por cima das frutas, no mingau ou em vitaminas.
O suco de laranja também funcionava bem para o Paulo Neto. Era só dar e ele já ia com mais facilidade ao banheiro e água é muito importante também.

Bom, minhas amigas!
O final de semana está chegando, família em casa e dias mais frios prometem. Portanto, tem muita comida gostosa vindo por aí e claro, momentos deliciosos em família.
Só não vale estressar.

Super bjs de Carol Siqueira. 

25.04
2013

Brincadeiras que estimulam a criatividade!

Queridas mamães,

Pra falar bem a verdade, eu morro de preguiça quando o meu pequeno me chama para brincar de carrinho ou de futebol… Brincadeiras com brinquedos prontos!
Mas eu pulo de alegria e entusiasmo quando inventamos as nossas próprias brincadeiras, contamos histórias, imaginamos coisas, enfrentamos monstros. Isso sim eu vou à fundo!
E ontem mesmo eu postei no meu Instagram - quem ainda não me segue, o meu IG é @falamamae - uma brincadeira tão simples mas que rendeu muita diversão.
Pegamos uma folha em branco e lápis de cor. E a única coisa que eu falei foi:
- Era uma vez, um menino e um castelo…
O resto deixei por conta dele, do meu pequeno. Comecei a desenhar o castelo e logo, ele já quis acabar de desenhar. Desenhou o menino, o caminho, os fantasmas, a plantinha encantada, a sementinha… E foi nesse tom que a história foi tomando novos rumos e com um final surpreendente!
E eu fiquei babando com tanta imaginação, ele desenhou aproveitando tooooodo o papel e ainda foi me narrando a história.
Nessa brincadeira, a gente percebe o que assusta os nossos pequenos, os desafios que gostariam de viver, os medos, as conquistas que eles gostariam de passar e a gente percebe tudo o que é importante para eles.
Outra brincadeira que um dia fizemos e ele nunca mais esqueceu foi a de desenhar um mapa no papel com tinta. Depois fazer tudo aquilo, meio caça ao tesouro… Imaginamos rios, príncipes, castelos, monstros do lago, pontes perigosas e depois, salvar a princesa. O nosso mapa era o guia à aventura!
E para finalizar a nossa listinha é o ateliê da vovó Má (minha mãe). Minha mãe tem uma facilidade enorme para trabalhos manuais e ela criou um espaço em casa, tipo uma brinquedoteca de brinquedos inventados por eles mesmos, ela e o meu pequeno, e já transformaram caixas de sapato em caminhão, trem e caixas de papelão virar uma casa de 2 andares. Eles criam fantasias com pedaços de pano, foguetes com o rolo de papel toalha e papel alumínio… E dai vai!

Nessa minha alegria em inventar brincadeiras, a leitura é também uma ótima forma de estimular a criatividade de nossos pequenos.
Você sabia que um estudo britânico com 19 mil crianças mostrou que ouvir histórias dos pais acelera o aprendizado em até 2 meses, o que garante maior facilidade para ler, escrever e até fazer contas?

Os pesquisadores concluíram que ler histórias para os filhos incentiva o desenvolvimento do raciocínio, principalmente antes dos 6 anos, período em que o potencial de aprendizagem do cérebro está em nível máximo.
A leitura produz estímulos neurológicos positivos e potencializa a capacidade cerebral, já que estimula a comunicação, o vocabulário e a criatividade de forma divertida.

Então, mamães!
Mãos à obra e vamos estimular as nossas crianças,

Bjos de Carol Siqueira.
 

07.02
2013

Mãe de mais 1…

 

Queridas amigas,

Quando estamos tentando uma gravidez pela primeira vez um dos pensamentos mais loucos que passam pela nossa cabeça é: será que vou ter tempo para um filho?
A rotina de todo mundo é corrida. Sem ou com filhos é sempre uma loucura mesmo.
Daí quando você descobre que está grávida, os medos e anseios ficam mais fortes e você se planeja, tira alguns compromissos da agenda, coloca outros no lugar, presta atenção em toda mamãe que passa na rua.
Quando o filho chega, tudo muda. Tudo parece desmoronar na sua cabeça.
Mas nada que o tempo não vai melhorando, se encaixando e quando você percebe já está tudo organizado de novo, a sua rotina e tudo mais. Mesmo assim 80% do seu tempo é para a sua criança e mesmo esses 20% que você fica longe de seu bebê, o seu pensamento sempre será nele.
Agora estou analisando como será ser mãe de 2… Meu Deus!

Vejo as minhas amigas que já são mães de 2 e fico abismada com a correria. Os braços parecem se duplicar. E mesmo com um bebê chorando no colo, a mãe consegue prestar na atenção da brincadeira do mais velho.
Enquanto faz a mamadeira ou amamenta, orienta o outro filho a sentar no sofá, comer direito. 
Quanta manobra!

