
Eu já estava mesmo querendo escrever um post dedicado a este assunto quando li no twitter de minha cunhada que ontem ela se surpreendeu quando o meu pequeno de apenas 3 anos, sentado a mesa, muito feliz olhou para todos nós (estava eu, meus sogros, meu marido e pai do Paulo Neto, meus cunhados) e disse:
- Te amo vocês! Minha família!
Ao ver o brilho dos olhos do meu pequeno confesso que naquele momento senti uma alegria e uma vontade de chorar imensa.
Fiquei com este texto aqui na minha cabeça o dia todo mas trabalhei muito e desejei este momento (eu na minha cama às 11 da noite) para falarmos sobre valores. Valores de família, de amor, de respeito e limites.
Acabei de ler um triste depoimento em uma revista de um jornalista que perdeu seu filho de 25 anos e uma netinha de 6 meses em um acidente de carro e o quanto ele nunca esperava isso acontecer na vida dele, apesar de já ter até se acostumado com cenas trágicas devido a sua profissão de jornalista.
Quando li este texto fiquei ainda com mais vontade de falar aqui sobre amar a nossa família acima de todos os ideais, acima de todos os projetos, acima de todos os sonhos. A família sempre precisa estar acima de tudo e de todos.
Quando vejo o amor que o meu filho sente pela minha sogra e pela minha mãe sinto um certo orgulho disso, porque pelo meu amor à elas e admiração consegui passar naturalmente isso a ele.
Falar de valores familiares é bem difícil até porque sei que cada uma de vocês que estão aí do outro lado tem uma história diferente.
Mas se queremos que nossos filhos sejam seres humanos, o amor dentro de casa é o início de uma longa caminhada.
Uma criança não precisa ouvir uma crítica a respeito de seu avô. Deixe ela amar o avô e idealizá-lo do jeito que ela quiser. O avô é uma figura bem marcante para qualquer criança.
Eu mesma me lembro de meu avô paterno João. Quanta fortaleza, sabedoria e inteligência. Quando escrevi meu livro de poesias, ele foi convidado para abrir com um belo texto a primeira página do meu livro (tenho um livro de poesia que se chama Pincéis da Vida e foi lançado quando eu tinha 11 anos) e em seu belo texto, meu querido avô abriu assim:
Minha doce neta Carolina!
Nunca mais me esqueci. Tenho uma profunda admiração por ele mesmo sabendo, aos poucos, crescendo, naturalmente, de seus defeitos. E quando ele partiu foi como se uma grande árvore de galhos fortes e grossos fosse cortada. O que ficou para mim não foram os defeitos, foram as suas qualidades e amor imenso que sinto por ele. Sempre o respeitei pelas suas virtudes e acertos.
Minhas amigas, devemos entender que valores de família se constrói ao longo dos anos. E é amando e respeitando os nossos familiares é que passamos para os nossos filhos. Não tem outra fórmula. Não tem teoria. É sentindo no coração mesmo e nos policiando para que o nosso lado adulto e obscuro não apague as luzes que se acendem quando uma criança enxerga em seus avós, ou em seu pai, seu irmão mais velho.
Hoje me sinto um ser humano mais feliz e seguro porque acredito no amor em família, acredito em Deus, tenho fé em cada um de meus familiares e isso eu devo à minha mãe, que mesmo em momentos turbulentos da vida (o que todos nós passamos) ela nunca deixou de amar a família em primeiro lugar, acima de tudo. E meu filho já está aprendendo esses valores através do nosso respeito que temos um pelo outro. Não é fácil, sabemos que em família existem as diferenças mas elas não podem ser mais profundas que o amor.
O que você achou deste post? Comente aqui sobre o que você pensa de valores familiares!
Bjos no coração de cada uma de vocês,
Por Carol Siqueira.

Hoje eu estava pensando no que eu iria escrever no blog. Apesar de folhear algumas revistas, dar uma viajada nos sites e blogs eu sempre volto para o que eu quero falar, no que estou vivendo neste momento.
E de alguns dias pra cá, desde em que me ausentei do twitter, estou realmente voltada para a minha família, para mim mesma e meu filho. Fico o tempo todo conversando com Deus nos pensamentos e com isso, estou descobrindo o que realmente me faz feliz.
E ontem quando eu estava conversando com a minha mãe eu afirmei com muita certeza que quero ter outro filho. Eu ainda tinha algumas dúvidas se queria ter outro bebê quando pensava nas noites super mal dormidas (porque o meu pequeno me deu um trabalhinho meio exagerado), tive também uma alergia pós-parto e demorei muito para perder meus 25 quilinhos e apesar do marido trabalhar muuuuito e quase ele não fica em casa, eu tenho muita vontade de ter outro filho.
Quero ter outro bebê para cuidar. Quero ver o rostinho do Paulo Neto quando ele for conhecer o seu irmãozinho, saber cuidar dele, entender na realidade que amor de irmão é o mais forte e o que permanece para o resto da vida.
Quero a casa cheia de alegria e mais brinquedos espalhados, quero carregar carrinho, moisés, bolsas e todos os mil pertences que um bebê precisa tudo outra vez.
Quero ter uma outra barriga enorme e me preparar com mais maturidade para ser uma mãe de segunda viagem. Quero preparar o enxoval com todas aquelas roupinhas minúsculas, colocar as luvinhas nas mãos tão pequenas, cobrir aqueles pés tão frágeis do frio.
Quero sentir aquela ansiedade e a felicidade do dia do nascimento porque é muito pouco sentir aquela alegria só uma vez na vida.
Quero viver em família e ensinar para os meus filhos que a vida é maravilhosa quando acreditamos e confiamos em Deus.
Quero conhecer o meu outro filho, como ele vai ser na personalidade e que carinha ele vai ter… vai parecer com quem?
Será menino ou menina?
Por Carol Siqueira.

Estou neste momento admirando o meu pequeno dormir (o qual comecei este post as 11 da noite e fui acabar à 1 da manhã de hoje) e os flashes do dia veio à minha cabeça. Fomos pra casa da minha mãe, lá brincamos, andamos na rua, ele dormiu quase a tarde toda e depois a hora do café com a minha mãe e agora, 11 da noite, ele tá aqui na nossa cama… eu admirando o meu menininho dormir. E fico aqui pensando o quanto está tudo tão fácil e ele têm apenas 2 anos e 5 meses. Tudo que eu falo ele já entende, ele já sabe expressar as suas vontades, entende também quando digo que é hora de parar a brincadeira, que é hora de dormir e daí vai.
E neste momento, eu tenho certeza que todas as mães deste mundo fica em paz… mas com uma grande questão na cabeça:
Quero ter outro filho mas onde vou encontrar forças, ânimo para recomeçar tudo de novo?! Pelos quilos a mais (parece egoísmo, mas toda mulher pensa nisso mesmo!), pelas noites super mal dormidas, pelas cólicas, pelas gripinhas de todo mês, pelos dentinhos que vão nascer… Ah! Tá tudo tão bom que parece até um sonho.
Mas quero ter outro filho. Vamos falar sobre a reconquista do gostinho de viver tudo de novo?

Este é um dilema muito comum que a maioria das famílias sofrem. Não é?
E a pedido de uma leitora, eu, Carol Moreira piscóloga e colunista do FalaMamãe, explico melhor como dar o equilíbrio certo entre o filho mais velho e um bebê que está chegando em casa.