
Gravidez é uma delícia! Esperar por um filho é mesmo uma dádiva de Deus. As mamães ficam eufóricas com a chegada do bebê, imaginando cada detalhe e todos os cuidados necessários. Afinal, eles são alvo de muito, muito amor. Mas não devemos nos esquecer de que esses cuidados devem vir desde a gestação! Vamos saber aqui quais alimentos você deve ter mais cautela na gravidez?!
Adoçantes
Substâncias contendo aspartame, sacarina e ciclamato são cancerígenas, além de estarem associadas à má formações e retardo mental no bebê. O ideal é adotar uma dieta saudável com o uso moderado de açúcar.
Álcool
É um veneno. Por mais que liberem uma tacinha de vinho aos finais de semana, o álcool pode causar efeitos colaterais físicos e mentais ao seu bebê; além de impedir parcialmente a chegada de oxigênio e nutrientes para o feto.
Amendoim
Mães que consomem amendoins durante a gravidez tem muito mais chance de ter filhos com variados tipos de alergias. Fato comprovado!
Cafeína
A cafeína eleva a pressão arterial e aumenta o risco de aborto. Mamães que já possuem a pressão mais alta ou notaram aumento dela durante a gestação, devem passar longe dela. O máximo permitido por dia são 300mg (equivalente a 2 xícaras de café). Mas fique atenta!! A cafeína além de estar presente no café, também está em refrigerantes a base de cola, chá mate, branco, verde e vermelho.
Carne mal passada / cozida
É um alto risco de toxoplasmose, que pode causar problemas cerebrais e cegueira para o seu bebê. Passe longe.
Leite, queijos e bebidas não pasteurizadas
O risco de alimentos não pausterizados está ligado a contaminação por uma bactéria chamada listeria; está que é responsável por 30% dos casos de mortes de mães e seus fetos. Fique atenta à embalagens!!
Ovo cru e Frango mal cozido/passado
Desconforto para a mãe e o bebê quando há uma intoxicação causada por salmonela. Devido a gravidade do problema, podem ocorrer partos prematuros. Tome cuidado com maioneses, cremes de alguns doces, gemadas.
Peixes e mariscos crus
Estão propensos a estarem contaminados por bactérias ou parasitas, como exemplo a difilobotriase (tênia do peixe), podendo levar à intoxicação alimentar ou parasitoses.
Peixes de grande Profundidade
Peixes como atum, salmão, peixe-espada, cação, acumulam metilmercúrio que podem levar a danos neurológicos e problemas de desenvolvimento no bebê. O consumo semanal está limitado a 2 filés médios.
E aí, anotaram tudo? Qualquer dúvida, estou a disposição.
É só comentar que eu respondo,
Grande abraço de,
Anna Raquel Mello
Nutricionista
CRN 1048-1

O tema de hoje foi sugerido por uma leitora e assombra muitas mamães por ai! Conhece alguém que já falou, ou já se perguntou: “E agora, o que fazer? O meu filho não quer comer verduras!”
Quando temos um bebê em casa, é mais fácil introduzir verduras à alimentação das crianças; mas depois de certa idade (por volta dos 2 anos e meio), a criança quer fazer suas escolhas sozinha, desde o que brincar, a roupa que vai vestir e o que quer comer.
E é ai que começa a tormenta na cabeça das mães; antes, ele comia tão bem, mas agora não quer mais nada do que é saudável. E o caos se instala. O almoço é aquela confusão. Mamãe falando: – “Come só um pouquinho, meu amor!” a criança nega; mamãe insiste mais um pouquinho, ela nega de novo, mamãe perde a paciência, choro para cá e para lá. Reconhece esta cena?
Seja criativa!
