Posts com a Tag ‘família’
03/02/12

Meninas!

Meu filhote acabou de sair todo serelepe de mãos dadas com sua vó. Chega a saltitar de alegria e euforismo e o meu coração saltita é de saudade precoce e uma pontadinha de remorso. Remorso de sei lá o quê! Aquela culpazinha que bate lá no fundo de deixá-lo ir para ter um momento de descanso com o marido.
A casa dobra de tamanho. Fica tudo tão limpinho, tudo no lugar, sem som… que chega a incomodar aquele vazio que não estamos mais acostumadas.
A maternidade é uma loucura mesmo, que de gargalhadas às lagrimas é um pulo.
Hoje mesmo estava conversando com a minha Fabi, mãe da Júlia de 8 meses, e choramos as pitangas uma pra outra. Na mesma hora que ríamos muito a conversa já ficava séria e quando olhávamos para a Júlia, ali sentadinha no tapete tão inocente, acho que sentimos vontade de chorar.
Choro de agradecimento a Deus pelos nossos filhos serem tão saudáveis, choro de alegria e de termos a oportunidade maravilhosa de estarmos com eles 24 horas. O que muitas mães choram por não ter este tempo todo que temos.
Mas todas nós somos um pouco monstrinho. Aquela vontade de entrar na nave espacial e sumir nas estrelas.
Aquela saudade do tempo de não ter nada o que fazer ou ficar um final de semana inteiro em casa, sem hora e compromisso com nada.
Mas a graça de ter filhos é exatamente essa. É a mudança da rotina, do aroma da casa, dos sonhos, de ter aqueles brinquedos sonoros espalhados pelo tapete. E com um sorriso apenas, daquela boquinha sem dente, faz valer tudo e muito mais.
E quando ele sai pela porta, eu fico aqui numa alegria triste. Numa liberdade artificial.

Os filhos crescem e vão. E desde pequenos, eles começam a escapar entre os dedos.

E quando vejo meu pequeno olhar para trás e dar um tchauzinho com aquela mãozinha ainda tão pequena e frágil, fico em pedaços. Custo a me acostumar com as horas seguintes e me pergunto o que vou fazer aqui sem ele.
Quem nunca foi uma mãe monstrinho que levante a mão?!
Daquela que arruma a sacola quase chorando ficando apenas 1 dia sem eles. Mas quando eles voltam pra casa perguntamos: será que eu não deveria ter curtido mais este tempo sozinha?

Eita, maternidade que nos deixam loucas e confusas, né?

Curtam os seus filhotes e um final de semana de paz pra todas vocês :)
Bjos de Carol Siqueira.

11/01/12

Ei amigas!

Essa semana fiz a matrícula do Paulo Neto em sua escola definitiva. Até o ano passado ele estava numa escola-berçário somente 2 vezes na semana, lá ele brincava e convivia com outras crianças mas nada muito profundo, sem entrar em nenhuma metodologia de ensino. Lembram quando relatei aqui?
Então, mas agora é pra valer!
Meu pequeno vai para a escola pra nunca mais parar de estudar na vida (essa é a verdade!) e por isso, esperei tanto para deixá-lo definitivo.

Entre as metodologias eu escolhi uma escola construtivista porque acredito que vai mais com o nosso perfil e o nosso estilo de vida e isso é muito importante na hora da escolha da escola. Os valores de casa precisam bater com o estilo da escola. Não sou contra aos outros métodos e sei que existem crianças com perfil para todas elas e todas elas ensinam e preparam os nossos filhos para as provas futuras, profissionais e de vida.

Mas acho que o perfil da escola precisa casar com o perfil da família e o estímulo dos pais ao estudo é fundamental para o sucesso da criança, independente da escola e sua metodologia.

A fase da adaptação é um pouco complicada, as crianças choram mesmo mas precisamos persistir e mais do que nunca, incentivar.
A escola precisa ser sinônimo de novidade, de descobertas, de boas experiências e quase que um lugar encantado onde lá se conhece coisas novas e boas aventuras.
Ainda não tive uma experiência profunda com escola porque o Paulo Neto sempre ficou mais em casa e até então, ele não tinha a escola como uma obrigação. Mas agora como se diz, um velho ditado: não tem choro, nem vela!
Vamos todos para a escola e logo mais relato aqui pra vocês as nossas novas experiências. Estou empolgada e como sempre gostei muito de estudar, quero muito que meu filho aprenda a gostar também!

Um resumo sobre as principais metodologias de ensino!

Há quatro métodos que norteiam as escolas, mas hoje é cada vez mais difícil encontrar uma que siga só um deles. Por isso, para saber qual é a base pedagógica da escola, a dica é conhecer, perguntar, observar e conversar sempre. Em teoria, no método Tradicional, o professor transmite as informações de maneira teórica e o conteúdo é idêntico para todas as crianças. No Construtivismo, o aprendizado é construído pelo aluno. Por meio de vivências e experiências, ele chega a conclusões e as compartilha com o orientador. No método Montessoriano, as crianças são identificadas pelas habilidades. O professor media as tarefas, que são especialmente motoras e sensoriais. Na Pedagogia Waldorf, a informação é apenas um instrumento para a formação – e não uma finalidade.

