Posts com a Tag ‘filho’
31/01/12

Queridas amigas!

Gosto de escrever aqui o que me pedem e o que vivo na minha vida de mãe.
Já recebi muitos e-mails me pedindo algumas dicas quando o assunto se trata sobre a escolha da escola ou berçário para os pequenos.
É normal que toda mãe fica super-ultra-mega apreensiva com este lugar estranho, com pessoas estranhas onde você vai deixar o seu filho a maior parte do tempo.
OK? Será que acertei!!! Coração de mãe pula de ansiedade e não adianta negar, lágrimas vão rolar na hora de deixá-lo pela primeira vez.

Por isso que você precisa se sentir segura e feliz com a sua escolha. Mesmo que você chore ou sinta aquela dorzinha no peito mas você PRECISA ACREDITAR NESSA ESCOLHA!

Vamos lá aos 5 passos mais importantes para você escolher um bom lugar para o seu filho!

1) Antes de sair de casa entenda que…

O perfil da escola/berçário precisa ser compatível com os valores da família. Se você é uma mãe mais tradicional o ensino tradicional pode dar certo para o seu pequeno. Entenderam? O perfil da metodologia usada na escola precisa casar com os valores da família, com a rotina e a educação de vocês.

2) Visite todas as opções possíveis!

Faça um mapa e saia caça ao tesouro! Primeiro: uma lista por escrito dos lugares que você acredita ser legal e que você quer conhecer. Ligue antes e marque uma hora para a visita. E depois vá! Conheça todos os lugares e fique atenta em…

3) O quê observar na visita?

Alguns conceitos básicos deverão ser observados:

  • Metodologia de ensino – se for uma escola
  • Higiene em todos os lugares – faça questão de ir nos banheiros e cozinha, em lugares que não fiquem tanto em evidência (se lá não estiver limpinho, esqueça! Risque do mapa)
  • Segurança – fique muito atenta com piscinas, grades na escadas, veja se todas as tomadas estão protegidas, o acesso das crianças ao pátio, cozinha e outros lugares que ofereçam riscos e pergunte como eles administram esse trânsito com as crianças
  • Equipe – converse com a coordenadora e conheça a professora. Eu fiquei entre 2 escolas para o Paulo Neto e sabe qual escolhi? Aquela que fez questão de fazer a anamnese (entrevista com os pais) pessoalmente. Anamnese entregue numa folha de papel para você somente responder e entregar de volta não é legal (no meu ponto de vista!). A coordenadora deverá conhecer os pais (às vezes só a mãe basta) para um bate papo sobre a criança.

4) Acreditar na sua escolha.

Depois de todas as visitas, você precisa acreditar no que você mesma escolheu para o seu filho. Se for um berçário ele precisa oferecer um clima bem gostoso para o seu bebê com camas e berços, babás ou monitoras suficientes para a quantidade de crianças, no cardápio oferecido e banheiros adaptados para bebês e crianças. O berçário precisa ter um clima familiar com atividades próprias para bebês.
Se seu filho estiver na fase pré-escolar (geralmente com 3 aninhos) você precisa acreditar na forma pedagógica e se aliar à equipe que vai lidar com o seu filho. Os pais precisam entender que a educação vai além dos muros da escola, os pais precisam estimular os filhos e fazê-los interessar pelos estudos. Evitem críticas como: Escola é um terror ou Eu não gostava de matemática!
Evite este tipo de comentário porque mesmo que você não goste de matemática, seu filho pode ser o oposto.

5) Adaptação começa por você!

Já relatei aqui como foi a minha primeira tentativa com o Paulo Neto. Não tive vergonha, nem medo e nem orgulho de voltar atrás e tirá-lo da escola. Não pela escola mas por mim.
A fase da adaptação é muito difícil para os pais e para as crianças mas se a mãe não estiver segura na adaptação a criança sente, fica insegura e com certeza, irá dificultar muito esse processo de evolução e mudanças na vida da criança.
Mostre que você está feliz para o seu filho e o quanto é legal ir para a escola. Lá precisa ser um lugar encantado onde ele vai brincar, aprender e conquistar novos amiguinhos. Mesmo que ele chore, se você estiver segura de que está na hora certa para ele e para você, tudo vai passar e tudo vai dar certo! Acredite!

O que vocês acharam deste post? Gostaram? Opinem sobre o assunto!
Um bjo grande de Carol Siqueira.

11/01/12

Ei amigas!

Essa semana fiz a matrícula do Paulo Neto em sua escola definitiva. Até o ano passado ele estava numa escola-berçário somente 2 vezes na semana, lá ele brincava e convivia com outras crianças mas nada muito profundo, sem entrar em nenhuma metodologia de ensino. Lembram quando relatei aqui?
Então, mas agora é pra valer!
Meu pequeno vai para a escola pra nunca mais parar de estudar na vida (essa é a verdade!) e por isso, esperei tanto para deixá-lo definitivo.

Entre as metodologias eu escolhi uma escola construtivista porque acredito que vai mais com o nosso perfil e o nosso estilo de vida e isso é muito importante na hora da escolha da escola. Os valores de casa precisam bater com o estilo da escola. Não sou contra aos outros métodos e sei que existem crianças com perfil para todas elas e todas elas ensinam e preparam os nossos filhos para as provas futuras, profissionais e de vida.

