
Hoje mesmo eu estava pesquisando alguns assuntos relacionados sobre as avós de hoje e encontrei uma pergunta que me fez parar e ler todo um capítulo:
As avós é mãe com açúcar? ou,
Avós é duas vezes mães?
O marido que envelhece, a perda dos atrativos sexuais (claro que não era como antes!) e o afastamento dos filhos – essas experiências deixam vazios e sentimentos amorosos à deriva em busca de novos objetos.
O neto então se oferece com um objeto privilegiado para ocupar esse espaço. O vazio deixado pelo casamento dos filhos e o sentimento de desvalorização dos idosos podem ser compensados pela chegada do neto, prazerosa ilusão da presença de ausentes.
A relação com ele remete a um passado que retorna e traz ao mesmo tempo a possibilidade de reviver experiências antigas e de reconciliar-se com as atuais.
Dentre as variadas descobertas positivas que a maturidade oferece, talvez essa seja a experiência mais rica, pois mobiliza também emoções intensas e inéditas.
A Avó é mãe com açúcar é uma frase tão repetida que nos levam a acreditar que essa seria, em relação a maternidade, uma experiência de segunda mão.
E também não é verdade que as avós só ficam com o melhor da festa e não se preocupam com problemas sérios, que seriam da responsabilidade da mãe.
Esse trecho foi tirado do livro – O Livro dos Avós – de Lidia R.Aratangy e Leonardo Posternak.
Eu achei tudo muito sútil e acho que nós, mães atualizadas, devemos acima de tudo respeitar as avós. Os cuidados e o amor que elas tem pelos nossos filhos devem sobrepor qualquer diferença. E os autores mostram claramente aqui, nessa pequena passagem, que as avós não são mães de segunda mão. São mães e avós, sofrem pelos netos e pelos filhos. Se preocupam com os netos e com os filhos.
E digo mais: quem não aceita a ajuda de uma avó que se disponibiliza para cuidar do neto, sai perdendo e muito!
Grande abraços de Carol Siqueira.

Tenho pensado muito sobre educação. Não a da escola.
Mas a educação que vem de criação, de berço.
É normal às vezes sentirmos tão inseguras porque as nossas crianças nos testam o tempo todo.
No meu caso, com o Paulo Neto é assim: ele me pede muito uma coisa e quando eu falo – Tá bom! A mamãe deixa. Logo em seguida ele me pergunta: Mas por que você deixou?
Ele mesmo quer saber o que ele fez de certo ou de errado e testar a minha autoridade.
Juro que às vezes acho que vou surtar. Essa é a palavra: surto total.
A fase das birras de bebê – aquelas de se jogar no chão – já passou por aqui. Agora o teste é de inteligência, de conversar e explicar. Muita explicação mesmo.
E para falar sobre limites em crianças, ninguém melhor que Tania Zagury em seu livro Limites sem traumas. Esse é o meu livro de cabeceira, onde leio e releio sempre que eu necessito, virou um livro de consulta para mim.
E vejam só que fantástico o que ela fala sobre o que é dar limites para uma criança:
- Ensinar que os direitos são iguais para todos.
- Ensinar que existem outras pessoas no mundo.
- Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.
- Dizer sim sempre que possível e não sempre que necessário.
- Só dizer não aos filhos quando houver uma razão concreta.
- Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.
- Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam).
- Ensinar a tolerar pequenas frustações no presente para que no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que um chefe dê um parecer sobre sua promoção).
- Desenvolver a capacidade de adiar a satisfação.
- Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.
Portanto, minhas amigas! Dar limite é acima de tudo, dar exemplo e amor.
Bjos de Carol Siqueira.

Em comemoração ao dia das mães, no mês de maio, vamos falar sobre a importância do vínculo materno.
Muito se ouve falar sobre essa relação forte entre mães e bebês, que desde o princípio são construídas e que geralmente se tornam fortes e tão significativas, que tão somente no colo da mamãe que o filho para de chorar. Uma linda cena marca o nascimento de grande parte dos bebês, todos nascem chorando, e ao encostar na mãe, e ouvirem a sua voz, calam-se na hora, mas como nasce esse amor? E qual importância tem esse amor para o bebê?
