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Sweet Baby




Posts com a Tag ‘babá’
02/09/10

Minhas amigas! Que saudades de vocês.

O meu pequeno está com febre de 39. E quando ele está assim, até esqueço do computador mas nunca esqueço do FalaMamãe, que é um dos maiores prazeres da minha vida poder compartilhar os meus sentimentos aqui com vocês.
Tudo que passo, que ouço, que leio, que pesquiso e vivo como mãe quero escrever aqui. Tudo mesmo.
Eu fico só pensando: Nossa, preciso falar disso no FalaMamãe. Nossa, que legal. Isso vai dar um post interessante!

E nesta semana nada muito fácil, conversei com o pediatra do Paulo Neto e ele me disse que está trabalhando cada dia mais tenso devido a pouca umidade do ar e ele me explicou também que sintomas como espirros, coriza, olhos lacrimejando é defesa do corpo humano contra o tempo seco. Isso ocorre porque as veias dilatam e o corpo responde com liberação de líquidos para equilibrar… sintomas que andam levando centenas de crianças aos consultórios mas que não passam de uma simples defesa.

E com tosse, febre, noites na nossa cama vem também a comprovação da segurança e do nosso amor que passamos para os nossos filhos. Quantas vezes eles não preferem a babá, as avós, os avôs ou qualquer outra pessoa que nos auxilia nos cuidados com eles? E já logo pensamos, será que o meu filho me ama muito e sabe que eu sou a mãe dele?

Leiam este post e comprovem que amor de pai e mãe não tem concorrência.

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10/08/10

Olá Meninas!

Ontem foi um marco para mim, senti uma alegria imensa e no final do dia uma paz e uma realização tomou conta.

Mais um dia se acabava mas não era um dia comum, era um dia de trabalho. 
Isso mesmo, depois de quase 3 anos ontem eu voltei à ativa.

Fiz briefing, passei para a dupla (e o melhor que o briefing é também de um projeto nosso!) e quase sem parar, todas as minhas tardes de agora em diante serão assim. Estamos trabalhando duro mas com muita felicidade em um projeto que é nosso, meu e do meu querido esposo. E quando voltamos para a casa, a noitinha, éramos do nosso pequeno. Só queríamos brincar com ele, tomar banho juntos e aproveitar cada segundinho juntos.

Me sinto realizada porque sei que estou voltando no momento ideal para mim e para o Paulo Neto, sem neuras e sem culpas. Me sinto imensamente feliz e para comprovar isso tudo, ontem mesmo li uma matéria muito interessante na revista Época (a qual assinamos) sobre uma nova pesquisa que diz que a mãe deve voltar a trabalhar sem culpa e mães que trabalham são mais realizadas e felizes. Mas o estudo não só comprovou isso que parece óbvio, têm mais surpresas por aí revelada. Continuem lendo e vamos nos surpreender juntas…

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29/01/10

Olá Minhas queridas amigas!

Como estamos dando mais ênfase sobre ESCOLA E EDUCAÇÃO, vamos discutir um dilema que a maioria das mulheres passam hoje em dia. Os seus dias de liçenca-maternidade estão acabando, a agonia está tomando conta do seu ser e você precisa resolver:
- O que eu faço? Deixo na creche, com uma babá ou na casa da avó?

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22/01/10


Olá Meninas!

Este post VAI BOMBAR… É que juntei as maiores experiências num post sobre todos os assuntos que vivemos em nossos dias de mães.

E sempre queremos perguntar uma para outra: E você, como faz para o seu filho dormir? Como arruma tempo para você e seu marido? Seu filho come bem todos os dias?

Vamos falar sobre SONO, ALIMENTAÇÃO, HIGIENE, AMAMENTAÇÃO, FAMILIARES E BABÁ, O CASAL, PAI EM AÇÃO, O TEMPO DA MÃE, ACALENTO E BEM-ESTAR E VIAGENS SEM STRESS - tudo isso na visão de quem é mãe.

A maioria desta informações foram pesquisadas em um mini-livrinho da revista Cláudia Bebê e com minhas amigas.

