26.04
2012

Insegurança de mãe. O que pode ser?

Queridas amigas!

Queria fazer um desabafo com vocês aqui. Mãe às vezes é tão insegura do amor que os filhos sentem por nós, não é?
A medida que os nossos filhos vão crescendo eles vão se interessando por outras coisas, querem outras pessoas, outras atividades e mesmo estando tão perto de nós, às vezes sentimos que estamos meio longe. Vocês já sentiram essa sensação?
Pois eu já.
Meu filho está quase completando 4 aninhos e está um verdadeiro menininho, querendo fazer quase tudo sozinho, brincar com os amigos, o que é maravilhoso e absolutamente normal mas pode ser, que lá no fundo, bate aquela insegurança de que o filho está desgarrando. E o amor? Onde vai aquele amor todinho?
Mas aprendi com tudo isso. O amor é como uma semente que vai crescendo e florescendo a cada etapa. E vai amadurecendo junto com eles, transformando e evoluindo também.
O amor deve ser cultivado mesmo antes deles nascerem. Fortemente.
Não teremos os nossos filhos ao nosso lado pra sempre. Ao nosso lado físico. Mas o amor permanece dentro da gente e a cada dia ele fica mais forte.
O Paulo Neto é uma criança muito segura de mãe e de pai. Ele é seguro de nosso amor, com isso esse amor o transformou em uma criança desgarrada, independente porque ele sabe que tem o nosso amor a qualquer hora que ele precisar e onde quer que ele esteja, mesmo estando longe sinto que ele é seguro de nosso amor por ele.
Nós, enquanto mães, é que precisamos sentir a mesma segurança desse amor que eles sentem por nós.
E como a história maravilhosa de Ruben Alves - A Menina e o Pássaro Encantado - precisamos soltar as nossas crianças para voar livremente com amor. Claro que devemos cuidar. Mas o cuidar não significa aprisionar.
Viver novas experiências, acreditar que podem ser felizes e devem ser felizes também longe da nossa presença.

Eu estou olhando para isso cuidadosamente para que eu possa permitir ao meu filho uma vida cheia de alegrias intensas e aventuras maravilhosas. E para quando ele quiser voltar, estarei sempre esperando com um sorriso de coração mesmo que eu esteja gritando de saudade.

Com amor pra vocês,
Carol Siqueira.



Tags: , , , , , , , , , , , ,

6 Responses to “Insegurança de mãe. O que pode ser?”

  1. Carol disse:

    Oi Sandra,
    Amei o tema sugerido por você! Pode ter certeza que ainda falarei disso por aqui e olha, eu mesma não estou preparada para este tipo de passeio sem a presença de nenhum de nós!
    Obrigada pela dica e fico feliz por você ler o FalaMamãe,
    Abraços de Carol Siqueira.

  2. Sandra disse:

    Oi Carol!
    É verdade… eles vão crescendo e conhecendo outras coisas, mas o maor deles por nós é único, tenha certa. Gostaria de sugerir um assunto. Passeios das crianças nas escolas (idade de 2, 3, 4 anos). Eu mesmo fico insegura demais em deixar meu filhinho ir a passeios na escola ou quando outra mãe pede apra levar meu filho (esse eu ainda nunca deiei), mas permiti somente uma vez de meu filhoteir em um passeio.
    Muitas mães deixam, outras não mas sei que elas deixam com o coração na mão.
    Eu e meu esposo sempre passeamos com o nosso filho Gabriel Yudi, adoramos ver ele se divertindo e ver os olhinhos dele brilhando de felicidade. Mas saber que ele vai em um passeio sem a nossa presença me dá medo, fico triste pq quero estar ali observando.. isso está sendo ruím para mim.
    Tenho certeza que outras mães passam por isso. Poderia sugerir esse assunto, o que acha?
    Bjus e bjus no seu filho lindo

  3. Luciana disse:

    Oi Carol!

    Bom, já acompanho seu blog há um tempinho mas essa é a 1ª vez que estou comentando. Antes de mais nada, quero te parabenizar pelo blog: é lindo e cheio de informações e dicas úteis.

    Estou grávida de 6 meses e meio (de um menininho também) e até estou lendo um dos livros que vc indicou: o criando meninos. Estou adorando!

    Ainda não cheguei nem na metade do livro, mas logo no começo explica que os menininhos tem 3 fases: a primeira que seria do nascimento aos 6 anos fala que eles são muito agarrados às mães. Eu já estou trabalhando meu psicológico mesmo antes dele nascer, pois sei que não vou tê-lo grudado comigo pra sempre. Qdo. li o livro imaginava que até os 6 aninhos (pelo menos) ele seria todinho meu. Mas o seu filhote já está começando a dar indícios de querer um pouco mais de liberdade aos 4. Ai ai ai…acho que vou ter que trabalhar meu psicológico para essa idade, senão vou surtar depois. rsrsrsrs

    Grande beijo!

  4. Carol disse:

    Oi Aline e Márcia,
    Obrigada pelos comentários!!! Adoro ler aqui o que vocês pensam sobre os posts e acho muito importante abrirmos esse canal de conversa, onde compartilhamos as nossas experiências!!!
    Bjos no coração de vocês e continuem por aqui,
    Carol Siqueira.

  5. Márcia disse:

    Querida Carol, amei este seu post. Esses dias estava pensando isso também. Em alguns momentos nossos filhos parecem nem querer a nossa presença, ficamos chateadas mas depois lembrei de que quando eu era pequena, eu era assim também. Normal, né? O mais importante mesmo é a gente firmar no coraçãozinho deles que amamos demais e que sempre seremos um abraço gostoso quando quiserem voltar para os nossos braços. Obrigada pelo post.

  6. ALINE ZENHA disse:

    Carol, hoje vim trabalhar e no caminho estava pensando exatamente sobre isso, acredita?
    As minhas pequenas ainda não têm nem um aninho e já as vejo muito “desgarradas” para muitas coisas e não me sinto, sinceramente, insegura com isso, justamente pelo que você disse, porque eu acho que elas sabem, mesmo na inocência delas, que terão sempre uma a outra e a nós também.

    Quem sou eu para reparar ou julgar a criação dos outros, mas eu observo muito que hoje os pais tendem a criar filhos de uma forma que não os permite voar sozinhos.
    Não quero minhas filhas dependentes de mim, quero vê-las voando e quando quiserem voltando para mim.
    Sei que estou criando-as com raízes fortes, em um lar que transmite para elas amor e segurança e para mim isso é o mais importante.
    Peço a Deus sabedoria para que elas entendam que essa “liberdade” é um ato de amor que tenho com elas
    Mais uma vez, parabéns pelo post, me fez refletir ainda mais sobre um assunto que tenho pensado muito esses dias.
    Beijos,
    Aline

Leave a Reply

*

Fechar
E-mail It