
O tema de hoje foi sugerido por uma leitora e assombra muitas mamães por ai! Conhece alguém que já falou, ou já se perguntou: “E agora, o que fazer? O meu filho não quer comer verduras!”
Quando temos um bebê em casa, é mais fácil introduzir verduras à alimentação das crianças; mas depois de certa idade (por volta dos 2 anos e meio), a criança quer fazer suas escolhas sozinha, desde o que brincar, a roupa que vai vestir e o que quer comer.
E é ai que começa a tormenta na cabeça das mães; antes, ele comia tão bem, mas agora não quer mais nada do que é saudável. E o caos se instala. O almoço é aquela confusão. Mamãe falando: – “Come só um pouquinho, meu amor!” a criança nega; mamãe insiste mais um pouquinho, ela nega de novo, mamãe perde a paciência, choro para cá e para lá. Reconhece esta cena?
Seja criativa!
Já ouviu dizer que comemos com os olhos? Então, com as crianças a história não é diferente. Faça um prato chamativo, bonito e colorido!! Que tal uma folha de alface ganhar dois olhinhos de ovo de codorna e azeitona e uma boca de meia lua de tomate e um cabelo divertido de repolho picado em fatias finas? Explore o lúdico; faça lanchinhos saudáveis e divertidos!! Olhe aqui algumas dicas para vocês se inspirarem:
Você pode também fazer cabelinhos de couve, lacinhos de pimentão, língua de tomate ou pimentão, olhos de tomate cereja; enfim, use a imaginação e seu pequeno irá amar!
Conte Historinhas!
Não é só na hora do almoço, mas antes de dormir também! Você pode acrescentar detalhes como o fato de que o personagem favorito dele comeu muitos legumes e verduras e ficou bem forte; ou, a cinderela era bem bonita porque comia bastante couve. Enfim, são detalhes que não parecem uma coação, ainda não mais quando são falados em horas que a criança não está comendo.
Elogie a comida!
Combine com quem almoça junto com vocês de dizer frases como: -“Nossa, esta alface hoje está uma delícia!” ou – “Vou comer este prato enorme de tomate, cenoura e brócolis para poder ter bastante energia mais tarde! Vou precisar!”
Seu pequeno ajudante!
Chame a criança para lhe ajudar a montar a salada, por exemplo. Ela vai ficar feliz e mais motivada a comer!
Desenhos animados educativos devem ter vez em sua casa!
Popeye ficava forte quando comia espinafre, lembra-se? Vitaminix é outro exemplo. Pesquisas mostram que programas de televisão, aulas de culinária infantil e educação alimentar são capazes de dobrar a quantidade de vegetais que a criança ingere! E se estiver difícil de achar estes desenhos na TV, recorra ao youtube.
Conte com a escola!
Converse com a pedagoga e professora da criança, e peça a elas para darem mais desenhos de vegetais para as crianças colorirem e contarem historinhas. Se possível, em parceria com uma nutricionista, as crianças podem ter aula de educação nutricional. Caso a escola não disponha de uma, que tal sugerir para a escola entrar em contato com uma faculdade de nutrição e fazer parceria com profissionais e estagiários? Assim, ninguém tem custo, e todos ganham!
Seja Paciente!
Se você já está tomando todas estas iniciativa, fique tranquila. A criança irá ceder. Mas, é preciso que você saiba que a mágica não acontece, e as coisas levam tempo, mas acontecem!
Beijos,
Anna Raquel Mello é Nutricionista, Personal Diet e tem aperfeiçoamento em Terapia Enteral e Parenteral em Pediatria.
CRN: 104811
034 3236-6600 – CNI (Centro de Excelência em Medicina)

O friozinho está chegando…
Junto com ele, aquela vontade de ficar com os pequenos um pouquinho mais na cama, debaixo de um edredom bem quentinho. É uma delícia!
Porém, já perceberam que a freqüência de infecções respiratórias em crianças aumenta muito nesta época?!

Nós, mamães, temos uma dúvida frequente martelando em nossa cabeça todos os dias. Será que estou alimentando meu filho como deveria?
Eu mesma forcei a barra com o pediatra do Paulo Neto para um check-up porque eu queria certificar se estava tudo OK… eu morro de medo de anemia. A gente fez uma aposta e graças a Deus, eu perdi. O Paulo Neto sempre foi uma criança abaixo do peso, com altura na média mas extremamente saudável e a anemia está loooonge.
Mas mesmo assim, conversando com mães elas sempre se perguntam:
Será que os nossos filhos estão se alimentando corretamente?
Pensando nisso tudo, sempre pesquisando achei algumas informações e um alívio para nós, mamães. Alimentar bem os nossos filhos pode ser mais fácil do que você imagina.

A pedido de uma querida leitora, vou falar hoje sobre ALIMENTAÇÃO mostrando a vocês como é a rotina alimentar do Paulo Neto.
Não tem nada de especial, e nas nas comidinhas feitas em casa abusamos das verduras e legumes com muitas variedades e cores. E ele adora.
Confira tudo, desde o seu café da manhã até na hora de dormir.