Mas acho que o perfil da escola precisa casar com o perfil da família e o estímulo dos pais ao estudo é fundamental para o sucesso da criança, independente da escola e sua metodologia.

A fase da adaptação é um pouco complicada, as crianças choram mesmo mas precisamos persistir e mais do que nunca, incentivar.
A escola precisa ser sinônimo de novidade, de descobertas, de boas experiências e quase que um lugar encantado onde lá se conhece coisas novas e boas aventuras.
Ainda não tive uma experiência profunda com escola porque o Paulo Neto sempre ficou mais em casa e até então, ele não tinha a escola como uma obrigação. Mas agora como se diz, um velho ditado: não tem choro, nem vela!
Vamos todos para a escola e logo mais relato aqui pra vocês as nossas novas experiências. Estou empolgada e como sempre gostei muito de estudar, quero muito que meu filho aprenda a gostar também!

Um resumo sobre as principais metodologias de ensino!

Há quatro métodos que norteiam as escolas, mas hoje é cada vez mais difícil encontrar uma que siga só um deles. Por isso, para saber qual é a base pedagógica da escola, a dica é conhecer, perguntar, observar e conversar sempre. Em teoria, no método Tradicional, o professor transmite as informações de maneira teórica e o conteúdo é idêntico para todas as crianças. No Construtivismo, o aprendizado é construído pelo aluno. Por meio de vivências e experiências, ele chega a conclusões e as compartilha com o orientador. No método Montessoriano, as crianças são identificadas pelas habilidades. O professor media as tarefas, que são especialmente motoras e sensoriais. Na Pedagogia Waldorf, a informação é apenas um instrumento para a formação – e não uma finalidade.

Bom, minhas amigas! Agora é pra valer e o mais importante: estou segura da minha escolha e do momento.
Agora eu tenho a certeza de que ele está indo em nosso momento certo, o momento em que acredito ser o melhor para meu filho.

Bjos de Carol Siqueira.

09/01/12

Em homenagem ao meu avô João Barbosa de Siqueira.

Queridas amigas!

Eu já estava mesmo querendo escrever um post dedicado a este assunto quando li no twitter de minha cunhada que ontem ela se surpreendeu quando o meu pequeno de apenas 3 anos, sentado a mesa, muito feliz olhou para todos nós (estava eu, meus sogros, meu marido e pai do Paulo Neto, meus cunhados) e disse:
- Te amo vocês! Minha família!
Ao ver o brilho dos olhos do meu pequeno confesso que naquele momento senti uma alegria e uma vontade de chorar imensa.
Fiquei com este texto aqui na minha cabeça o dia todo mas trabalhei muito e desejei este momento (eu na minha cama às 11 da noite) para falarmos sobre valores. Valores de família, de amor, de respeito e limites.

Acabei de ler um triste depoimento em uma revista de um jornalista que perdeu seu filho de 25 anos e uma netinha de 6 meses em um acidente de carro e o quanto ele nunca esperava isso acontecer na vida dele, apesar de já ter até se acostumado com cenas trágicas devido a sua profissão de jornalista.
Quando li este texto fiquei ainda com mais vontade de falar aqui sobre amar a nossa família acima de todos os ideais, acima de todos os projetos, acima de todos os sonhos. A família sempre precisa estar acima de tudo e de todos.
Quando vejo o amor que o meu filho sente pela minha sogra e pela minha mãe sinto um certo orgulho disso, porque pelo meu amor à elas e admiração consegui passar naturalmente isso a ele.
Falar de valores familiares é bem difícil até porque sei que cada uma de vocês que estão aí do outro lado tem uma história diferente.
Mas se queremos que nossos filhos sejam seres humanos, o amor dentro de casa é o início de uma longa caminhada.

Só amor entre marido e mulher não basta. Precisa ter respeito para que os nossos filhos entendam que respeitar é vital para a sobrevivência.Como queremos ensinar aos nossos filhos que família é mais importante que tudo se não damos os exemplos?

Uma criança não precisa ouvir uma crítica a respeito de seu avô. Deixe ela amar o avô e idealizá-lo do jeito que ela quiser. O avô é uma figura bem marcante para qualquer criança.
Eu mesma me lembro de meu avô paterno João. Quanta fortaleza, sabedoria e inteligência. Quando escrevi meu livro de poesias, ele foi convidado para abrir com um belo texto a primeira página do meu livro (tenho um livro de poesia que se chama Pincéis da Vida e foi lançado quando eu tinha 11 anos) e em seu belo texto, meu querido avô abriu assim:
Minha doce neta Carolina!
Nunca mais me esqueci. Tenho uma profunda admiração por ele mesmo sabendo, aos poucos, crescendo, naturalmente, de seus defeitos. E quando ele partiu foi como se uma grande árvore de galhos fortes e grossos fosse cortada. O que ficou para mim não foram os defeitos, foram as suas qualidades e amor imenso que sinto por ele. Sempre o respeitei pelas suas virtudes e acertos.