Daí percebo claramente o quanto nós, mulheres, somos abençoadas. E o quanto somos ágeis e nem nós mesmas imaginamos isso. Que vamos dar conta de tudo. De casa, marido, bebê e filho mais velho. Depois da licença-maternidade, a volta ao trabalho e quando chega em casa, você só quer ficar ao lado de suas crias e alimentá-las.
O quanto é maravilhoso viver a maternidade e quanto mais, melhor.
Com birras, cansaço e toda as dificuldades o quanto é gostoso ter um bebê nos braços e a outra mão segurando a delicada mãozinha do filho mais velho.
E depois que o bebê dorme e ainda você confere no berço se está tudo bem, você quer mesmo é deitar na cama com o filhinho mais velho e ainda contar uma história. Beijá-lo e colocar ele pra dormir. Tudo isso que eu escrevi agora está sendo baseado nas mamães de 2 ou até 3, nas minhas amigas que vivem loucas… Loucas pelos seus filhos, mesmo com tanta correria.
Estou me preparando para isso. Quero ser mãe de mais 1. E nada melhor que o tempo para nos amadurecer que novas e deliciosas fases estão por vir.

Grande bjos de Carol Siqueira.

16.01
2013

Guerra na hora de comer!

Queridas amigas,

Ao ver a minha amiga pelejando para a sua pequena comer me lembrei da minha época de pelejo com o Paulo Neto.
Sinceramente falando, eu ficava tão nervosa e preocupada quando ele não queria comer ou fazer da comida uma brincadeira, que antes mesmo de começar eu já ficava até meio trêmula.
Sem medo algum de falar: às vezes eu já ligava a TV no Xuxa Só Para Baixinhos 1, 2, 3 e… até que eu conseguisse umas boas colheradas do meu pequeno. Porque mãe faz o de tudo para filho comer. Ainda mais que o meu pequeno ficava sempre abaixo da média de peso.
Mesmo passado 4 anos e hoje ele adora um belo prato cheio de arroz com feijão sem frescuras, ao assistir a cena da minha amiga com a sua pequena de quase 2 anos eu fiquei pensando em escrever este post.
O que fazer nesta hora?
Não tem receita para isso. Tem algumas dicas mas para cada mamãe e bebê existe uma forma de se darem bem na hora do papá.

Vai começar tudo de novo…
Essa é uma das queixas que mães exaustas sempre falam quando estão cara a cara com os seus bebês na hora de comer. Ela, o cadeirão e aquela carinha fofinha que só está esperando a hora certa para começar a arremessar o arroz com bife.

Aqui segue algumas dicas que eu fazia e sempre dava certo. Só para não enlouquecer!

1. Lugar de comer é na cozinha, na copa ou na sala de jantar e em nenhum outro lugar.

2. Rigidez também com o horário. Não comeu na hora certa, terá de esperar a próxima refeição. Uma sugestão é servir às 7 horas o café da manhã, às 10 o lanche matinal, às 12h30 o almoço, às 16 horas o lanche da tarde e às 19 o jantar. Não deixe intervalos longos entre as refeições para que ele não ataque bobagens.

3. Organize um cardápio variado, pois, assim como vocês, seu filho também não aguenta a monotonia do arroz, feijão, bife e batata todo dia. 

4. Siga a quantidade certa para a idade de seu filho. Não adianta fazer um pratão de adulto quando ele só consegue dar conta de uma xícara e meia de chá de comida.

5. Jamais insista para que ele coma só mais uma colherada. É bom que ele aprenda a parar quando estiver saciado. 

6. Em hipótese alguma substitua parte da refeição ou toda ela simplesmente porque seu filho não quer um determinado alimento. Assim como os adultos, os pequenos também têm preferências. 

7. Chantagem não vale. Nunca diga: “Se você comer brócolis, vai ganhar chocolate”. 

8. Se o seu pequeno se machucou, não dê a ele comida como compensação. É meio caminho andado para gerar adultos com problemas com a balança, porque aprenderam a afogar as mágoas no alimento.

Meninas, tenham certeza de que o que estão fazendo é o correto, pois a criança percebe o grau de segurança dos pais e é isso que garantirá o cumprimento das regras. Crianças não passam fome! O pediatra do Paulo Neto sempre me falava isso e é a mais pura verdade. Só não comem quando não querem mesmo.

Acho importante ter um certo equilíbrio e ensinar a criança comer mas tudo deve ser com calma, naturalidade e sem forçar demais a barra, colocando comida boca abaixo até a criança fazer vômito. Cada mãe sabe usar a sua magia para fazer o seu filho comer.
Tem muita gente que critica os aviãozinhos que as nossas mães faziam mas eu mesma já fiz até helicóptero.

E se a criança estiver doente aqui vai a última dica:
O apetite é o primeiro a desaparecer e o último a voltar!

Super bjos de Carol Siqueira

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