26.02
2013

O Super Filho!

A síndrome do Super Filho é realidade. Todos querem um filho perfeito e assim, acabam esquecendo que são seres humanos.

Queridas amigas,

Esses dias pra trás, enquanto conversávamos sobre o futuro e ter outro bebê, eu e meu esposo estávamos relembrando o quanto sofremos com as noites mal dormidas. O quanto era difícil ter de acordar 3 a 4 vezes na noite e começar a rotina de dar a mamadeira, trocar a fralda, fazê-lo dormir e ficar ainda mais meia hora na vigia devido ao refluxo.
O quanto era difícil sair para almoçar e nunca conseguíamos mais comer juntos, nem mesmo bater um papo de 10 minutos em um restaurante, porque enquanto um almoçava ou jantava o outro ficava acudindo – a palavra é essa mesma – acudindo o bebê.
Era sábado, domingo, Páscoa ou Natal… As horas eram sempre as mesmas para acordar. Pontualmente 6 da manhã, lá estava nós, em frente a TV com o pequeno de olhinhos bem abertos. Aos domingos era sempre mais difícil tolerar o silêncio, enquanto todos dormiam, lá estava nós, já lavando a terceira mamadeira do dia que já havia começado sem mesmo o sol nascer.
Hoje as dificuldades continuam. Bem diferentes mas talvez até mais difíceis.
Quando você começa no treinamento intensivo da educação de falar mil vezes por minuto a mesma coisa, tentando todas as técnicas possíveis de abaixar e conversar olhando nos olhos ou a opção também de nem olhar pra trás e deixar rolar de birra no chão ou até mesmo ameaçar umas chineladas…
E nesse progresso meio louco, alucinante, me lembro do nosso querido pediatra Dr.Aziz, que sem cortar meias palavras, muito verdadeiramente olhando em nossos olhos cansados e cheios de olheiras, entrando em seu consultório, nos disse:
Vocês estão achando o quê? Que ter filhos é igual brincar de boneca? Que você põe pra dormir na hora que quer? Esquece!
A cada dia que passa entendo mais e mais o que o nosso mestre pediatra nos disse naquele dia. Com um bebê tão pequeno nos braços, zero de experiência mas muito amor pra dar.

O problema está aí. Infelizmente, queremos filhos perfeitos. Crianças lindamente educadas, sempre penteadas, com sorrisos brilhantes e que saibam dividir, divertir e ainda alegrar a todos em volta.  

E quem não participa, cuida, respeita, educa… pode até ser pai ou mãe mas não está vivendo a maternidade completa, docemente amarga mas inesquecível em cada momento vivido. E hoje fecho este post com uma senhora reflexão tirada de um trecho do livro A Sociedade dos Filhos Orfãos de Sergio Sinay.

Ah, sim… Quero um filho! 
Quero um filho que seja menino (ou menina), quero que nasça no dia e horário programado (como planejamos com o obstetra, uma vez que ele e nós temos uma agenda complicada), quero que saiba inglês, que jogue tênis, que seja meu amigo e que me divirta. Que me deslumbre com sua inteligência, que seja saudável, que durma nove ou dez horas desde o princípio, que tenha amiguinhos com os quais faça programas, que se adapte às minhas necessidades, viagens e excursões, que me deixe com tempo pra mim mesmo, que seja um geniozinho da informática, que seja o melhor da classe, que desperte a inveja de meus amigos, que não me questione quando crescer, que não me traga problemas, que me peça que o leve e que o traga, mas apenas quando me convier. Que me admire mas que não compita comigo, que amanhã me dê netos ou netas tão perfeitos como ele ou ela (e que além disso esses netos não me chamem de vovô ou vovó para que eu não me sinta velho). E quero que isto tudo aconteça logo, mas sem que eu envelheça. E além disso, desejo que alguém se encarregue de que tudo transcorra assim, como estou pedindo. Alguém. A babá, a escola, o computador, minha mãe, minha sogra, o terapeuta, o celular, o McDonalds, o clube, a academia. Alguém. Que alguém se ocupe. Porque eu não tenho tempo.