Primeiramente, o vínculo é definido como laço, tudo o que ata, liga ou aperta, portanto o vínculo materno, é o laço, o que liga, o que aperta entre a mãe e o bebê. É a partir do vínculo materno que o bebê vai ter as primeiras experiências com o mundo, a mãe tem um papel importante de apresentar o mundo para o bebê.
A relação da mãe com seu filho constrói-se inicialmente ao longo da gestação, e é influenciada por suas perspectivas e pela relação que estabelece já neste período. Desde quando descobrimos que estamos grávidas, começamos cuidar, conversar, acariciar o nosso bebê, e começamos então a estabelecer esse vínculo. O vínculo é gradativo, portanto não acontece de um dia para o outro, ele é alimentado diariamente.
Depois do nascimento do bebê, a mãe vive um período de doação praticamente de tempo integral ao recém nascido, que Winnicott 2002, denomina de “estado de preocupação materna primária” implica em uma regressão parcial por parte da mãe, a fim de identificar-se com o bebê e, assim, saber do que ele precisa, mas, ao mesmo tempo, ela mantém o seu lugar de adulta.
A tão sonhada amamentação é uma importante experiências externa de troca entre a mãe e o bebê, que promove a sensação interior de auto-estima em ambos, além de serem estimulados mecanismos sensoriais, hormonais, fisiológicos, imunológicos e emocionais. Mas para as mães que por algum motivo não podem ou não conseguem amamentar, a criança não estará prejudicada psicologicamente exclusivamente por não ter amamentado em sua mãe, a mamadeira pode ser dada como um seio amoroso. O importante é a maneira que a mãe pega o seu filho no colo, acolhendo-o com muito amor e carinho, fazendo com que ele se sinta amado, querido, desejado.
Bowlby, explica que a relação saudável entre o bebê ou a criança com sua mãe é de grande importância para o desenvolvimento de uma personalidade estável e autoconfiante, pois a criança sente que pode contar com o apoio materno. É necessário também que essa criança possua contatos com outras figuras como pai, irmãos, avós, tios, primos e outros.
Estudiosos defendem em pesquisas que as crianças que não são amadas costumam tornar-se pessoas que não amam. É a partir dessa teoria que se explica a importância do apego inicial pois, constitui o fundamento para os relacionamentos futuros.
Por isso mamães e futuras mamães, demonstre mesmo o seu amor, da sua forma, com o seu toque, o seu calor, desde o momento da descoberta até quando for possível, pois esse vínculo é muito importante no início da vida, mas também é prazeroso a vida inteira! O importante é lembrar que tudo deve ser feito com muito amor e naturalidade, pois cada mãe é única e precisa agir de acordo com as suas possibilidades!
Sou Fabiana Cunha, psicóloga.
Estou à disposição para tirar as dúvidas e podem perguntar por aqui mesmo.
É só deixar o comentário ou no meu e-mail – fabianafcunha@hotmail.com
Ontem toda a nossa família se emocionou com o batizado do nosso pequeno e abençoado Antônio.
O Antônio tem uma doçura natural, que é dele e desde o dia em que nasceu, ele ganhou o coração de todos.
Sua mãe, a Luciana, é muito especial para mim. A Luciana, conhecida por Tia Lú, foi a primeira pessoa que tive mais contato quando eu comecei a namorar com o Paulo Jr, meu esposo. Ela abriu as portas da família e daí em diante, ficamos muito amigas.
A recepção do batizado aconteceu na casa da minha sogra Ivanilda e que junto com a madrinha do Antônio, minha cunhada Mônika, decoraram a festa pós-batizado com muito carinho entre flores, ursos e jardim.
Para dar um toque bem pessoal e especial, as belas fotos do Antônio foram espalhadas na mesa dos doces para que todos vissem o quanto ele é amado pela sua família.
E que Deus continue abençoando o nosso pequeno Antônio com muita saúde e paz.
E mesmo tão pequenininho o Antônio já nos mostrou que algumas diferenças na vida são muito pequenas quando se tem muito amor no coração. Tão frágil e forte.
Seja bem-vindo, Antônio!
De sua titia que te ama muito, Carol Siqueira.