
Este é um dilema muito comum que a maioria das famílias sofrem. Não é?
E a pedido de uma leitora, eu, Carol Moreira piscóloga e colunista do FalaMamãe, explico melhor como dar o equilíbrio certo entre o filho mais velho e um bebê que está chegando em casa.
Não adianta dizer a ele que não. É só você lembrar-se do quanto sua vida mudou quando seu filho mais velho nasceu. Um recém nascido causa isso, uma pessoa nova em casa causa muita mudança. Seu filho sente isso e fica com medo. Vamos pensar mais um pouquinho no lado dele? Ele provavelmente não pediu pra você trazer ninguém pra dividir a atenção que era só dele, ele não tinha intenção alguma de deixar de ser o centro das atenções em casa e agora, de repente isso? As crianças funcionam pelo “princípio do prazer” e elas sempre buscarão o que é melhor pra elas.
Dizer à criança que ela está sendo má por não estar lidando bem com isso pode gerar culpa. Então, a primeira coisa a se pensar é que isso é normal e você provavelmente não conseguirá ajudar seu filho a eliminar esse ciúme, ok? Seria uma atitude incomum por ser madura demais. Então procure ajudá-lo a se sentir bem. Sempre tendo em mente que você e toda a família precisam garantir a atenção e amor necessários ao irmão mais velho.
Algumas mamães experimentam dificuldade em ter um segundo filho por amar demais o primeiro e achar que vai prejudicá-lo tendo mais um. Se for esse seu caso, procure entender que ter um irmão pode ser muito positivo, encare como um ganho, pois seu sentimento de medo de o primogênito ficar carente pode acabar passando pra ele. Quem era filho único e ganha um irmão tem que achar outro lugar no mundo, o de irmão mais velho, e nessa transição ele pode sentir-se perdido e sofrer. E criança sofre “dando trabalho”. Acolha-o, garanta seu amor e ajude-o a encontrar prazer nisso tudo.
Todas as histórias são baseadas aos conflitos de dois irmãos mostrando claramente o papel do irmão mais velho. O Charlie, com toda a paciência e carinho que o primogênito deve ter e a Lola, a caçulinha, sempre muito esperta e cheia de perguntas, conta com o apoio e o cuidado do seu irmão mais velho Charlie. Charlie e Lola se amam e se respeitam, mesmo com todas as briguinhas comuns de criança.
PS: Esse post nasceu da sugestão de uma leitora. Foi um prazer escrevê-lo e gostaria de comentar o uso da palavra filho representando filho ou filha. Pessoalmente acho um pouco sexista fazer isso, mas o texto iria ficar muito cansativo.
Um abraço de Carol Moreira.
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estou gravida de uma menina,mas estou com muitooo ciumes da minha mãe ,pq ela fica comprando as coisa para minha filha e naõ compra para mim.Pó meu a mãe e minha não dela!
o que eu faço?
Oi,Dra.Carol tenho uma filha de 8 anos e uma de 4 anos a maior esta cada vez mais bruta nao sei o q fazer ela briga muito com a menor, E grossa e responde na bucha isso esta me deixando com raiva ai os castigos nao da certa ,e quando bato nao adiata tb estou preocupada come demais ja esta pesando 47 kilos engordou muito quando passei 45 dias no sarah com minha mae ,ela diz vcs nao gostam de mim. Faco tudo por ela e ela nao agradece os presente sempre faz pouco me ajude .quero uma filha educada atenciosa como sou com aminha mae.Ela e totalmente diferente .
Boa tarde Dra Carol!
Adorei este Site, ainda mais sobre o tema abordado pois estou gestante de 4 meses e tenho um filho de 4 anos, ele é muito amoroso, carinhoso, e bem arteiro também, desde de que contei que ele iria ter um irmão ou irmãzinha (pois ele pedia para o papai do céu), começou a ter um comportamento muito sem controle, ora esta calmo e carinhoso, ora diz que não quer mais saber de mim, que esta bravo comigo e não explica o pq, mas eu sempre dei muita atenção p ele e continuo dando, evito ficar falando muito do bebe p ele não ficar mais inciumado e ao mesmo tempo tento fazer com que ele entenda que será muito legal, muito divertido ter mais uma criança em casa, pq ele é o mais velho que irá ensinar as brincadeiras, irá me ajudar com os cuidados do bebe assim que nascer (pq ele me ajuda em tudo pois gosta muito de estar comigo e faço isso p sempre estar de olho p ele nao fazer arte enquanto estou preparando as refeições), estou me sentindo muito mal por tudo isso, não sei se estou agindo certo e sei tb que ele é uma criança, o que fazer? Deus abençoe!
Renata
tenho um filho de 5 anos e meio e estou gravida de 8 meses e meu filho não dorme mais , sera que é ciume?
oi tenho 18 anos, e hoje sem querer depois do almoço vomitei e nao estou doente. estou começando a achar que estou gravida minhas preocupaçoes estao aumentando a toda hora pois sei que se estiver minha mae vai me expulsar de casa pois ela ja disse que nao vai me querer dentro de casa desse jeito, meu namorado ja disse que vou morar na casa dele caso estiver certa mas sei que as coisas nao funcionam desse jeito… estou ficando desesperada o que vou fazer?
