24/07/10

Minhas amigas,

Como uma pesquisadora nata sobre crianças, filhos, relacionamentos entre mães e seus bebês, maternidade…. ando lendo um livro que está me deixando ainda mais alucinada com este mundo entre mamadeiras e brincadeiras.

A cada parágrafo que leio deste livro o meu desejo é que todas as mães e pais deste mundo soubessem das verdades (e não das teorias!) deste psicólogo que nos fazem fundir a cabeça de tanto pensar. Ele é Nigel Latta. Ainda não busquei informações sobre este indivíduo mas só sei que dou gargalhadas e vivo emoções quando leio cada palavra escrita por ele.

Mas o que me mais emociona em dizer é que o cérebro de uma criança continua crescendo na mesma velocidade que no útero pelo menos dois anos antes de começar a diminuir o ritmo e tudo isso siginifica que os humanos são mais sensíveis às influências externas ou seja, o ambiente molda a personalidade do ser humano e aproximadamente 75% do desenvolvimento do cerébro humano ocorre fora do útero.

E você deve estar se perguntando:
Tá?! O que isso significa para nós, mamães?

Pelo menos até os 3 anos, seu filho precisa de duas palavrinhas mágicas para que seus neurônios façam boas conexões.
Amor e atenção.

Ele não precisa de cartões coloridos que os incentivem a dizer o que é aquela imagem, ele não precisa de métodos malucos de aprendizagem precoce (como o autor mesmo disse). Nossos filhos precisam de pais afetuosos e atenciosos e que sejamos consistentes em seus valores. Parece tudo muito óbvio o que estou escrevendo aqui, mas fiquei tão impressionada com tudo que li que resolvi compartilhar com vocês.
Vamos concentrar em amar os nossos filhos e brincar com eles pois é brincando que eles constroem toda uma noção da realidade e até mesmo é a base do relacionamento com os seus pais.

Quando sentarmos para brincar com os nossos filhos, não vamos por obrigação e com cara apática de preguiça. Vamos nos envolver no mundo de imaginação deles, vamos rolar junto com eles e viver as emoções que eles criam quando brincam.

E o que tudo isso tem a ver com conexões e neurônios?

Estudos mostraram que as crianças tratadas de forma afetuosa formam uma série de conexões que as preparam bem para os desafios da vida, elas tendem controlar melhor o estresse, se saírem melhor na escola, tendem a fazer mais amigos, controlar mais as suas emoções e lidar com os fracassos.

Vamos escutar os nossos filhos mesmo quando eles só gungunam.

É sério! Quando os nossos filhos estiverem nos contando algo, fazendo aquela mistura de palavras que entendemos e que não entendemos, vamos tentar paralisar o que estamos fazendo e olhar bem nos olhinhos deles. Prestar atenção no que eles nos falam é dar importância aos seus sentimentos, é reforçar na cabecinha deles o quanto eles são importantes para nós. E tentar interagir com eles durante a conversa, vai deixá-los ainda mais felizes e seguros de seus valores e emoções. Escutar as crianças deve ser muito mais do que ficar em silêncio enquanto elas falam. Escutar com atenção os estimula a conversar.

Quem não se comunica, não existe neste mundo.

Falar, ler, cantar ou seja…crianças que são incentivadas usar a linguagem através da interação com os pais serão crianças mais bem resolvidas na vida e terão mais chances de sairem bem quando estiverem em situações complicadas. E como mesmo o autor diz: se você não souber se comunicar direito com os seus filhos podem se preparar para uma vida de conflitos. E se acham que as crianças se comportam mal quando pequenas, esperem para ver quando chegarem na adolescência.

Amar… todo mundo ama os seus filhos. Mas será que você gosta deles?

Quando li este capítulo, literalmente caí de cara com este livro ou melhor, por quem escreve. Acho que o mal das famílias mal resolvidas neste mundo não é por falta de amor mas sim, por não gostar de ficar com os filhos.
Todo pai ama o seu filho. Mas o difícil mesmo é gostar dele. Como ele mesmo escreve, a maioria das crianças se sentem amadas pelos seus pais mesmo aquelas que são espancadas e abandonadas por eles. A crianças em geral partem do pressuposto que são amadas. O amor é automático mas gostar é uma escolha. E as crianças precisam se sentir gostadas.
Amar é um dever mas gostar é ter prazer da companhia do outro e as brincadeiras são as graxas nas engrenagens da vida familiar e sem humor tudo acaba paralisado.

A maiorias dos casos que chegam para ele, com crianças auto-destrutivas, pais estressados que gritam tanto que só escutam o som da própria voz, pais e filhos que mal conseguem viver na mesma casa (isso ele relata casos de crianças com menos de 10 anos) são na maioria das vezes famílias que não brincam e nem se divertem entre si.

Minhas amigas,

Estas foram as poucas páginas que li e que me abriram os olhos para a vida que quero dar e viver com o meu filho. Passo todas estas informações para o meu esposo e para as pessoas que vivem com o Paulo Neto para estarmos alinhados e assim, vamos tentando fazer deste mundo cada vez melhor a cada criança, a cada sorriso, a cada gesto de amor e carinho, a cada abraço.
Tudo o que escrevi neste post nos servem de alertas para todas nós, como mães. Todas nós… sem tirar e nem pôr, tudo isso servem para as ocupadas, as modernas, as tradicionais, as donas de casa, as empresárias, as mandonas, as brincalhonas, as mãezonas, as que gostam de terceirizar tudo e as que não terceirizam nada… aos pais de todos os tipos e estilos. O importante é mesmo amar os nossos filhos e fazer da vida deles uma diversão, uma alegria, um show de risadas e imaginação. Deixe o amor rolar solto que o resto se encaixa. Mas é preciso gostar de nossos filhos, de sentar ao lado deles sem hora pra levantar e mais que isso… com prazer e coração aberto.

Façam deste final de semana um motivo para lembrar com alegria para o resto da vida de seus filhos. Porque eu vou tentar aqui em casa.
Bjos de Carol Siqueira.



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