Bom, minhas amigas! Agora é pra valer e o mais importante: estou segura da minha escolha e do momento.
Agora eu tenho a certeza de que ele está indo em nosso momento certo, o momento em que acredito ser o melhor para meu filho.

Bjos de Carol Siqueira.

09/01/12

Em homenagem ao meu avô João Barbosa de Siqueira.

Queridas amigas!

Eu já estava mesmo querendo escrever um post dedicado a este assunto quando li no twitter de minha cunhada que ontem ela se surpreendeu quando o meu pequeno de apenas 3 anos, sentado a mesa, muito feliz olhou para todos nós (estava eu, meus sogros, meu marido e pai do Paulo Neto, meus cunhados) e disse:
- Te amo vocês! Minha família!
Ao ver o brilho dos olhos do meu pequeno confesso que naquele momento senti uma alegria e uma vontade de chorar imensa.
Fiquei com este texto aqui na minha cabeça o dia todo mas trabalhei muito e desejei este momento (eu na minha cama às 11 da noite) para falarmos sobre valores. Valores de família, de amor, de respeito e limites.

Acabei de ler um triste depoimento em uma revista de um jornalista que perdeu seu filho de 25 anos e uma netinha de 6 meses em um acidente de carro e o quanto ele nunca esperava isso acontecer na vida dele, apesar de já ter até se acostumado com cenas trágicas devido a sua profissão de jornalista.
Quando li este texto fiquei ainda com mais vontade de falar aqui sobre amar a nossa família acima de todos os ideais, acima de todos os projetos, acima de todos os sonhos. A família sempre precisa estar acima de tudo e de todos.
Quando vejo o amor que o meu filho sente pela minha sogra e pela minha mãe sinto um certo orgulho disso, porque pelo meu amor à elas e admiração consegui passar naturalmente isso a ele.
Falar de valores familiares é bem difícil até porque sei que cada uma de vocês que estão aí do outro lado tem uma história diferente.
Mas se queremos que nossos filhos sejam seres humanos, o amor dentro de casa é o início de uma longa caminhada.

Só amor entre marido e mulher não basta. Precisa ter respeito para que os nossos filhos entendam que respeitar é vital para a sobrevivência.Como queremos ensinar aos nossos filhos que família é mais importante que tudo se não damos os exemplos?

Uma criança não precisa ouvir uma crítica a respeito de seu avô. Deixe ela amar o avô e idealizá-lo do jeito que ela quiser. O avô é uma figura bem marcante para qualquer criança.
Eu mesma me lembro de meu avô paterno João. Quanta fortaleza, sabedoria e inteligência. Quando escrevi meu livro de poesias, ele foi convidado para abrir com um belo texto a primeira página do meu livro (tenho um livro de poesia que se chama Pincéis da Vida e foi lançado quando eu tinha 11 anos) e em seu belo texto, meu querido avô abriu assim:
Minha doce neta Carolina!
Nunca mais me esqueci. Tenho uma profunda admiração por ele mesmo sabendo, aos poucos, crescendo, naturalmente, de seus defeitos. E quando ele partiu foi como se uma grande árvore de galhos fortes e grossos fosse cortada. O que ficou para mim não foram os defeitos, foram as suas qualidades e amor imenso que sinto por ele. Sempre o respeitei pelas suas virtudes e acertos.

Minhas amigas, devemos entender que valores de família se constrói ao longo dos anos. E é amando e respeitando os nossos familiares é que passamos para os nossos filhos. Não tem outra fórmula. Não tem teoria. É sentindo no coração mesmo e nos policiando para que o nosso lado adulto e obscuro não apague as luzes que se acendem quando uma criança enxerga em seus avós, ou em seu pai, seu irmão mais velho.

Mesmo que o tempo mostre aos nossos filhos as diferenças, quando o amor é bem cultivado ele continua perseverante, enraizado. E não espere que a sua família seja perfeita para isso.

Hoje me sinto um ser humano mais feliz e seguro porque acredito no amor em família, acredito em Deus, tenho fé em cada um de meus familiares e isso eu devo à minha mãe, que mesmo em momentos turbulentos da vida (o que todos nós passamos) ela nunca deixou de amar a família em primeiro lugar, acima de tudo. E meu filho já está aprendendo esses valores através do nosso respeito que temos um pelo outro. Não é fácil, sabemos que em família existem as diferenças mas elas não podem ser mais profundas que o amor.

O que você achou deste post? Comente aqui sobre o que você pensa de valores familiares!
Bjos no coração de cada uma de vocês,
Por Carol Siqueira.

