
Lembram do post que escrevi desesperadamente sobre as birras de crianças com 2 anos? Sobre a radical mudança de comportamento? Escrevi ainda esta semana mesmo. Para quem não leu, vale a pena. O post ainda está na página principal.
Agora vou dar algumas dicas sobre como ensinar os nossos filhos sobre valores importantes na vida com atitudes simples mas que com certeza, vai ficar para sempre.
Ai, como eu fico preocupada com algumas reações do Paulo Neto quando impomos limites a ele!
É birra garantida, ele joga os brinquedos no chão e nos desafia mesmo escutando o nosso NÃO.
Resolvi então pesquisar mais sobre este assunto e veja no que deu.

Olá! Aqui é Carol Moreira, psicóloga do FalaMamãe.
Como prometido, hoje vamos conversar sobre o melhor estilo de se educar os filhos e como usá-lo para fomentar valores importantes como amor à família, compromisso com o bem dos outros, da natureza e outros valores que sua família cultive.

Aqui estou eu, Carol, pesquisando sobre mais um assunto que ainda não vivenciei com o meu filho – criar irmãos com carinho e não esquecer nunca que eles são diferentes seres humanos e possuem suas individualidades. Tudo isso por uma leitora que me enviou um e-mail me colocando a seguinte questão:
Tenho dois filhos, eles estão crescendo e tenho medo de não estar educando corretamente pois às vezes acho que dou mais amor a um do que a outro. Por favor me ajudem.
Bom, primeiramente ainda sou mãe de um filho, por enquanto somente do Paulo Neto e como o FalaMamãe.com é um troca de experiências quero ressaltar que eu ainda não vivi este dilema muito comum em mães de dois ou mais filhos.
Estive conversando com algumas amigas, mães de muitos filhos e consegui achar alguns caminhos de acordo com experiências de mãe, OK?
- Seja um filho de 2 anos ou de 10, não importa a idade, ele precisa de você inteira. É muito importante que você, mamãe, tire um tempinho para cada um deles. Que seja para conversar, para brincar e até mesmo para estudar juntos mas que neste tempo, o filho que estiver com você se sinta único.
- Se você tem mais afinidades com um, veja bem qual é o melhor caminho – primeiro tente equilibrar isso dentro de você e não deixe que isso transpareça para eles porque o filho que você tem menos afinidade perceber, é imediato que ele se sinta menos amado. Tente buscar uma maneira que você se sinta conectada com os todos os filhos. Se um deles gosta de falar de futebol, fale também. Já se um prefere mesmo é jogar um bom vídeo-game, jogue com ele. Entenda as particularidades de cada um e participe.
- Quando você tiver com um filho, não fale tanto do outro. E não negue a atenção ao filho que você tem mais afinidade para compensar o outro.
- Faça com que os seus filhos admiram um ao outro e deixe que eles vivam as responsabilidades e privilégios um do outro.
- O momento a dois – seu e de seu filho. Deixe que o pai passeia com o outro. E assim vice-versa. É importante que cada um se sinta filho único de vez em quando.
- Crie irmãos que se amam amando todos igualmente. Se você valorizar um mais que o outro, pode ser um começo de uma grande rivalidade em casa e o pior – isso causa traumas para uma vida inteira. Pense nisso.
Nesta edição a Revista Crescer trouxe como tema de capa e uma ótima matéria falando sobre irmãos como Ter irmãos é bom demais!
Algumas das idéias aqui também foram pesquisadas nesta edição e melhor, minhas amigas mães com mais de 2 filhos complementaram de acordo com o dia a dia delas.
Mas todas confirmam – esse tipo de pensamento é comum, às vezes pode até bater um remorso mas é bom que você se policie, sim. Sentir-se excluído ou menos querido pelos próprios pais pode ser muito perigoso para o comportamento da criança e seus desenvolvimentos.
Bom, acho que ajudei.
Bjos de Carol Siqueira.
É comum ouvirmos dizer que a família é uma instituição falida, que os pais são ausentes, as crianças mal-criadas, que as famílias estão sendo destruídas pelo divórcio, e tantos outros ataques! Tudo isso tem algum fundamento, mas eu gostaria de convidá-los a ver a coisa por outro lado.
Imagine um pai que acorda de manhã, desperta seu filho, prepara um café e pães na frigideira e certifica-se de que a criança escovou os dentes, colocou um uniforme limpo e arrumou a mochila. Ele leva a criança à escola e vai pro trabalho. No final do dia ele volta pra casa e encontra seu filho que passou a tarde fazendo tarefa e brincando no prédio. Os dois vão pra casa da avó da criança para jantar e, na volta, passam na sorveteria. Às dez e meia o pai desliga a TV e diz que é hora de dormir. A criança escova os dentes e pergunta se ficou limpinho. Recebe um elogio e um beijo, e vai pra cama.
Essa não é uma casa tradicional, mas você consegue sentir um “gostinho” de família nessa estória? Esse gostinho, esse sentimento de família pode ser chamado de familidade. E há quem diga que onde ele estiver, aí estará uma família. Seja em casas de pessoas que moram sozinhas, pares homossexuais com ou sem filhos, casais que apenas “se juntam”, pais ou mães solteiras. Muitas dessas pessoas lutam pelo direito de serem chamadas de FAMÍLIA! Elas valorizam essa instituição e querem ser uma também. Pensando assim, a família não parece uma instituição falida, não é mesmo? Acontece que a família tradicional está perdendo espaço para esses novos tipos e mais: ela mesma está se reinventando!
As famílias mudaram, estão menores, muitas delas são recompostas (segundo casamento), as mães e pais passam menos tempo com os filhos, as crianças estão mais no vídeo game, televisão, computador. Mas não necessariamente isso tem que ser ruim! Uma família nos moldes atuais pode compensar essas desvantagens de várias maneiras. Existe hoje uma série de coisas que pode nos ajudar no dia a dia, na saúde, longevidade, comunicação, entretenimento… e na família! Com carinho e cuidado, as novas famílias podem ser tão ou mais funcionais que as mais antigas, que também tinham seus problemas. O importante é não sermos pessimistas e nos reinventarmos também.
Ao longo das nossas conversas aqui, eu quero falar com vocês sobre alguns desafios que as famílias enfrentam hoje, como a mãe que trabalha fora, filhos únicos, a criança que já acessa internet ou está passando muito tempo no computador e TV, ausência da figura paterna, entre outros.
Deixem suas sugestões! Vejo você aqui no Fala Mamãe.
De Carol Moreira – psicóloga.