20/04/10

Será que meu filho não me ama?

Olá, amigas do Falamamãe. E amigos também!
Aqui é a Carol Moreira, psicóloga colunista aqui. Quero falar com vocês sobre uma situação angustiante para muitos pais e mães: Quando a criança demonstra preferência por um dos dois. Isso pode gerar muitas dúvidas, insegurança (estou fazendo algo errado?) e até ciúme. Pesquisei estudos e opiniões de vários profissionais para dar a vocês algumas dicas.
Leia tudo sobre este dilema e saiba como lidar com esta situação.

Menino quer mamãe. Menina quer papai.

Esse é um assunto contraditório, existem diferentes teorias a respeito. Como nos outros posts, minha dica é seguir aquilo em que você confiar mais, aquilo que encaixar melhor com seu coração e com sua família. Uma das teorias vai dizer que a menina passa por diferentes fases, e o menino também. A menina vai passar por uma fase em que se identifica com a mãe, depois compete com ela pelo amor do pai e depois de frustra-se, toma uma posição mais autônoma, por entender que o papai não pode ser só dela. O menino começaria igual, identificando-se com a mãe, depois o pai seria o responsável por ir mostrando aos poucos que a mamãe não é só dele. Isso naturalmente. São processos inconscientes até, para todos os envolvidos. Ninguém precisa ir ao psicólogo para passar por essas etapas, tudo deve ser o mais natural possível, são fases normais do desenvolvimento da sexualidade da criança. Existe, sim, uma diquinha que é ir frustrando aos pouquinhos a criança, com delicadeza ir mostrando que a mamãe e o papai precisam namorar, ficar um tempinho sozinhos, mas principalmente depois do primeiro do bebê.

Ame seu filho e deixe que ele ame os outros também.

Tem famílias que não passam ou nem percebem esse padrão que eu mencionei. Tem famílias que percebem uma dinâmica diferente. E talvez nesses casos, a teoria mais adequada é a de que essas preferências sejam quase aleatórias. Ou ligadas a outros fatores, que não os da sexualidade. Por exemplo, uma mãe que é responsável por deixar a criança na escolinha pode ser menos querida do que o pai, que é o responsável por apanhar a criança no final do dia. Essa criança pode estar associando “deixar na escolinha” como algo ruim, e “buscar” como algo bom, e passar a demonstrar mais carinho pelo pai.
Mas o mais comum é que essa preferência não esteja relacionada ao carinho dispensado à criança. Muitas mães podem dar uma quantidade maior de carinho e quem recebe mais pode ser o pai. Ou o oposto. Existe, na verdade, um mito de que a criança sempre será mais apegada à mãe, e descobrir que seu caso não é esse pode ser frustrante.

Dividir a tarefa de educar é o caminho.

A notícia boa é que a preferência se dá por fases. Hoje pode ser o papai, daqui a algum tempo, a mamãe. O importante é ficar atento aos relacionamentos da criança, observar se há razões para a preferência e tentar melhorar, caso se perceba que a criança está tomando aversão por alguma razão ruim. Por exemplo, se não se está sendo amedrontador, ou se ficou a cargo só de um a responsabilidade de educar - o ideal é dividir a tarefa de corrigir a criança, para não causar a idéia de que um é bonzinho e o outro é mau. Se não forem esses os casos, está tudo dentro do esperado e lembrem-se sempre: pai e mãe erram e o legal é tentar melhorar, tentar reparar os erros, sem se matar de culpa! Tem mãe que não consegue corrigir muito, tem mãe que não consegue ser tão carinhosa quanto o pai. Tem pai que morre de vontade de ser tão respeitado quanto a mãe, e assim vai!

A família perfeitinha só na televisão.

Não tem família perfeitinha “de acordo com o manual de instruções”. Seu filho te ama, sim, mas do jeitinho ainda imaturo dele. Tem um vídeo no youtube (I don’t like you mommy) em que um menininho de uns 3 aninhos diz pra mãe:
Eu te amo, mas não gosto de você o tempo todo, só quando você me dá cookies (essas bolachas com chocolate).
Não é engraçadinho? Imagina só se o pai desse menino sempre der a ele os tão adorados cookies! Vai ser o “preferido” provavelmente. Mas não quer dizer que ele não ame a mãe! Busque sempre o seu melhor, lembre-se do estilo de educação autoritativo (com cobrança de melhora e elogios – se quiser, leia o post e vá em frente!

Sempre atento ou atento a sinais de sofrimento da criança, mas se ela parecer que está afetivamente bem, o jeito é curtir a fase em que o outro é o preferido, afinal, finalmente você tem um tempo pra respirar um pouco! Um grande abraço a todos!