Minhas amigas, devemos entender que valores de família se constrói ao longo dos anos. E é amando e respeitando os nossos familiares é que passamos para os nossos filhos. Não tem outra fórmula. Não tem teoria. É sentindo no coração mesmo e nos policiando para que o nosso lado adulto e obscuro não apague as luzes que se acendem quando uma criança enxerga em seus avós, ou em seu pai, seu irmão mais velho.

Mesmo que o tempo mostre aos nossos filhos as diferenças, quando o amor é bem cultivado ele continua perseverante, enraizado. E não espere que a sua família seja perfeita para isso.

Hoje me sinto um ser humano mais feliz e seguro porque acredito no amor em família, acredito em Deus, tenho fé em cada um de meus familiares e isso eu devo à minha mãe, que mesmo em momentos turbulentos da vida (o que todos nós passamos) ela nunca deixou de amar a família em primeiro lugar, acima de tudo. E meu filho já está aprendendo esses valores através do nosso respeito que temos um pelo outro. Não é fácil, sabemos que em família existem as diferenças mas elas não podem ser mais profundas que o amor.

O que você achou deste post? Comente aqui sobre o que você pensa de valores familiares!
Bjos no coração de cada uma de vocês,
Por Carol Siqueira.

01/12/11

Queridas amigas,

Ando recebendo muitos e-mails com o mesmo pedido: a rotina do Paulo Neto, o seu dia a dia.
E a cada dia que vivo na minha vida de mãe entendo que a rotina não é nada que se impõe a forças, é algo que você vai conquistando dia a dia e com algumas mudanças pelo meio do caminho, até tudo se encaixar perfeitamente.
E hoje, com o meu pequeno nos seus 3 anos, acredito que foi somente agora é que firmei uma rotina bem gostosa e saudável, sem traumas e sem forçar a barra demais.
Eu gosto de curtir a nossa casa com o filhote por isso evito muitas atividades fora dela porque acho que o principal agora é o Paulo Neto brincar.

Escola, sono e natação!

O Paulo Neto está duas vezes na semana frequentando uma escola somente para brincar mesmo, ainda não entrei em nenhum metodologia de ensino. Nestas duas vezes na semana, como a tarde ele não vai dormir, eu deixo ele ficar em casa na parte da manhã brincando e assistindo os seus DVDs.
Já os dois dias que ele não vai para a escola a tarde, ele faz a natação de manhã. E nestes dias, faço questão dele tirar o soninho da tarde, logo depois do almoço. Acredito que neste sono ele descansa do dia anterior (que ele não dormiu a tarde porque foi para a escolinha) e da natação que ele fez de manhã.
Com essa rotininha que eu mesma criei para o meu filho, fico tranquila porque sei que ele:

  • Não está totalmente sem dormir a tarde porque sei que este sono faz falta para a criança,
  • Vai brincar com os coleguinhas na escola mas ainda sem aquela pressão de ter que ir todos os dias,
  • Tem tempo para brincar em casa, com os seus brinquedos,
  • E ainda faz uma atividade física, que no caso é a natação, duas vezes na semana.

Bom, minhas amigas! Essa é a nossa rotininha, que é uma delícia e que curto cada pedacinho dela com o meu pequeno.
E volto a falar aqui: não estressem com rotina. Isso vai se modificando, encaixando até você perceber que já está tudo seguindo uma rotina sem que a criança nem perceba e muito menos sofra.

Bjos minhas queridas,
Por Carol Siqueira.

30/11/11

Meu Deus, eu estou tendo muitas dificuldades para tirar a fralda noturna do Paulo Neto.

E o ápice foi quando ele mesmo me disse que não queria usar mais fraldinha e que gostaria de dormir de cueca.
OK. Eu sabia, como todas nós, que isso vai render muitos xixis na cama. Também sei que devemos passar por isso, é normal.
Como disse a minha amiga Mey:
Carol, você está com medo de quê? Dos xixis?

Mas acho que nós mães, somos seres profundamente inexplicáveis, que ao mesmo tempo torcemos pela evolução de nossos filhos e logo nos vimos numa situação de querer congelá-los, dá um pause.
Muito parecido com essa minha situação, uma vez outra amiga me disse que se viu discutindo, brigando com a sua filha caçula, porque a menina não queria mamar mais a mamadeira, ela queria tomar leite no copo e essa minha amiga ficou profundamente magoada com isso. Meu Deus, acabou! A minha caçula quer tomar leite no copo.
As questões da maternidade são realmente muito complexas e vão muito mais além do querer dos nossos filhos. Vai muito mais de nós, enquanto mães.
Nestes dias, tira e põe fralda, eu me peguei lutando com o Paulo Neto às 4 da madruga porque eu queria colocar a fralda e ele não queria tirar a cueca.
Fui dormir, sem a fralda. Porque acho que sou eu que estou usando ela até hoje.

Estou na tentativa e sei que uma hora vai dar certo e vou contando aqui pra vocês mais essa experiência do pesadelo da fralda noturna.
E vocês, já conseguiram passar por isso aí?

Bjos meninas!
Por Carol Siqueira.



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