
Mãe Macaco
Carrega seu macaquinho onde ela for. Seja trabalhando, seja divertindo. Ela sempre dá um jeitinho de levar o seu filho.
Engraçado! Tudo que eu leio e pesquiso, eu encontro o mesmo assunto – Você precisa ficar mais tempo com o seu filho!
Como as coisas mudam, né? Antes as mulheres eram cobradas e se cobravam para ter uma independência financeira e se saltavam no mercado de trabalho como soldados na guerra. E venceram esta guerra, graças a Deus.
Agora a cobrança está remando em águas contrárias – a mulher precisa estar mais dentro de casa e se voltar para os seus filhos e marido. OK?
Hoje nos encontramos em meio termo – precisamos sair para trabalhar mas precisamos ficar mais tempo com os nossos filhos.
Quando leio tudo isso fico pensando em minha vida e em minhas amigas que já são mães – todas estão numa selva de dúvidas tentando acertar ou melhor, errar menos. E conheço vários tipos de mães, todas são maravilhosas como podem ser e buscam dentro de seus limites exercerem o papel mais sagrado e talvez o mais sublime de uma mulher – ser mãe.
Mas entre as minhas pesquisas encontrei alguns dados muito interessantes.
Segunda uma pesquisa realizada na Universidade de Maryland em 1965 as mães passavam 10 horas semanais cuidando exclusivamente das crianças, 32 horas realizando tarefas domésticas e apenas 8 horas com trabalho remunerado. Em 2000, as mulheres trabalham bem mais – 23 horas semanais. O tempo com as crianças por incrível que pareça aumentou para 13 horas por semana. Como conseguiram este milagre?
Diminuindo o tempo no tanque e no fogão que encolheu para 19 horas semanais. E as mães que trabalham assistem menos TV e dormem pouco para ficar mais tempo com as crianças.
Ufa! É muito exercício para uma pessoa só, não acham? Mas todos estes dados acima publicados na revista Pais&Filhos deste mês me fez refletir muito sobre este assunto que assombra mães de todas as espécies.
Somente cada mãe sabe o seu desejo, os seus limites, o seu jeito de amar e dedicar aos seus filhos. A receita do meu bolo pode ser maravilhosa para mim mas talvez para você não vai dar tanto certo assim. Culpa? Todas nós , lá no fundinho, temos sim. Mas a culpa não pode se transformar em SIM para tudo – pais fisicamente ausentes costumam ser mais permissivos isto é, emocionalmente ausentes.
Minhas amigas,
Sejam felizes do jeito que vocês são. Acreditem no que estão fazendo. Claro que todas nós devemos buscar novos caminhos, a melhorar sempre, ler bastante, trocar idéias com outras mães, acompanhar aqui o FalaMamãe e etc… Mas de uma coisa eu tenho certeza : façam do jeito que o coração mandar, sigam as suas vontades e desejos, tentem acertar sempre mesmo que um acerto vem atrás de inúmeros erros mas o que vale a pena é viver em paz e com tranquilidade. De nada adianta trabalhar demais ou se enterrar dentro de casa se o seu filho perceber que você é uma pessoa infeliz e amargurada. A felicidade é o caminho.
A Mãe Onça
Sempre alerta, com as garras afiadas. Sempre perto, cuidando e ensinando cada passo para um dia poder soltar.
A Mãe Formiga
Trabalhadeira, anda pra lá e pra cá o dia todo. E ainda cuida muito bem da sua casa e dos seus filhotes. Mas morre de canseira e sabe que um dia não vai dar conta de tudo.
A Mãe Pássaro
De vez em quando aparece, dá o alimento e sai voando livremente.
A Mãe Bicho-preguiça
Dorme o dia todo, a babá cuida, a avó cuida, a escola cuida e a vizinha também cuida. É muito cansada apesar de não fazer nada o dia inteiro. Sempre está indisposta e de quebra está sempre gripada ou com dor nas costas.
A Mãe Perua
Essa não precisa nem falar. A própria espécie explica. Fica o dia todo se arrumando, vai ao salão todos os dias, ao shopping, a academia, na drenagem, na massagem e o tempinho que sobra – brinca com o seu filhinho que te espera lindo e cheiroso depois de um gostoso banho dado pela sua babá – é lógico!
A Mãe Galinha de Pinto
Chocadeira por nascença. Dona de uma família grande, cheio de filhos e todos em volta. É controladora, mandona, assume tudo e manda no maridão também – super mãe. Assume até os coleguinhas de seus filhos como filhos e toda tarde tem lanche pra turma.
A Mãe Cobra
É aquela que parece ser boazinha na frente dos outros mas quando chega em casa a cobra vai fumar!