SONO

Quando o meu filho era menor, eu procurei mostrar a ele a diferença entre o sono diurno e noturno para evitar que ele trocasse o dia pela noite. Eu deixava a claridade natural entrar no quarto e não me preocupava com os barulhos da casa, como conversas, ruído de máquina de lavar ou de outros utensílios domésticos. O bebê precisa se acostumar com esses sons e saber que isso ocorre durante o dia. Já a noite, eu apagava a luz do quarto e mantinha a casa silenciosa. Na troca da fralda noturna, não conversava com ele fazia o mínimo de barulho possível. Resultado: ele sempre dormiu muito bem nos dois períodos. Léia Oliveira Serrano, escrevente, mãe de Rafael de 1 ano e 11 meses.

Agora tenho feito uma rotina que tem dado muito certo. Coloco os dois no berço mais ou menos 22:30, deito na cama que fica no quarto e primeiro rezamos e depois canto alguma música, ficamos em silêncio e logo todos adormecem, no começo foi um pouco difícil eles acostumarem, mas depois de uma semana fazendo isso eles agora só dormem assim. Quando reclamam no berço digo – a mamãe está aqui! Acredito que isso passa uma tranqüilidade de não estarem sozinhos. Janaína, bancária, 26 anos e mãe de gêmeos Pedro e João de 1 ano e 8 meses.


ALIMENTAÇÃO

Uso utensílios coloridos, com motivos infantis. O preferido de Sofia é um pratinho com desenho de macaco. Peço a ela para comer até encontrar a ilustração do animal no fundo do prato. Sofia se diverte quando os alimentos vão acabando e consegue enxergar o macaquinho. Só dou água depois das refeições. Caso contrário, a barriguinha fica cheia de líquido e o apetite vai embora. Daniella Abbruzzini, 36 anos, dermatologista, mãe de Sofia de 1 ano e 7 meses.

Respeito os horários de almoço e jantar e coloco a Amanda no cadeirão, ao lado da mesa, para que aprenda que exista hora e lugar para as refeições. Falo coisas divertidas, mas sem exageros, para ela entender que é momento de comer e não de brincar. Se começa recusar cada colherada, insisto. Mas se não quer mesmo, retiro sem comentários e sigo a orientação do pediatra, que é não dar quitutes logo em seguida. Débora Brandão, 33 anos, professora, mãe de Amanda de 1 ano e 8 meses.


HIGIENE

Verifico se tenho tudo em mãos antes do banho: sabonete, toalha, cotonete e escova. Assim evito ter de tirar o bebê da banheirinha para buscar algo esquecido. Também deixo as roupas separadas na sequência em que serão vestidas. E só coloco a Lorena na água depois de limpar o bumbum com algodão e água morna, sempre da vagina em direção ao ânus. Sarita Carmona, 45 anos, economista, mãe de Lorena de 5 meses.

Lavo todos os utensílios do meu filho – talheres, pratinhos, mamadeiras, copo de liquidificador, panelas – com água fervente e só uso toalhas de papel para enxugá-los. Também procuro lavar as mãos e os brinquedinhos com frequência, pois os dentinhos estão nascendo e o Felipe sempre os coloca na boca. Esses cuidados evitam a diarreia e outras infecções. Tarsila Nogueira, 28 anos, bancária e mãe de Felipe de 1 ano e 1 mês.


AMAMENTAÇÃO

Meu filho é agitado. Para acalmá-lo faço da amamentação um momento especial e só nosso. Procuro ficar em um lugar tranquilo e sozinha com o João. Se preciso amamentá-lo fora de casa, tenho sempre um xale para jogar sobre o meu corpo e proteger o meu bebê. Evito também lavar as mamas antes e depois de amamentar. Como o leite tem efeito bactericida, passo um pouco nos bicos após o aleitamento. Lavo a região somente com sabão neutro e não aplico cremes, que podem remover a proteção natural da pele. Ana Paula Borim, 37 anos, advogada e mãe de João de 5 meses.

É comum a Lorena pegar no sono quando estou amamentando. Se percebo que a minha filha vai começar a dormir aperto um dos pezinhos devagar. Ela volta a mamar na mesma hora. Sarita Carmona, 45 anos, economista, mãe de Lorena de 5 meses.


