Há 5 anos atrás lá estava eu com ele tão pequeno e frágil no meu colo. Ele nascia e com ele, nascia também uma mãe.
Com ele, nasceu uma nova vida para mim.
Uma vida verdadeira de muito amor e cheia de aventuras. Dificuldades? Claro que sim. Muitas.
Ele que revolucionou os meus sentimentos, a minha forma de viver e encarar a vida. Por ele, tento ser melhor a cada dia, entre acertos e erros, vou me fazendo e refazendo a cada instante.
A maternidade foi e sempre será um marco em minha vida. Ela despertou uma nova pessoa, valorizou o que eu tinha de bom e assim, nasceu uma nova pessoa.
Mudei a minha profissão, escrevi sem parar durante esses 5 anos naquela sede de compartilhar, de aprender, de aperfeiçoar e conhecer. Nasceu o blog, a blogueira, a apresentadora de TV, uma filha e esposa melhor… E acima de tudo, Deus mais presente em todos os meus momento enquanto mãe.
Carol Siqueira.

Hoje mesmo eu estava pesquisando alguns assuntos relacionados sobre as avós de hoje e encontrei uma pergunta que me fez parar e ler todo um capítulo:
As avós é mãe com açúcar? ou,
Avós é duas vezes mães?
O marido que envelhece, a perda dos atrativos sexuais (claro que não era como antes!) e o afastamento dos filhos – essas experiências deixam vazios e sentimentos amorosos à deriva em busca de novos objetos.
O neto então se oferece com um objeto privilegiado para ocupar esse espaço. O vazio deixado pelo casamento dos filhos e o sentimento de desvalorização dos idosos podem ser compensados pela chegada do neto, prazerosa ilusão da presença de ausentes.
A relação com ele remete a um passado que retorna e traz ao mesmo tempo a possibilidade de reviver experiências antigas e de reconciliar-se com as atuais.
Dentre as variadas descobertas positivas que a maturidade oferece, talvez essa seja a experiência mais rica, pois mobiliza também emoções intensas e inéditas.
A Avó é mãe com açúcar é uma frase tão repetida que nos levam a acreditar que essa seria, em relação a maternidade, uma experiência de segunda mão.
E também não é verdade que as avós só ficam com o melhor da festa e não se preocupam com problemas sérios, que seriam da responsabilidade da mãe.
Esse trecho foi tirado do livro – O Livro dos Avós – de Lidia R.Aratangy e Leonardo Posternak.
Eu achei tudo muito sútil e acho que nós, mães atualizadas, devemos acima de tudo respeitar as avós. Os cuidados e o amor que elas tem pelos nossos filhos devem sobrepor qualquer diferença. E os autores mostram claramente aqui, nessa pequena passagem, que as avós não são mães de segunda mão. São mães e avós, sofrem pelos netos e pelos filhos. Se preocupam com os netos e com os filhos.
E digo mais: quem não aceita a ajuda de uma avó que se disponibiliza para cuidar do neto, sai perdendo e muito!
Grande abraços de Carol Siqueira.

Tenho pensado muito sobre educação. Não a da escola.
Mas a educação que vem de criação, de berço.
É normal às vezes sentirmos tão inseguras porque as nossas crianças nos testam o tempo todo.
No meu caso, com o Paulo Neto é assim: ele me pede muito uma coisa e quando eu falo – Tá bom! A mamãe deixa. Logo em seguida ele me pergunta: Mas por que você deixou?
Ele mesmo quer saber o que ele fez de certo ou de errado e testar a minha autoridade.
Juro que às vezes acho que vou surtar. Essa é a palavra: surto total.
A fase das birras de bebê – aquelas de se jogar no chão – já passou por aqui. Agora o teste é de inteligência, de conversar e explicar. Muita explicação mesmo.
E para falar sobre limites em crianças, ninguém melhor que Tania Zagury em seu livro Limites sem traumas. Esse é o meu livro de cabeceira, onde leio e releio sempre que eu necessito, virou um livro de consulta para mim.
E vejam só que fantástico o que ela fala sobre o que é dar limites para uma criança:
- Ensinar que os direitos são iguais para todos.
- Ensinar que existem outras pessoas no mundo.
- Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.
- Dizer sim sempre que possível e não sempre que necessário.
- Só dizer não aos filhos quando houver uma razão concreta.
- Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.
- Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam).
- Ensinar a tolerar pequenas frustações no presente para que no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que um chefe dê um parecer sobre sua promoção).
- Desenvolver a capacidade de adiar a satisfação.
- Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.
Portanto, minhas amigas! Dar limite é acima de tudo, dar exemplo e amor.
Bjos de Carol Siqueira.