Oi, Rosemery, li seu comentário e me parece que seja o caso de você se cuidar seriamente, ok? Sugiro que você procure um bom psiquiatra que possa ouvir sua história completa e avalie a possibilidade de uma abordagem medicamentosa(com algum psicotrópico bem moderno, se for o caso). A psicoterapia feita junto a um bom profissional da psicologia também é indicada para você. Entenda que você pode passar por tudo isso com menos sofrimento, mas é preciso procurar ajuda pessoalmente. Tenho bons profissionais para indicar, se você quiser, fique à vontade para me escrever carolina.mosaico@hotmail.com. Te desejo melhora. Carolina Moreira (psicóloga do site)
estou grávida de 4 meses tenho um filho de 9 anos que é a minha vida e não consigo aceitar esta gravidez que não foi planejada a´te porque eu não queria mais ter filhos, isso caiu como uma bomba na minha vida, não quero esse segundo filho que é uma menina porque amo demais o primeiro e não quero ninguem na minha casa para tirar o espaço e a minha atenção do meu filho querido.o que posso fazer não quero esse filho. ME AJUDE POR FAVOR ESTOU COM DEPRESSÃO E CHORO O TEMPO TODO.
Oi, Magda! Que delícia essa troca de experiências, obrigada por contribuir com o Falamamãe. Boa sorte na sua caminhada e continue conosco! Suas sugestões são sempre bem vindas.
Oi, Giovana! Que bom que “adivinhamos” o que você está passando. Você perguntou o que fazer na hora “H”, né? Gosto de pensar que cada mãe experencia as coisas de forma única, mas tem umas dicas interessantes. Você leu o que a Magda Eusébio escreveu logo depois de você aqui nos comentários? Achei muito legal. Você pode ainda tentar resgatar mais vivências fraternas positivas na sua memória, porque parece que você mesma está significando a coisa como se fosse haver uma perda pro maiorzinho, não? Se for o caso, trabalhe isso no seu próprio coração. A segurança dos filhos pequenos é muitas vezes “emprestada” dos cuidadores, e a insegurança também. Nesse momento, mamãe, o mais importante de tudo é você estar tranquila e segura, para isso, peça ajuda das pessoas próximas e desabafe também! De fato a chegada do segundo muda algumas coisas, mas muda certas coisas pra muito melhor. Pense que coisas mudam para melhor no que se refere ao seu primogênito. Um abraço forte de boa sorte.
Olá Carol obrigado por atender meu pedido,sei k foi util para outras mamães que tb estam passando pelo mesmo que eu.Sei tb que na pratica exige muito jogo de cintura para lidar com td isso que tb é novo para gente e td que é novo gera mudanças.A Lara parece que esta sentindo a cada dia a chegada da Anita no pedaço ela ta tão manhosinha,grudada em mim não aceita a babá fazer mamadeira,dar banho etc,ja estou sofrendo com isso pois minha barriga esta grande e ja não tenho mais tanto pique para cuidar dela mesmo assim me esforço para que não seja mais dificil para ela.Ter o apoio do marido é fundamental,sempre que ele esta em casa ajuda com as tarefas para não me sobrecarregar tanto isso tem ajudado até numa aproximação maior com ele.quando ela pede dedera(mamadeira)para mim ele chega com carinho e pergunta o papai pode fazer? ela as vezes se recusa mas ele ensiste e acaba vencendo.até para que qdo a Anita chegar ela exige tanta atenção minha como dele.Olha não é facil,mas nada na vida é facil e a recompensa é maravilhosa.Quero dizer a outras mães que cheguei a conclusão que existe sim uma ligação entre os irmãos mesmo qdo um deles esta na barriga,a Anita ja connhece a voz da Lara e os carinhos,e td que a Lara ta fazendo de diferente sei que de uma forma esta ligada ao ciúmes.Também tem aquela dica que ja comentei com vc,eu to comprando umas coisinhas embrulhando e guardando para que qdo as visitas vierem e se esquecerem que tem mais uma criança na casa eu entregar,ou até mesmo qdo bater aquela tristezinha dela possa mostrar que eu to vendo ela que não me esqueci dela.É falta apenas 2 meses para a irmãzinha dela chegar e vamos aprender na pratica.Vou arrumar um tempinho para trocar e expor experiência com as leitoras desse blog.abraços e obrigada!!!!
Ai Carol parece que vc anda adivinhando meus pensamentos ao escolher os posts….rss..meu filho tem 1 ano e 6 meses e vai ter 1,8 meses qdo o Bruno nascer. Estou tendo sentimentos conflitantes de alegria e culpa pela chegada do pequeno em Agosto desse ano. O amor intenso que sinto pelo primogênito às vezes não me deixa raciocinar razoavelmente, e com isso acabo tornando-o ainda mais dependente. Ele já acaricia minha barriga e eu falo q é um bebezinho que é o irmãozinho…mas e na hora “h”? Onde recorro pra me sentir mais segura e não deixá-lo inseguro também?