FAMILIARES E BABÁ

Acho difícil lidar com a babá e tento usar o bom senso. Mostro as regras da casa e aponto os erros dela, mas procuro não implicar com pequenas coisas, principalmente se vejo que não estão prejudicanco meu filho. Ou seja, evito entrar em conflitos desnecessários. É ela quem cuida do Bruno o dia inteiro e não gostaria que ele ficasse em companhia de uma pessoa de cara feia e insatisfeita. Miriam Batista, 37 anos, diretora de arte, mãe de Bruno de 1 ano e 7 meses.

Quando minha sogra cuida da Luiza, ela tenta mudar as regras da casa. Procuro dizer com delicadeza que precisa me comunicar antes. Tenho paciência e tento relevar comentários dela sobre o meu modo de educar minha filha. Somos de gerações diferentes e sei que está tentando ajudar, mas as avós exageram nos mimos. Márcia Serrano, 35 anos, mãe de Luiza de 1 ano e 5 meses.


O CASAL

Eu e meu marido saímos a noite pelo menos uma vez por mês. Sempre fazemos um passeio sozinhos. Nesse curto período de tempo, evitamos falar sobre filho. Acho isso importante para manter a união do casal. Daniela Szot, 29 anos, agente de turismo, mãe de Laura de 1 ano e 8 meses.

Meu filho tem horário para comer e dormir. Os pediatras costuma dizer que criança gostam de rotina e eu concordo. O Antônio vai para cama às 8 horas em ponto. Depois disso, eu me programo para passar um tempo com o meu marido e namorar. Tento buscar o equilíbrio. Se estou feliz, fico mais animada para cuidar do bebê. Cecília Lotufo, 34 anos, administradora e mãe de Antônio de 1 e 7 meses.

A primeira viagem sem a nossa filha aconteceu quando ela completou 1 ano. No dia anterior, fiquei apreensiva porque não sabia como ela iria reagir sem estar por perto. Minha mãe veio para a minha casa; por isso, em relação aos cuidados, eu estava tranquila. A Giulia ficou muito bem. Nos dois primeiros dias, eu adorei. Acordamos mais tarde, passeamos, namoramos bastante. No último dia eu já não aguentava mais de tanta saudade. Mesmo assim acho fundamental esse tempo a dois. Depois dessa experiência, eu e meu marido combinamos que faremos uma viagem juntos todos os anos. Daniela Renata, 33 anos, professora de educação física e mãe de Giulia de 1 ano e 4 meses.


PAI EM AÇÃO

Meu marido trabalha o dia todo e só chega em casa à noite. Para ele e o bebê terem um tempo juntos, o banho fica por conta dele. Ele enche a banheira e os dois brincam, trocam carinhos e muitas risadas. Eu evito estar por perto e aproveito para me organizar para o outro dia. O banho é um momento só do meu marido e do meu filho. Camila Couto, 27 anos, secretária executiva e mãe de Guilherme de 1 ano e 4 meses.

Amamentar a noite não foi um sofrimento, como eu imaginava antes de o Lorenzo nascer. Isso graças a ajuda do meu marido . Para não sobrecarregar, combinamos que eu amamentaria e ele faria o resto. E foi assim. Nos primeiros três meses, à noite, era ele quem trocava a fralda, fazia o bebê arrotar e colocava de volta no berço. Sentir que tinha o apoio foi importante para eu encarar uma situação de forma mais tranquila. Débora Feddersen, 36 anos, fotógrafa, mãe de Lorenzo de 5 meses.


O TEMPO DA MÃE

Minha filha costuma dormir por volta das 1o manhã. Assim que ela pega no sono, saio para correr e deixo a empregada de plantão. A corrida me desestressa totalmente. Durante a atividade, organizo a vida, programo o cardápio do almoço e até os passeios que vou fazer com a Helena. Sempre volto para casa com a energia renovada. Alessandra Bontempo, 36 anos, mãe em tempo integral de Helena de 1 ano.

Eu trabalho muito e uso o horário de almoço para fazer as unhas, cabelo ou almoçar com alguma amiga. Nos fins de semana, os programas são exclusivos com os meus filhos. Quero aproveitar todos os momentos enquanto ele são pequenos porque passa tão rápido! Adriana Góes, 36 anos, gerente financeira e mãe de Isabela de 1 ano e 1 mês e de, Lucas de 3 anos.


