
A Cris, babá do meu pequeno Paulo Neto, veio nos visitar e ela sempre orou muito com o meu pequeno.
Nestas orações, ela perguntou para o meu filho qual é o seu pedido para o papai-do-céu e ele respondeu, seriamente:
- Brincar!
Brincar é tudo o que uma criança quer e quando ela me contou isso, ao telefone, eu pensei em quantas vezes ele me chamou para brincar e eu sempre tinha algo mais importante para fazer. Quantas vezes, nós mães, adiamos brincar com os nossos filhos para resolver coisas, para fazer coisas que nem sempre são tão importantes como que a brincadeira é para eles.
Eu repensei alguns momentos e renovei o trato comigo mesma que brincar com o meu filho, o tempo que eu estiver livre e sempre que possÃvel, será sempre o mais importante a fazer.
Nossa sociedade mudou.
Temos uma inversão de papeis e valores, mais informação do que podemos absorver, a mulher trabalha fora, o avanço tecnológico é grande, a famÃlia mudou, a criança mudou, o aluno e a escola também mudaram. As mudanças tecnológicas mudaram as formas de brincadeiras.
As crianças deixaram de brincar na rua, jogar bola, pular amarelinha e passaram a jogar videogames e jogos de computador, ignorando o sol que brilha a convidar as brincadeiras na rua. Tanta mudança gera confusão e expectativas, por isso é tão importante repensar a brincadeira como forma lúdica e o quanto ela interfere no desenvolvimento de uma criança.
Este desenvolvimento,  se dá através de uma interação entre ambientes fÃsicos e sociais, sendo que os membros desta cultura, como pais, avós, educadores e outros, ajudam a proporcionar à criança participar de diferentes atividades, promovendo diversas ações, levando a criança a um saber construÃdo pela cultura e modificando-se através de suas necessidades biológicas e psicosociais. Toda criança deveria poder brincar. A brincadeira contribui para o processo de socialização das crianças, oferecendo-lhes oportunidades de realizar atividades coletivas livremente, além de ter efeitos positivos para o processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de habilidades básicas e aquisição de novos conhecimentos.
As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estÃmulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança e também é uma forma de auto-expressão. Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento fÃsico e psÃquico do seu filho. A idéia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas.
Os pais precisam conscientizar que a brincadeira, o simples fato de sentar para brincar com o seu filho e estimular a criança brincar e não entupÃ-las de tarefas como esportes, aulas disso e daquilo, será sempre o mais importante da infância. Pois são as mais simples que ficam guardadas na memória. Fazem uma reflexão agora, fechem os olhos e voltem a sua infância, quais foram as melhores brincadeiras?
Vamos repeti-las com os nossos filhos e proporcionar a eles estes momentos tão lindos e que nunca mais serão esquecidos.
Bjos de Carol Siqueira e o final de semana está aà para brincar muito com os nossos filhos!
Fiquem com Deus!

Pergunta recorrente entre os pais que querem investir na formação dos filhos:
Qual a melhor escola para matricular meu filho?
Leiam tudo sobre a escolha da escola para o seu filho, os métodos de ensino e até onde vai o papel da escola na vida da famÃlia!
Desculpem-me a falta do post na semana passada.
Tentarei fazer, dessa coluna semanal, um espaço de reflexão acerca da centralidade da educação em nosso cotidiano. E, como a educação é um fenômeno multifacetado, determinante e determinado por aspectos históricos, socioeconômicos e estéticos, as direções que escolho periodicamente para minhas conjecturas são as mais diversas.
Semana passada eu estava no aeroporto voltando de viagem ( fim das férias), e ao meu lado estavam duas mães bem jovens conversando sobre um assunto que me chamou a atenção, discutiam suas inseguranças na escolha da primeira escola de seus filhos. Pensei então em abordar esse assunto, pois, poderia ajudar algumas de vocês que podem estar passando pelas mesmas angústias que aquelas mães.
Devo optar por uma mais tradicional, já que a educação em casa é liberal? Ou procurar a que prioriza o conteúdo, já que o mercado de trabalho não está brincadeira? Se bem que dizem que uma escola perto de casa é melhor!
É difÃcil encontrar pais que não passaram ou não vão passar por angústias desse tipo, na hora de escolher a escola que sua criança vai frequentar.
Do ponto de vista prático, os pais devem, primeiro, visitar a escola e questionar amplamente a sua proposta pedagógica. Depois, é preciso analisar se a linha da escola é adequada aos valores da sua famÃlia e também ao temperamento da criança.
É muito séria esta escolha!
Se o que buscam é dar competitividade e preparo para o mercado de trabalho desde tenra idade, isto deve ser levado em conta na escolha da escola.
Se, por outro lado, pretendem dar formação mais humanÃstica, que desenvolva as capacidades de relacionamento e a chamada inteligência emocional, devem buscar outra, diferente da primeira!
Penso que, além da visão de mundo dos pais, certamente devemos também levar em conta os rumos do planeta em que vivemos, mas primordialmente sempre defendo que acima de qualquer valor, juÃzo, compreensão de mundo ou qualquer outro fator, deve prevalecer a idéia de que a escola em que nossos filhos irão estudar deve fazê-los felizes.
Afinal, o espaço escolar possibilita a expressão criativa, as experiências e experimentações diversas e o exercÃcio de diferentes linguagens.
É aconselhável ainda indagarem sobre a formação profissional da equipe envolvida, as atividades desenvolvidas e as prioridades dessa escola. Será que elas vem de encontro à s necessidades de seu filho? E lembrem-se sempre que a escola é responsável apenas por uma parte da formação da criança – “Quem educa o filho é o pai”.
Espero ter colaborado com vocês e se tiverem dúvidas ou quiserem trocar idéias enviem seus comentários ou sugestões.
Beijo de Lúbia e até a próxima semana – lubia_tosta@hotmail.com
A dica de hoje será:
O DVD MPBaby Amizade convida adultos e crianças a experimentarem juntos as diversas possibilidades da interação musical como uma importante forma de educação dos sentidos. Por meio de uma abordagem original, que tem como base temática o cultivo da amizade (não necessariamente entre seres da mesma espécie e nem sempre isenta de conflitos) e das diversas e criativas possibilidades de interação.
Organizado no formato de 14 videoclipes, complementados por três seções extras, o DVD tem como personagens principais a formiga Tai (tradução de formiga, em Tupi) e a abelha Ju (tradução de abelha, também em Tupi), duas amigas que, em uma série de aventuras musicais, interagem com outras criaturas da fauna, da flora e da cultura brasileira, como tartarugas, joaninhas, sapos, tatus-bola, vagalumes, caracóis, sardinhas, caranguejos e peixes. 
Especialmente desenvolvido pelo compositor e violonista Reginaldo Frazatto Jr, o CD Cantigas de Roda completa este maravilhoso Kit. A escolha do repertório e a qualidade técnica e musical das gravações sensibilizam a todos, promovendo uma experiência inesquecÃvel a pais e filhos. Os arranjos para violão acústico (ao contrário do uso indiscriminado de recursos eletrônicos) oferecem materiais sonoros de maior qualidade e diversidade para o estÃmulo da percepção auditiva.