Já ouviu dizer que comemos com os olhos? Então, com as crianças a história não é diferente. Faça um prato chamativo, bonito e colorido!! Que tal uma folha de alface ganhar dois olhinhos de ovo de codorna e azeitona e uma boca de meia lua de tomate e um cabelo divertido de repolho picado em fatias finas? Explore o lúdico; faça lanchinhos saudáveis e divertidos!! Olhe aqui algumas dicas para vocês se inspirarem:
Você pode também fazer cabelinhos de couve, lacinhos de pimentão, língua de tomate ou pimentão, olhos de tomate cereja; enfim, use a imaginação e seu pequeno irá amar!
Conte Historinhas!
Não é só na hora do almoço, mas antes de dormir também! Você pode acrescentar detalhes como o fato de que o personagem favorito dele comeu muitos legumes e verduras e ficou bem forte; ou, a cinderela era bem bonita porque comia bastante couve. Enfim, são detalhes que não parecem uma coação, ainda não mais quando são falados em horas que a criança não está comendo.
Elogie a comida!
Combine com quem almoça junto com vocês de dizer frases como: -“Nossa, esta alface hoje está uma delícia!” ou – “Vou comer este prato enorme de tomate, cenoura e brócolis para poder ter bastante energia mais tarde! Vou precisar!”
Seu pequeno ajudante!
Chame a criança para lhe ajudar a montar a salada, por exemplo. Ela vai ficar feliz e mais motivada a comer!
Desenhos animados educativos devem ter vez em sua casa!
Popeye ficava forte quando comia espinafre, lembra-se? Vitaminix é outro exemplo. Pesquisas mostram que programas de televisão, aulas de culinária infantil e educação alimentar são capazes de dobrar a quantidade de vegetais que a criança ingere! E se estiver difícil de achar estes desenhos na TV, recorra ao youtube.
Conte com a escola!
Converse com a pedagoga e professora da criança, e peça a elas para darem mais desenhos de vegetais para as crianças colorirem e contarem historinhas. Se possível, em parceria com uma nutricionista, as crianças podem ter aula de educação nutricional. Caso a escola não disponha de uma, que tal sugerir para a escola entrar em contato com uma faculdade de nutrição e fazer parceria com profissionais e estagiários? Assim, ninguém tem custo, e todos ganham!
Seja Paciente!
Se você já está tomando todas estas iniciativa, fique tranquila. A criança irá ceder. Mas, é preciso que você saiba que a mágica não acontece, e as coisas levam tempo, mas acontecem!
Beijos,
Anna Raquel Mello é Nutricionista, Personal Diet e tem aperfeiçoamento em Terapia Enteral e Parenteral em Pediatria.
CRN: 104811
034 3236-6600 – CNI (Centro de Excelência em Medicina)

Já vimos por aqui o relato da Carol, que está tendo um pouco de problemas para colocar a fralda noturna no Paulo Neto, que já não quer mais usa-la. E isso foi um dos motivos que a levou ao desfralde noturno.
Algumas crianças vão apresentar resistência em colocar a fraldinha para dormir, já que não precisam mais dela durante o dia. Talvez seja uma maneira de dizer: “já sou grande!”.
Muitas vezes, ao alcançarem independência da fralda durante o dia, sentiram que os pais ficaram muito orgulhosos e agora não querem continuar com a fraldinha para dormir. Pode ser ainda, que sintam que os adultos dão muita importância para isso, e elas usam a situação para ganhar um cuidado extra, a velha razão conhecida como “para chamar a atenção”. O fato é: cada caso é um caso.
Bye, bye fraldinha!
De qualquer forma, pode ser interessante estimular o abandono da fralda noturna, no caso de crianças que relutam contra elas. Nem todas as crianças acharão natural ficar de cuequinha ou calcinha durante o dia e de fraldas durante a noite. Nesses casos, pode ser uma opção bem melhor usar roupinhas de baixo mais grossas (que absorverão grande parte do fluido), próprias para essa fase de transição, usar uma capa protetora e lençóis extra na cama, e diminuir a ingestão de líquidos a noite.
Xixi na cama. Como proceder?