Fica a dica de que ser mãe ou ser pai vai muito mais além do tempo de qualidade, que os poucos minutos programados com os nossos filhos não saem tão perfeitos porque maternidade não combina com perfeição. Se tiver tudo muito certinho ou quietinho demais pode começar a desconfiar que algo está errado.
E são por todas as lágrimas que caem de alegria ou desespero é que fazem valer a pena todos os segundos ao lado de nossos filhos. Momentos tão mágicos onde se aprende ensinando que fazem de nós adultos, ficarem abobados de tanta felicidade.

Grande bjos de Carol Siqueira.

04.02
2013

Chegou a hora do xororô!

Queridas amigas,

As férias acabaram. E para quem é mãe de primeira viagem com o seu filhote indo para a escola pela primeira vez, é bem angustiante!
Existe aí uma pitada de alívio (afinal filho na escola a mãe tem mais tempo para ela ou para o trabalho, para a casa, para o irmãozinho que ainda é bebê) mas também tem aquela dorzinha no peito que toda mãe sente quando deixa seu filho na escola pela primeira vez.
Eu já passei por isso e quando eu vi o meu pequeno chorando e esticando os bracinhos, eu corri para o carro e chorei.

Mas aí vai dicas, mamães, bem práticas mesmo, que aprendi:

- Quanto mais insegurança você passar, mais a criança sente e também fica insegura quanto a nova rotina.
- Tem crianças que chora muito na primeira semana, tem crianças que não chora nada mas sempre existe uma recaída. Fique atenta a outras formas da criança avisar você que está chateada. O Paulo Neto não chorou mas ficou agressivo comigo, mesmo ele gostando de ir pra escola, ele estava triste.
- Existe uma grande possibilidade que na primeira semana o seu filho fique bem tranquilo, não chore. Mas quando a ficha cai e o pequeno entende que não é só mais um passeio, pode ser que neste momento ele dê mais trabalho na hora de ir pra escola.
- Seu filho pode trocar o xororô na escola pela birra em casa na hora de colocar o uniforme, na hora de ir. Tenha paciência.

Como funciona esse processo de adaptação nos Estados Unidos?

Se hoje eu estivesse passando por isso pela primeira vez eu seria mais prática com relação a este assunto. No meu bate-papo aqui com as mães de Boston, nos Estados Unidos, é proibido a mãe ficar na escola, olhando de longe o choro de seu filho, chorando também, sofrendo… nada disso aqui acontece.
As crianças são entregues na mão da professora, a mãe dá um tchauzinho e vai embora. Pode ser até mais frio que a gente, mas a criança sofre menos.
Aqui também existe uma preparação por parte da escola orientando as famílias como deve ser esse processo de adaptação. Inclusive a escola já ajuda a família mudar a rotina da criança antes mesmo dela ir pra escola, adaptando novos horários de sono e estimulando tarefas escolares em casa.

Bom, meninas!
Ainda vamos conversar muito sobre isso inclusive estou preparando um FalaMamãe na TV que irá falar tudo sobre adaptação na escola com dicas de especialistas e bate-papo com mamães.
Mas fiquem tranquilas. Uma nova fase está surgindo na vida de seu filho, novas amizades virão e já posso dizer que é uma delícia! 

Super beijos de Carol Siqueira e para mães de primeira viagem, forças e boa sorte!
Carol Siqueira. 

 

16.01
2013

Guerra na hora de comer!

Queridas amigas,

Ao ver a minha amiga pelejando para a sua pequena comer me lembrei da minha época de pelejo com o Paulo Neto.
Sinceramente falando, eu ficava tão nervosa e preocupada quando ele não queria comer ou fazer da comida uma brincadeira, que antes mesmo de começar eu já ficava até meio trêmula.
Sem medo algum de falar: às vezes eu já ligava a TV no Xuxa Só Para Baixinhos 1, 2, 3 e… até que eu conseguisse umas boas colheradas do meu pequeno. Porque mãe faz o de tudo para filho comer. Ainda mais que o meu pequeno ficava sempre abaixo da média de peso.
Mesmo passado 4 anos e hoje ele adora um belo prato cheio de arroz com feijão sem frescuras, ao assistir a cena da minha amiga com a sua pequena de quase 2 anos eu fiquei pensando em escrever este post.
O que fazer nesta hora?
Não tem receita para isso. Tem algumas dicas mas para cada mamãe e bebê existe uma forma de se darem bem na hora do papá.