Bom, meninas por enquanto é só! Acompanhem o FalaMamãe e fiquem por dentro de tudo.
Bjos de Carol Siqueira.

Hoje eu quero falar sobre vocês, mães que trabalham fora de casa. Pesquisando sobre esse assunto, li a história de um palestrante que mostrou uma foto a um grupo de mães que tem essa dupla jornada: estão no mercado de trabalho e também fazem as tarefas domésticas.
A foto era de uma mulher linda e magra, com uma pasta executiva num braço e um filho no outro. Os cabelos ao vento expressavam dinamismo, sua criança e suas unhas pareciam muito bem cuidadas. Era a imagem perfeita da mulher que trabalha fora, certo? Errado.
As mães advogadas, professoras e executivas às quais foi apresentada a foto da supermãe não se viram ali naquela imagem, disseram que não era real. Sentiram falta do cansaço e das olheiras, disseram que suas mãos e barriguinhas não se pareciam com as dela e foram unânimes em dizer que trabalhar fora e em casa é muito cansativo.
Algumas mulheres podem conseguir, mas não sinta-se culpada se você é “menos que perfeita”. Todas nós somos! Estudos mostram que mães que estão no mercado de trabalho tem mais sintomas de ansiedade que qualquer outro grupo (solteiras, donas de casa, etc.) e são mais cansadas e adoecem mais que seus maridos. Acontece que elas gastam mais tempo fazendo tarefas domésticas e cuidando dos filhos que seus cônjuges.
A boa notícia é que elas tem mais auto-estima e se deprimem menos que as donas de casa. O trabalho tende a fazer com que a mulher se sinta realizada por um lado, mas pode fazê-la sentir-se culpada por não estar cuidando dos filhos como queria. Aí vem a necessidade do equilíbrio!
Por um lado, parar de trabalhar pode não ser possível economicamente e pode trazer frustração. Por outro lado, os filhos precisam ser acompanhados por essa mãe. Se você se vê nessa situação, então dá-lhe criatividade e cautela para conciliar tudo!
Uma mãe que trabalha fora pode tentar compensar a falta passando tempo de qualidade com os filhos. Eu me lembro que minha mãe fazia valer cada momento que estava conosco, quando não estava muito cansada, e eu e meu irmão víamos isso, nos sentíamos valorizados e amados. Por outro lado, existem mães que trabalham apenas em casa, sentem-se frustradas e “descontam” nas crianças, quantidade de tempo não importa tanto quanto a qualidade. E também não adianta tentar compensar a falta enchendo a criança de presentes. Presente é bom, mas as crianças precisam receber outras coisas como atenção, limites (que causam segurança), educação, exemplos de ética e respeito, etc.
Mantenha uma agenda de horários na cozinha, que é onde todo mundo se encontra. Nela você pode anotar todos os compromissos e afazeres domésticos. Se você já tem filhos “maiorzinhos”, eles podem participar, é uma maneira de a família inteira se conectar e se interar das atividades de todos. É uma maneira também do maridão ganhar algumas tarefas de interesse da família e não só do escritório. A intenção é que todos da casa participem e passem a assumir responsabilidades, desafogando a mamãe. Às vezes a mulher muito dinâmica vai fazer um monte de coisas sozinha pra poupar tempo e energia de tentar delegar. Com uma agenda assim pode ser mais fácil. Uma dica é comprar ou fazer uma agenda da folha grande (A4), com um mês por página, pra ficar mais prático.
A mamãe que trabalha pode sentir-se um pouco desapropriada da maternidade e passar a contar demais com ajuda externa. Vovós, babás, médicos, psicólogos, etc. devem vir pra somar com sua sabedoria, mamãe. Somar e não substituir. É claro que há momentos que a ajuda de um especialista é insubstituível e o conselho da sua mãe é inestimável. Mas o mais importante é você sentir-se confiante com seu juízo de mãe, sentir-se capaz e com poder pra cuidar da sua família, porque o que realmente importa está nas relações de amor entre você e seus familiares, isso ninguém ensina!
Falar dos próprios dilemas e angústias pode aliviar também! Se você sentir vontade de compartilhar com uma amiga ou conosco. Então, Fala mamãe!
Beijos a todas de Carol Moreira.

Amigas leitoras!
Estou aqui com mais um post. Tendo abordado na semana passada sobre a escola do seu filho, hoje falarei sobre a:
A adaptação na escola.
Justamente por se tratar de algo novo para a criança, requer um período de adaptação, especialmente para as que estão indo para escola pela primeira vez. A fase de adaptação pode durar alguns minutinhos, horas, dias e até meses… depende da criança e também dos pais!