São 23h44 da noite e estou aqui, lendo e pesquisando para nós, para o Paulo Neto e para me tornar uma mãe cada vez melhor.
E senti uma grande necessidade de escrever agora sobre ALIMENTAÇÃO.
Que mãe não se pergunta: Será que estou alimentando o meu filho corretamente? Eu mesma vivo me perguntando isso e muitas das vezes fico em dúvidas sobre o cardápio do Paulo Neto.
- É preciso estimular o seu filho gostar de comer e ele deve se sentir livre na hora de se alimentar. Se a criança quiser se alimentar sozinha e se aventurar pegando a colher e fazer aquele bagunça não a censure, por mais que seja difícil. E se nesta brincadeira, a metade da comida ficar no caminho sempre tenha em mãos 2 colheres. Uma para o seu filho se alimentar sozinho e outra para você alimentá-lo enquanto ele se diverte.
- A partir de 1 ano de idade a alimentação do seu filho deve se aproximar com a alimentação do restante da família. E estimule a alimentar-se no cadeirão junto com a família. Já aconteceu comigo: inúmeras vezes já tentei dar comida para o Paulo Neto sozinho sentado no cadeirão mas ele se recusava a comer. E ele só quis mesmo quando viu toda a família sentada na mesa apreciando a comida, isso a instigou e ele comeu maravilhosamente bem.
- Se o seu filho já estiver com mais de 1 ano e meio, tente complementar a mamadeira da tarde por lanchinhos. Assim ele já vai se acostumando e logo ele vai estar lanchando ao invés de mamar, o que facilita muito quando ele for para a escolinha.
- Ofereça as refeições cinco ou seis vezes por dia, mas sem rigidez, em horários regulares.
- O gasto diário de energia cai pra 60 calorias por quilo. Daí, é normal o apetite diminuir um pouco. A criança precisa engordar cerca de 3,5 kg no primeiro ano e 2 kg no segundo. A média de consumo energético gira em torno de 1 046 calorias por dia.
- O leite de vaca está liberado para a criançada. De dois a três copos por dia fornecem a quantidade necessária de cálcio de que meninos e meninas precisam.
- Fontes de vitamina A como a cenoura e a abóbora devem ser incluídas na dieta do seu bebê pelo menos 3 vezes por semana.
- Seu filho prefere comer biscoitos do que frutas? Então é hora de inventar e explore as cores e formas das frutas para atrair a atenção do seu filho e coma junto com ele, com prazer e sem estresse.
- Você dorme bem quando você come arroz, feijão e carne à noite? Muitas das vezes não! O mesmo acontece com o seu filho quando ele come uma comida mais forte e mais temperada a noite. No jantar vale uma comidinha mais mole, ou seja, mais tipo sopinha. Deixe mais caudeado e mais leve. Pode até ser a mesma comida do almoço mas abuse mais do caldinho do feijão ou do caldinho da carne e misture-as com as verduras e legumes.
- Estamos no verão e é hora de apresentar variados sucos ao seu filho. Faça natural da fruta ou de polpas. Tenho certeza que ele vai adorar.
- Pelo menos, faça uma comidinha fresca por dia para o seu filho e se quiser, congele para o outro dia. Mas é importante que ele coma 1 vez ao dia a comidinha feita na hora, além de ser muito mais saboroso os nutrientes estão mais presentes na comida fresca.
- Se ele não comer a beterraba sozinha ou até mesmo misturada no arroz e feijão, experimente cozinhá-la no feijão. Ela previne contra anemias. Você pode também acrescentá-la nos sucos. Vale tudo!
- Varie no cardápio. Não leve para a mesa a mesma comida todos os dias. Seu filho, com certeza, vai enjoar.
- O almoço e o jantar são essenciais para o seu bebê, portanto nunca deixe de lado estas duas refeições. Caso trabalhe fora e você não pode estar presente, deixe já combinado com a pessoa que cuida do seu filho a responsabilidade de oferecê-lo o almoço e/ou jantar.
- Respeite os gostos de sua criança. Se o seu filho provou uma verdura e não gostou, prepare-a numa próxima refeição de maneira diferente em vez de desistir de primeira. Se, mesmo assim, depois de testar receitas diferentes, a criança continuar dizendo que não gosta, aí respeite. Seu filho tem o direito de adorar abóbora, mas detestar abobrinha. Ele está construindo uma identidade em matéria de paladar e isso é ótimo.
- Dê sempre o bom exemplo. O melhor estímulo para a criança alimentar-se bem é ver os pais se alimentando bem também. Impossível seu filho se interessar por um bom jantar se conviver com pais que comem BigMacs todos os dias a noite. Nada contra a sanduíches e fast-foods. Mas tudo tem a hora certa.
Bom, minhas amigas!
Por hoje é só. Espero que ajudei :)
Bjos de Carol Siqueira.