05/01/12

Papai foi pra roça e mamãe foi trabalhar…

Ano novo, vida nova e para algumas mamães, carreira nova. A maternidade pode trazer reflexão e criatividade, levando muitas mães a se conhecerem melhor e descobrirem uma nova paixão, uma nova vocação.
Com 3 dicas bem básicas você pode encarar toda essa mudança sem muito sofrimento e de uma forma bem mais leve.
Vamos lá?

1) Não quero fazer o meu filho sofrer. Mas como?

Será que valerá a pena? Como introduzir a mudança? A mãe que voltará ao trabalho ou aos estudos pode fazer isso gradualmente.
Depois de conversar com a criança e ouvi-la, chame de “trabalho” ou “faculdade”, etc. algumas saídas de finalidade profissional ou acadêmica, mas que durem menos tempo que uma jornada completa. Isso ajuda a criança (e a mãe!) a ganhar confiança de que você voltará pra casa.

2) Participe da rotina o máximo que puder!

O desafio maior talvez seja a rotina. Muita atenção a ela. Procure manter sua participação em algumas das atividades mais importantes como refeições e rotinas de início e fim do dia. É claro que você não poderá participar de tudo e não há nenhum problema nisso, o importante é que você se faça PRESENTE e essa é uma questão muito mais afetiva do que prática. Pode ser angustiante sentir que perderá espaço na vida da criança, isso é muito delicado e precisa ser trabalhado em família, com diálogo aberto e encontrando novas maneiras de enriquecer a convivência familiar.

3) Será mesmo que quero mudar de carreira?

Se você decidiu por uma nova carreira, o mais maravilhoso nisso, para você e para a família toda, é que você encontrou uma coisa que lhe desperta interesse, lhe motiva! Isso pode ser muito bom se você mantiver o mesmo interesse pela família. Uma mãe alegre e motivada traz mais alegria e segurança que uma mãe frustrada, não?

Estar em crise com o trabalho atual não é necessariamente sinal de que chegou a hora de mudar de carreira, um bom Coach pode ajudar nessa avaliação. Uma vontade súbita de mudar de carreira pode ser, inclusive, uma forma de fuga em alguns casos.

Mas se você está segura e tranquila, tudo pode fluir bem! Boa sorte e abraços!! Qualquer comentário, escreva pra gente!

Atenção!

Carol Moreira é psicóloga e também passou por uma mudança de carreira há quase dez anos, quando deixou o curso de Direito e se entregou à paixão pela Psicologia. Foi professora de Inglês por muito tempo, enquanto construía sua profissão de psicóloga. Há alguns anos deixou de ser professora e passou a dedicar-se exclusivamente à Psicologia. Sente que trabalhar com o que ama é muito gratificante!

Carol Moreira é Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Uberlândia.

03/01/12

Queridas amigas!

Ano começando, novas ideais, novos projetos, coração acelerado… Ai, isso tudo é tão bom né?
Mas quando somos mães muita coisas mudam e muito. Novos projetos dão lugar até novas profissões e visões de mundo.
A maternidade é mais que uma metamorfose ambulante, é uma metamorfose flutuante, que voa mesmo.
Quando nos tornamos mães revemos valores, reconsideramos crenças, repensamos rumos e a questão profissional normalmente é um dos quesitos que mais vêm à tona nessa fase de reflexão pós-parto.
Negocio com a empresa para trabalhar de casa ou viro uma mãe empreendedora? E hoje, graças às novas tecnologias, que permitem que muitas atividades sejam realizadas de qualquer lugar (e viva a internet!), o leque de alternativas se tornou mais amplo para uma faixa considerável da população feminina.

Não sei se quero mais seguir essa carreira! O que fazer agora?

Muitas vezes as mulheres precisam de uma ajuda externa para tomarem uma decisão com segurança. É nessa hora que podem procurar um profissional de coaching, método que nada mais é que uma maneira de organizar as ideias de forma sistematizada, pesar prós e contras, e refletir sobre possíveis caminhos. “Para muitas mães, o período da licença-maternidade é o primeiro em muitos anos que elas têm para olhar para dentro. Trata-se de um processo de autoconhecimento profundo, em que muitas vezes a vontade de mudar de vida aparece com força”, afirma Anna Márcia Gallafrio, coach, educadora perinatal e autora do blog Natural Coaching.

Um passo muito importante nessa fase é buscar apoio, em casa e fora dela, trocando ideias em fóruns de discussão, redes sociais e conhecendo o relato de outras mulheres que já passaram pela situação. Muitas vezes as mulheres optam pelo empreendedorismo, ter o seu próprio negócio ou até mesmo negociar o seu período de trabalho, para acompanhar mais de perto o desenvolvimento do filho e acabam descobrindo um talento adormecido.

Bom, minhas amigas!
Se este for o seu caso, repense a sua situação.
O importante é você acreditar que está buscando o melhor para você e seu filho e viver feliz de acordo com a sua realidade.

Conte aqui pra gente o que você achou deste assunto!
Bjos de Carol Siqueira.



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