Acidentes acontecerão, procure não mostrar-se frustrada com eles e jamais critique a criança por isso. Apenas a encoraje a melhorar, elogiando o esforço que ela vem fazendo, diga vê uma melhora e que da próxima vez ela conseguirá fazer no banheiro, reforçando a auto-confiança da criança. As crianças respondem melhor a uma atitude segura e calma da mãe.
E você? Conte aqui pra gente como conseguiu administrar essa fase do desfralde noturno.
Carol Moreira é Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Uberlândia.
Qualquer dúvida, comente aqui que a gente responde!

O assunto que iremos tratar hoje traz muitas dúvidas, temores e inquietação para as mamães. O diagnóstico nem sempre é preciso; por isto, é importante que as mães estejam atentas aos sinais e sintomas da criança. Falo não somente como nutricionista; mas como mãe de um portador de alergia ao leite de vaca e soja.
Logo abaixo, a tabela comparativa irá te auxiliar e você vai entender mais claramente o que é a Alergia ao leite de vaca e Intolerância à Lactose.
Vamos lá?!
| Alergia ao Leite de Vaca | Intolerância a Lactose | |
| O que é? | Alergia a(s) proteína(s) do leite de vaca. | Dificuldade do organismo em digerir/ absorver o açúcar do leite (lactose). |
| Em qual idade ocorre? | Geralmente em bebês ou crianças até 3 anos de idade. | Geralmente em adultos ou crianças acima de 4 anos. |
| Por que ocorre? |
- Está associada também a mulheres que ingerem amendoim durante a gravidez. |
- O organismo não produz quantidade necessária de enzimas para degradar a lactose.
- Pessoas que passaram por viroses/ intoxicações alimentares. - Diminuição gradativa de produção de enzimas (lactase), após 4 anos de idade . |
| Sinais e Sintomas comuns | Diarréia, vômito, cólicas, prisão de ventre, sangue nas fezes, vermelhidão na pele, problemas respiratórios (asma, chiado no peito e rinite), emagrecimento. | Diarréia, náuseas, cólica, gases, barriga estufada. |
| Quando ocorre | Minutos, horas ou dias após a ingestão do leite de vaca ou produtos que o contenham em sua preparação. | Minutos, horas após a ingestão do leite de vaca ou derivados. |
| Como descobrir? | Juntamente com o médico através da analise dos sinais e sintomas; exames de sangue (raramente utilizados em bebês) e pelo teste de desencadeamento e provocação (Exclusão total dos alimentos que contém leite de vaca, observando resposta do paciente e após um tempo, os reintroduzindo e analisando tolerância do paciente). | Observação dos sinais e sintomas. |
| Lactantes podem receber leite materno? | Claro; porém as mamães devem fazer uma dieta de exclusão total de produtos que contenham leite de vaca. | Sim. É raro lactantes apresentarem intolerância à lactose. |
| E se a criança não for amamentada no peito? | Como em alguns casos as crianças também são alérgicas à soja, outra opção é recorrer às fórmulas especiais, onde as proteínas do leite de vaca são hidrolisadas. Uma vez que sofrem este processo, não causam alergia. | Há fórmulas infantis isentas de lactose. Outra opção é recorrer ao leite de soja. |
| A doença tem cura? | Metade das crianças curam-se com 1 ano de idade e a outra metade até atingir aos 3 anos. É raro a doença perdurar por toda a vida | Não. Porém, alimentos que contenham leite, dados em pequenas quantidades, são bem tolerados. E quando derivados de leite sofrem fermentação, geralmente a lactose é digerida por bactérias; este é o caso de iogurtes, coalhadas, leites fermentados, fazendo assim com que o alimento seja bem aceito e tolerado. |
De olho nos rótulos.
Às vezes você nem imagina, mas vários produtos contêm leite de vaca. Fique esperta também quando encontrar os seguintes: caseína, caseinato, soro do leite ou proteínas do soro. São proteínas do leite de vaca!
E leite de cabra, funciona?