Vai começar tudo de novo…
Essa é uma das queixas que mães exaustas sempre falam quando estão cara a cara com os seus bebês na hora de comer. Ela, o cadeirão e aquela carinha fofinha que só está esperando a hora certa para começar a arremessar o arroz com bife.

Aqui segue algumas dicas que eu fazia e sempre dava certo. Só para não enlouquecer!

1. Lugar de comer é na cozinha, na copa ou na sala de jantar e em nenhum outro lugar.

2. Rigidez também com o horário. Não comeu na hora certa, terá de esperar a próxima refeição. Uma sugestão é servir às 7 horas o café da manhã, às 10 o lanche matinal, às 12h30 o almoço, às 16 horas o lanche da tarde e às 19 o jantar. Não deixe intervalos longos entre as refeições para que ele não ataque bobagens.

3. Organize um cardápio variado, pois, assim como vocês, seu filho também não aguenta a monotonia do arroz, feijão, bife e batata todo dia. 

4. Siga a quantidade certa para a idade de seu filho. Não adianta fazer um pratão de adulto quando ele só consegue dar conta de uma xícara e meia de chá de comida.

5. Jamais insista para que ele coma só mais uma colherada. É bom que ele aprenda a parar quando estiver saciado. 

6. Em hipótese alguma substitua parte da refeição ou toda ela simplesmente porque seu filho não quer um determinado alimento. Assim como os adultos, os pequenos também têm preferências. 

7. Chantagem não vale. Nunca diga: “Se você comer brócolis, vai ganhar chocolate”. 

8. Se o seu pequeno se machucou, não dê a ele comida como compensação. É meio caminho andado para gerar adultos com problemas com a balança, porque aprenderam a afogar as mágoas no alimento.

Meninas, tenham certeza de que o que estão fazendo é o correto, pois a criança percebe o grau de segurança dos pais e é isso que garantirá o cumprimento das regras. Crianças não passam fome! O pediatra do Paulo Neto sempre me falava isso e é a mais pura verdade. Só não comem quando não querem mesmo.

Acho importante ter um certo equilíbrio e ensinar a criança comer mas tudo deve ser com calma, naturalidade e sem forçar demais a barra, colocando comida boca abaixo até a criança fazer vômito. Cada mãe sabe usar a sua magia para fazer o seu filho comer.
Tem muita gente que critica os aviãozinhos que as nossas mães faziam mas eu mesma já fiz até helicóptero.

E se a criança estiver doente aqui vai a última dica:
O apetite é o primeiro a desaparecer e o último a voltar!

Super bjos de Carol Siqueira

15.01
2013

Dilema: você já viajou sem o seu filho? Ou é daquelas que leva o pequeno até para as montanhas?

Eu e meu pequeno a bordo do navio Costa Fascinosa.

Queridas amigas,

Estou de volta! Ai, que saudades que eu estava de escrever por aqui. Tem temas borbulhando pela minha cabeça.
Quem me acompanha pelo Instagram ou Twitter – ambos por @falamamae ou Facebook por @carolsiqueira sabe que eu estava em uma viagem de Cruzeiro. Que delícia!
Uma viagem inesquecível, de muita paz e descanso. Mas é claro que viajar com crianças exige uma atenção redobrada em tudo:
na hora de levar medicamentos, roupas, acessórios…tudo!
Viajar com crianças é tão difícil que chega a ser uma arte. Não adianta negar. A gente fica mais ansiosa e com mais medo das coisas, a gente não se aventura.
E por isso eu resolvi escrever este post. Pra contar um pouco da minha experiência de fazer um Cruzeiro internacional com o meu pequeno e com a família toda.
E talvez ajudar outras mamães, como a minha amiga Fabiana, que ainda não sabe se leva a sua filhinha de quase 2 aninhos para um Cruzeiro ou se deixa ela na casa da vovó.

Vamos começar falando da minha viagem então?