ACALENTO E BEM-ESTAR

Essa vou começar falando. Quando tiro o Paulo Neto da banheira, deixo ele peladinho por algum tempo na minha cama. Quando percebo que ele quer ficar mais quietinho, deito ao seu lado e vou contando uma historinha de bichinhos que vou inventando na hora e ele faz o som de cada bichinho: do au-au, da gatinha, da vaquinha mu-mu. Ele dá muitas risadas e eu aproveito para admirar o meu filho bem de pertinho.  Carol Siqueira, 29 anos, publicitária e mãe em tempo integral de Paulo Neto com 1 ano e 8 meses.

A Marina é uma criança muito agitada. Se ela começa a fazer manha demais ou está muito ansiosa, principalmente à noite, não adianta conversar, tentar brincar e nem ler historinhas.  Nós duas ficamos muito nervosas. Eu a coloco no carro e saio para dar umas voltas. Escolho uma música clássica suave e fico calada. Algumas voltas no quarteirão são suficientes para que ela se aquiete e em seguida, adormeça. Deixar a casa por alguns minutos ajuda a romper o stress tanto dela quanto o meu. Débora Moraes, 36 anos, empresária e mãe de Marina de 1 ano e 6 meses.

VIAGEM SEM STRESS

Na primeira viagem de avião de Luiza, ela tinha apenas 4 meses. Tive medo de que minha filha sentisse dor de ouvido por causa da pressão atmosférica. Conversei com o pediatra e ele me orientou a dar de mamar ou oferecer a chupeta na hora da decolagem e do pouso. O ato de sugar alivia a sensação de dor. Fiz isso na ida e na volta e não tivemos problema. Ao contrário, ela adorou a viagem! Márcia Serrano, 35 anos, professora e mãe de Luiza de 1 ano e 5 meses.

Para evitar o tédio na viagem, coloco um DVD para minha filha assistir durante o período em que ela fica dentro do carro. O preferido dela é Cocoricó. Levo também livrinhos e brinquedos para distraí-la e ofereço água e alimentos leves como frutas e bolachinhas. Em trajetos mais longos, paro a cada duas horas por uns 15 minutos, para que ela possa se movimentar um pouco. Ana Stela, 34 anos, advogada e mãe de Gabriela de 1 ano e 9 meses.

Bom meninas!
Acho que com tanta SABEDORIA DE MÃE  a gente possa tirar alguma experiência e ver que passamos pelas mesmas situações. Só falta a gente trocar mais figurinha e assim uma vai ajudando a outra!

Bjos de Carol Siqueira.

16/12/09


Olá Minhas amigas!

Essa frase acima é de um psicanalista e ela abre uma grande entrevista com o médico pediatra José Martins Filho, autor de vários livros sobre a educação e criação do mundo infantil, comportamento dos pais e filhos e outros importantíssimos assuntos sobre este mundo.

O que mais me destacou nesta entrevista que se encontra interia na revista Pais&Filhos, é que José Martins tem uma preocupação com a ausência da mãe na vida de seus filhos, desde que ela foi trabalhar e ajudar no sustento da família, às vezes pressionada pela a sociedade ou às vezes por opção, por realmente não querer abrir mão da profissão ou por querer descansar dos filhos, como ele mesmo diz.

Esta entrevista, foi para mim, um ouro. Tudo que eu queria era conversar com ele de cara a cara para tirar muitas dúvidas que nos assombra como mãe (quem sabe um dia, né?!). Mas enquanto isso não acontece, coloquei aqui algumas das passagens que mais achei interessante.

Você acha que a mulher deveria deixar de trabalhar para cuidar dos filhos?
Não prego que a mulher largue o emprego. Isso, para quem quiser, é maravilhoso! O problema é poder. O que a gente fala é preste atenção, priorize a relação com a crianças. Hoje a mulher levanta às 6h, sai de casa, não volta pra almoçar, chega em casa às 19h, 20h, quando os filhos já estão dormindo. As crianças ficam sendo delegadas pelas babás, às vezes ótimas, às vezes horríveis.

Como é a boa babá?
É aquela que se apaixona pela criança. Um vínculo forte, porque substitui a mãe. Algumas mulheres entram em parafuso quando percebem, se sentem culpadas. Aí, demitem a babá.