Muita das vezes não. Nem cabra, ovelha ou búfala. A proteína contida nestes leites é muito semelhante ao do leite de vaca, e também pode causar uma reação alérgica.
Não hesite em procurar ajuda.
Mamães que passam por este problema, geralmente têm muitas dúvidas e ficam com o coração apertado vendo o filhote sofrer! Corra atrás! Vá ao pediatra de seu filho, procure uma segunda e até uma terceira opinião. Gastropediatras também auxiliam bastante na solução do problema.
Espero que este post possa ajudar a todas as mamães! Sei que não é fácil, mas com o tratamento adequado, as coisas ficam bem mais tranqüilas!
Beijos,
Anna Raquel Mello é Nutricionista
Personal Diet e tem aperfeiçoamento em Terapia Enteral e Parenteral em Pediatria.
CRN: 104811
(034)9681 – 8910

Ouvimos tantas coisas sobre a alimentação infantil que por vezes ficamos confusas. A avó fala de um lado, a sogra opina de outro, sua melhor amiga relata uma experiência. É tanta informação que não sabemos ao certo como devemos proceder. Mas agora, você irá descobrir o que é mito e o que é verdade!
Vamos lá?
Não devo oferecer mel para crianças de até um ano de idade.
Verdade. O mel pode estar contaminado por uma bactéria chamada Clostridium botulinum, a mesma utilizada em tratamentos estéticos à base de botox. Antes de um ano, a criança não tem defesas suficientes para combater a bactéria, que quando entra em contato com o sistema digestivo, paralisa nervos e músculos. A doença é muito grave.
Leite com manga faz mal.
Mentira. A lenda é antiga, da época do Brasil Colonial. O leite era um alimento caro e difícil de ser encontrado; assim os patrões e senhores de engenho não queriam que o alimento fosse consumido por escravos. Juntos eles formam uma alimento rico em cálcio, proteínas, vitaminas antioxidantes e minerais. Uma combinação mais que nutritiva para os pequenos.
Chá de Erva Doce alivia cólicas.
Depende. É verdade que ele possui propriedades que aliviam os gases; porém, as cólicas do recém nascido vão além de gases. O sistema intestinal que ainda é imaturo, leva um tempo para se adaptar (geralmente 3 meses) ao leite materno ou fórmulas. É importante ressaltar que a amamentação materna, quando possível, deve ser exclusiva até os 6 meses de idade.
O que a mãe come passa para o leite materno.
Depende. Não é consenso de todos os pediatras, mas hoje a maioria crê que isto não é um mito e pode ser provado na prática. Tanto que mães que amamentam crianças portadoras de alergias alimentares, são encorajadas a excluírem o alimento alérgeno de suas dietas. A exclusão também é indicada para os bebês que sofrem muito com as cólicas; e os principais alimentos são: Castanhas, amendoim, chocolate, leite de vaca, frutos do mar, café, cebola, couve, couve-flor.
Salgadinho (tipo Chips) assado não faz mal.
Mentira. Mesmo não sendo fritos, são ricos em aditivos químicos, onde vários deles são cancerígenos, então não se iluda achando que o maior problema de todos é a gordura.
Tomar banho depois do almoço dá indigestão.
Mentira. O dito só se aplica em atividades que demandam energia como nadar, jogar bola, correr, pular, por exemplo. O que ocorre é que o corpo precisa de energia para atender à demanda dos esportes citados, e para tal, ele paralisa o processo de digestão, ocasionando, por sua vez, uma indigestão. Mas o banho em si não é problema, pois, por ser uma atividade tranquila, não exige muita energia.
Então mamães, qualquer dúvida comentem aqui, que podemos fazer mais um post sobre os mitos e verdades da alimentação infantil; que tal?
Beijos,
Anna Raquel Mello é Nutricionista
Personal Diet e tem aperfeiçoamento em Terapia Enteral e Parenteral em Pediatria.
CRN: 104811
034 9681 – 8910