
Ontem foi um marco para mim, senti uma alegria imensa e no final do dia uma paz e uma realização tomou conta.
Fiz briefing, passei para a dupla (e o melhor que o briefing é também de um projeto nosso!) e quase sem parar, todas as minhas tardes de agora em diante serão assim. Estamos trabalhando duro mas com muita felicidade em um projeto que é nosso, meu e do meu querido esposo. E quando voltamos para a casa, a noitinha, éramos do nosso pequeno. Só querÃamos brincar com ele, tomar banho juntos e aproveitar cada segundinho juntos.
Me sinto realizada porque sei que estou voltando no momento ideal para mim e para o Paulo Neto, sem neuras e sem culpas. Me sinto imensamente feliz e para comprovar isso tudo, ontem mesmo li uma matéria muito interessante na revista Época (a qual assinamos) sobre uma nova pesquisa que diz que a mãe deve voltar a trabalhar sem culpa e mães que trabalham são mais realizadas e felizes. Mas o estudo não só comprovou isso que parece óbvio, têm mais surpresas por aà revelada. Continuem lendo e vamos nos surpreender juntas…
Desde o meu sexto mês de gravidez, parei de trabalhar. Sou publicitária e coordenava toda área de Atendimento da maior agência de Uberlândia e região – a Fórmula P Comunicação. Atendia clientes com visibilidade nacional e internacional e já coordenei todo uma ação com promotoras no Brazilian Day em Nova York a qual um cliente nosso estava participando como patrocinador do evento. Eu saÃa de manhã e quando voltava até as 10 da noite, estava voltando cedo pra casa. Quando veio a notÃcia da minha gravidez, tudo mudou. Eu mudei e me voltei totalmente para a minha gravidez e a minha saúde e tudo me proporcionava para isso. Parar naquele momento foi uma decisão em conjunto com o meu esposo e só voltaria ao mercado quando o Paulo Neto fosse para a escola. Como sempre gostei de ler muito e como já disse isso aqui antes, virei uma pesquisadora sobre relacionamento entre mães e filhos, descobri também que a idade ideal da criança ir para a escolinha  é mais ou menos por volta dos 3 aninhos de idade (isso foi uma conclusão minha depois de ler tanto sobre este assunto). E agora estou de volta porque estou trabalhando em um novo projeto da nossa famÃlia e já no ano que vem quero muito o Paulo Neto numa boa escola e que tenha compatibilidade com os nossos valores e crenças.
Uma pesquisa divulgada na semana passada pode aliviar o sentimento de culpa de todas as mamães que saem para trabalhar. De acordo com um estudo da Universidade Colúmbia, de Nova York, divulgado na semana passada, o trabalho materno no primeiro ano de vida da criança não afeta significativamente seu desenvolvimento emocional ou sua capacidade de aprendizado no futuro. Três pesquisadores acompanharam 1000 crianças em várias regiões do paÃs e desta vez, alguns trunfos foram considerados o que nunca havia acontecido anteriormente tipo os cuidados que a criança recebe na ausência da mãe, o ambiente familiar, as consequências de um orçamento maior na casa e o que o estudo chama de disponibilidade materna ou seja – o estado de espÃrito da mãe combinado à qualidade da atenção que ela dá ao filho quando estão juntos.
No Brasil, 76% das mulheres trabalham fora e 43% delas são chefes de famÃlia.
Objetivo da pesquisa
Medir o efeito do trabalho materno durante o primeiro ano de vida no desenvolvimento posterior das crianças.
Quem fez
Universidade Colúmbia de Nova York
Universo
Mais de 1000 crianças em diversos estados americanos durante sete anos – de 2002 à 2009 com idade entre 3 anos e o inÃcio do ensino fundamental, aos 7 anos.
As mães
55% trabalhavam em tempo integral, 23% em meio perÃodo e 22% não trabalhavam fora de casa.
As crianças
Foram avaliadas por oito testes cognitivos (escolares) e 10 testes socioemocionais, que incluem o relacionamento familiar.
Os pesquisadores acreditam que essa defasagem é compensada por fatores como:
Fonte: Revista Época.
Bom, minhas amigas!
Eu sempre defendi a ideia de que se a mãe puder acompanhar em tempo integral pelo menos no primeiro ano de vida o desenvolvimento do seu bebê, acredito fielmente que é o ideal. O que as pesquisas não mostram claramente e nunca vão conseguir definir é a alegria imensa de uma mãe poder acompanhar a evolução do seu filho que ela mesma tanto sonhou, poder acariciá-lo na hora de uma dorzinha de barriga, esperar do outro lado pelos primeiros passos, fazer uma massagem gostosa depois do banho, fazer a primeira papinha e mais do que isso tudo, quando ele acordar no berço ele chamar por mamãe e ter a certeza de que você vai estar lá. Isso minhas amigas, é a convivência que se faz diariamente. Portanto, levanto a bandeira de que lugar de mãe é ao lado de seu filho o tempo que puder. Eu nunca me senti desmotivada ou com baixa auto-estima pelo fato de não estar trabalhando, acredito que na vida tudo tem o seu tempo e somos nós quem fizemos cada um deles se tornar inesquecÃvel.
Abraços de Carol Siqueira.
Fale no Twitter
Falar para as redes sociais
Parabéns Carol sucesso nessa nova fase da sua vida,isso vai levantar sua auto estima como proficional e mulher e se refletirá em uma imensa felicidade para o pequeno Paulo Neto vc estando feliz automaticamente ele estará tb.
Carol, você tem sido minha companheira, achei seu site no google, procurando a respeito de crianças com dificuldade de dormir e acabei me “viciando” rsrsr.
Estou nesse dilema, a Maria Eduarda ta com 9 meses (completados hoje) e ando sentindo falta de me sentir “util”, mas tenho medo de deixa-la antes dela completar um aninho, venho tentado arrumar algum trabalho em casa, mas sem sucesso, enfim, parabens pela volta ao mercado de trabalho e a vida profissional, que Deus te ilumine!!!
Beijos