E como fazemos para mudar isso?
O ideal mesmo é que as pessoas estejam preparadas para entender que, quando vier um filho, a vida muda. Sou pediatra há 40 anos. No começo via mulheres que davam à luz na casa dos 20 e poucos anos; hoje deixam a gravidez para depois dos 35 anos. E outra coisa: cada vez mais casais optam por não ter filhos. Começamos adiando o momento de ter filhos e depois, estamos nos negando a tê-los. Isso gera uma questão social muito importante, porque a maior parte das crianças é do segmento mais carente, que precisa muito mais de assistência e isso tem custo social.

O senhor cita Winnicott (o psicanalista da frase do título) para falar sobre a questão de que a felicidade da criança depende da presença da mãe pelo menos no primeiro ano de vida. Então, o que seria o ideal?
Winnicott diz que o bebê não existe sozinho, o bebê é ele e sua mãe. A criança não sabe que nasceu, ela vive uma simbiose com a mãe. Se você a separa precocemente , isso tem um significado negativo. Quando uma mulher precisa trabalhar entra em pânico. E eu não quero que as mulheres se sintam culpadas. Quero que elas percebam como é necessário a gente lutar por condições melhores. Tem uma legislação que também não é cumprida, que diz que as empresas com mais de 30 mulheres tem de ter uma creche no local de trabalho. Mas o que se faz? Em vez de uma creche no local de trabalho paga-se uma creche muito longe e a mãe não tem como manter a amamentação, a creche perde a função.

A amamentação é tão importante assim?
O ideal é a mãe que fique junto, que acalente, que amamente… o leite materno não é um líquido mágico. Ele é fundamental porque permite um contato íntimo entre a mãe e a criança. Se uma mãe tem três filhos e uma babá para cada um, na verdade as mães são as babás e ela é a administradora das babás.

Vou fazer o advogado do diabo. Se não temos parentes por perto, a gente acaba tendo de pagar a alguém que ajude.
Você tem razão. Acho que há babás maravilhosas e ainda bem que elas existem. Só que não podemos esconder a verdade: essa babá é a verdadeira mãe, é quem realmente dá o afeto. Outro dia me pergutaram: E quando a criança ficar doente? Respondi: A mãe vai ficar com a criança. Mas ela falta no trabalho? Falta. O médico dá um atestado dizendo que ela saiu porque uma criança doente fica carente e precisa da ajuda da mãe.

Pois é, e às vezes a criança fica doente por isso.
Você imagina como fui bombardeado. Ah, você está no século passado. Tive casos em que a mãe me ligava do trabalho às 22h e falava: Olha Martins, estou no trabalho e meu filho está com 40 graus de febre. Dá pra você falar com a minha babá?!
Quando chegam ao consultório e pergunto: Quando começou a febre? A mãe vira para a babá e pergunta: Quando começou? Ela não sabe!
Se você não vai poder se dedicar um pouco ao seu filho, é melhor esperar até poder.

A família tem de cuidar da mãe para que ela possa cuidar do filho. Não é?
Quando começam as dificuldades no aleitamento, a mãe entra em profunda fossa. Aí vem a vovó, que já é de uma geração que não amamentou, que fez a filha pensar que o importante é trabalhar. A mulher mais velha, decepcionada com a sua história, passa para a jovem: Você tem de ser profissional, um dia teu marido e seus filhos vão embora.

Tem mãe que diz que trabalha para descansar dos filhos…
Tem mulheres que ficam muito ansiosas de ficar cuidando do filho e às vezes, pagam para trabalhar. São mulheres cujo salário não cobre os custos que ela tem com a babá. Se vejo um caso desses, vou com muito cuidado: Olha, será que não valeria a pena você dar um tempo, ficar um pouco com o seu filho e daí, depois você volta. Mas aí você pensa: Não, não vem com essa história, pelo amor de Deus. Não dá pra forçar a barra. Tudo bem, liberdade para homens e para as mulheres. Mas que vai cuidar das crianças? Essa pergunta está no ar.

“Sou feminista. Acho que a sociedade só vai melhorar quando a mulher puder dar mais afeto para os seus filhos no começo da vida.” José Martins Filho.



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