Fizemos um Cruzeiro pela companhia Costa. O navio se chama Costa Fascinosa e é um mega navio, novinho em folha que foi inaugurado em 2012. Ele é italiano, possui 18 andares com 5000 mil pessoas a bordo. Ele magnífico e quase inacreditável o tamanho dessa obra que é de tirar o fôlego de qualquer um quando a vê.
Fizemos o seguinte roteiro: saimos de Santos, fomos para o Rio de Janeiro, Buenos Aires, Punta de Leste, Imbituba e Porto Belo. Foram 10 dias mágicos de puro luxo e conforto.
Dentro do navio existem milhares de atrações, shows, festas e muita agitação. Muito sol e praia. Tango nas ruas de Buenos Aires e romantismo puro.
E daí você me pergunta: existe lugar para crianças em passeios como este?
Sim. Existe. Mas não posso mentir pra vocês: com os filhos aproveitamos 50% da viagem. Porque criança cansa muito rápido, se está cansado a criança estressa e quando estressa é birra na certa e daí vai.
A minha experiência no show de tango que fomos em Buenos Aires durante a noite não foi das melhores. Nada a haver com crianças.
O show começou as 10 e meia da noite. Por mais que eu tenha preparado para isso e fiz o Paulo Neto dormir quase a tarde toda, ele não gostou do ambiente e já pediu para ir embora assim que chegou. Conclusão: eu fiquei em pé, de salto, tentando fazer ele dormir no colo (um menino de quase 5 anos) e sem assistir nada do show.
Foi aí que a minha ficha caiu de verdade. Eu sempre fui muito resistente a viagens sem o meu pequeno. Mas vi que existem lugares, passeios que não são mesmo para crianças.
Este não foi o caso dessa viagem de navio porque já programamos para levar o nosso pequeno de qualquer jeito. Não arrependi.
Mas hoje estou mais segura em fazer viagens somente eu e meu marido.

Em Buenos Aires visitem…
- O bairro Las Bocas (um passeio onde se vê o tango nas ruas, a raiz da Argentina)
- Rua Florida (todas as lojas, muito shoppings e uma rua muito charmosa que faz lembrar a iluminada Paris)
- Galeria Pacífico (as melhores lojas mas cuidado: lá está muito caro porque os nossos hermanos estão passando por uma fase difícil e por isso, achei coisas lá pra vender o triplo do preço).

Em Punta Del Este vejam…
- A praia. Maravilhosa. Nunca vi um céu tão azul.
- Visitem as lojinhas da La Barra em Canoa Quebrada com todos os tipos de lembrancinhas.
- Se der visitem o parque infantil Jaguel. Aberto ao público, este parque é bem diferente. Todos os brinquedos são feitos por galhos de árvores.
- Pare e deguste o melhor doce de leite do mundo na fazenda Lapataia. Excelente local para quem for com as crianças porque lá tem um parquinho no meio da natureza e um passeio de trator para ver as belas paisagens da fazenda. As crianças adoram!

A fazendo Lapataia em Punta é um excelente passeio para quem for com as crianças. Diversão garantida!

 

Fica a dica!
- Compensa fazer compras dentro do navio e ficar atenta as promoções.
- Tem uma academia maravilhosa para quem não quer engordar quase 5 quilos dentro de um navio onde não se pára de comer 1 minuto.
- Tem um salão completo. Com manicure e tudo.

O que você não faz se levar o seu filho?
- Ficar nas baladas do navio.
- Ficar horas no sol.
- Aproveitar os shows noturnos em Buenos.
- Se jogar na boate do navio que é uma das melhores que eu já frequentei e tomar os drinques maravilhosos sem se preocupar em acordar no outro dia.

Meus amores em Punta Del Este.

Confesso que para mim foi mais fácil porque viajamos em família e a minha sogra sempre me ajudou bastante. Por exemplo: no dia do baile do comandante, eu tirei o vestido longo e fui para a boate. Saí de lá quase 6 da manhã e despreocupada.
Para quem for com os filhos, ou leve a babá ou já vai consciente que não dá pra fazer tudo e aproveitar muito as atrações noturnas do navio.

Se for com crianças aproveite…
- O serviço de atrações infantil. Tem uma equipe bem treinada e tudo muito seguro para o seu filho passar o dia com eles e você tomar um  solzinho.
- O parquinho aquático para as crianças é lindo. Super fofo. Mas tem um problema: eu achei a água bem fria. Mas com muito calor dá para aproveitar!
- As praias. Afinal, que criança não gosta de brincar na areia?
- Leve o carrinho. Assim se a criança dormir a noite, com o carrinho dá para andar e aproveitar algumas atrações durante a noite. 

Bom, meninas!
É difícil dar um veredito final se compensa ou não levar uma criança para um navio. Mesmo sendo para o mesmo lugar existe uma viagem com a criança e outra viagem sem a criança.
Na semana que vem vou viajar para Boston com o meu pequeno e confesso que sinto um grande alívio em saber que o meu filhote está comigo, onde quer que eu esteja ele vai estar do meu lado. Mas já adianto: no nosso aniversário de 10 anos de casamento que será ano que vem vou programar uma viagem a 2!

Essas são as dicas para quem gosta de viajar com o filho do lado,
Super bjos de Carol Siqueira. 

 

 

 

05.12
2012

Por que será que ele faz o de tudo pra me irritar?

Quando eles fazem essa carinha dá vontade de sair correndo. Haja paciência e sabedoria!

Queridas amigas,

Como sempre vou relatar aqui os meus dilemas. E não posso deixar de compartilhar aqui com vocês que às vezes me sinto muito insegura como mãe do Paulo Neto.
Não existe perfeição e estou longe dessa ideia mas o que a gente mais quer é quando os nossos filhos chegarem lá na frente, como homens, possamos nos orgulhar de que pelo menos muitas coisas deram certo.
A fase de 4 anos é bem complicadinha. Sinto que o meu pequeno me testa a todo momento. O meu filho sempre teve a personalidade forte, de verdade mesmo, e isso é desde bebê.
Mas agora, no auge de seus 4 aninhos, achei que aflorou mais. Ele não é muito passivo.
Vejo que a todo momento ele quer me testar até onde vai a minha paciência ou o meu amor. É claro que ele não tem este pensamento lógico ainda e calculado. Mas ele sabe o que me deixa feliz e o que me deixa chateada. A fase também de sempre se achar um super-herói é bem complexa. Porque eles sempre se acham os mais fortes e quem provar essa força a qualquer custo.

Também percebo que nessa fase intensa de crescimento as birras diminuíram porque agora ele sabe se expressar de forma mais clara e não precisa se jogar no chão para chamar a atenção. Ele fala quase corretamente tudo e com muita firmeza de seus sentimentos.
Engraçado dizer tudo isso de uma criança com apenas 4 anos. Mas é a nossa realidade, mamães. Nossos filhos estão mais precoces.

Diante disso tudo, às vezes me sinto perdida e graças a minha terapeuta, saio de lá com poucos nós na cabeça. Mais reflexiva e mais tranquila de que estou tentando fazer o certo ou melhor, o mais apropriado.
Mas quando nasce um filho, nasce uma mãe e nasce junto dela, a culpa.
Carregamos uma culpa sempre. Não é questão de tempo: se ficamos muito ou pouco tempo com os nossos filhos. A culpa sempre aparece.
E com a culpa a incerteza de que será que o meu filho me ama mesmo?
Por que será que entre tantas pessoas ele sempre dá um jeitinho de me irritar?
Será amor demais ou pouco demais?
E entre tantas dúvidas, pode ser amor demais. Ele sente tanto amor que muito confia em nesse sentimento que, mesmo falando tudo ou fazendo tudo para me tirar do sério, ele sabe que nunca perderá o meu amor e nem o amor dele por mim.
Ele confia no amor dele por mim. Eu que sinto a incerteza, entre os meus dilemas, medos e anseios… penso até que ele possa nem me amar tanto.
Tudo muito confuso e simples ao mesmo tempo.
Não posso deixar que o medo tome conta de minhas atitudes porque o nosso amor é grande demais. E é tudo baseado neste amor é que vou educar o meu filho, sem medo que ele possa deixar de me amar.
Então mamães, acho que isso tudo é normal. Eu preciso confiar neste amor e não deixar que nada disso atrapalhe a minha trajetória em sua educação, mesmo nas horas em que eu preciso ser mais forte. Que são quase todas as horas do dia.

Um grande abraço a todas,
De Carol Siqueira.

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