Esse post foi inspirado na pergunta de uma leitora. Deixe suas dúvidas e comentários, adoramos escrever sobre o que vocês gostariam de ler! OK?

Um grande abraço de Carol Moreira.



Comente aqui (6) Fale no Twitter Falar para as redes sociais

Deixe um comentário

6 comentários para “Aqui quem fala é psicóloga Carol Moreira e hoje vamos falar de amor entre pais e filhos.”

  1. eliana disse:

    oi. meu filho tem 3 anos, nessa face ele só que ficar ao lodo do pai, pai daqui pai dali,as vezes ele é agreciso, se eu pergunto pra ele vc me ama, as vezes ele e responde que nao, as vezes que sim, eu nao converso com a minha sogra, as vezes ele fala que ama ela, é claro fico com ciume,sera que ele vai ficar grudado direto com o pai, realmente só me chama quando quer mama, quando acontece alguma coisa, mais sempre esta perto do pai, é normal.

  2. Márcia disse:

    Minha filha tem 3 anos e desde que ela tem cerca de 9 meses passo por este drama. Começou não conseguindo dormir comigo, ficava cada vez mais elétrica então achamos que era melhor o pai por para dormir… Até hoje ela só dorme com o pai, mesmo tendo o quarto dela o pai precisa ficar sentado na cadeira até que ela pegue no sono. Deste hábito passou a chamar apenas o pai à noite (pai, quero água), se me levanto e tento atendê-la recebo um: Cadê o MEU pai? Não adianta ELE tem que estar presente. Me chama apenas quando está com febre ou foi um pesadelo e ficou realmente nervosa, do contrário melhor eu nem me dar ao trabalho de levantar. Com o passar do tempo você realmente fica se questionando mas não adianta falar com o pai, ele deve ADORAR a situação, a tarefa de educar, de dar bronca ficou comigo, ele além de não ajudar a educar, ainda atrapalha passando a mão na cabeça dela SEMPRE!! Realmente não sei até quando vou aguentar o papel de bruxa enquanto o pai posa de melhor pai do mundo.

  3. Magda Euzebio Nemer disse:

    Lembre-se sempre criança ta sempre de olho no que se passa,ao seu redor,as vezes algo não esta bem entre o casal e isso dará alguma reação na criança tb.existem inumeros motivos para que uma criança demostre mais atenção a um do que o outro,claro k se vc der um cholate,uma bala ele vai desmotrar mas carinho a vc ,mas um afeto um beijo um cafuné sempre mostrando k tanto um qto outro ta enchegando a criança ali ele vão notar e a harmonia do lar é contagiante!Se perceber que a criança ta dando mais carinho a um k outro observe bem as vezes nos somos a influencia para essa atitude.

  4. Magda Euzebio Nemer disse:

    Na verdade acho que eles nem tem noção de preferencia,o que eles tem certeza é que ele querem papai e mamãe juntos e em harmonia,vai ter aquele dia que ele(a) que mais o aconchego do papai o outro da mamãe e crianças são senciveis a td,ele consegue captar coisas que muitas vezes gente grande num encherga.Nos mulheres temos mudanças de humor de temperamentos que as vezes tentamos camuflar sorrindo brincando mas que num é exatamente o que sentimos naquele momento,o papai as vezes passou alguma coisa que o chatiou ou deixou nervoso no decorrer do dia e que deixa transparecer até sem querer isso talvez repele a criança.Reparem que qdo ta td certo td bem humor inabalavel entre o casal como eles vai abraça um depois abraça o outro ai ele ve a mamae da um bj no papai ele vai da tb e assim po diante ,pode ser até que eu esteja errada em meu modo de pensar,mas qdo a Lara se afasta de mim e gruda no pai sempre tem algo se passando comigo sendo uma tpm ou coisa assim e com pai a mesma coisas se ele chega chateado ,brinca ,ri,mas num ta igual sempre ela vem mais pro meu lado.Eqdo estamos juntos no sofa ou na cama rindo brincando,aproveitando o momento ela num tem preferencias vai para os 2 lados..

  5. Carolina disse:

    Olá, Elisabeth, que alegria saber que ajudamos sua família. Conte com o “Fala, Mamãe” para essa e outras questões. No desabafo, no pedido de ajuda, na troca de experiência a gente vai se fortalecendo! Um grande beijo, Carol Moreira

  6. elizabeth disse:

    CAROL,
    NESTE EXATO MOMENTO ESTAMOS PASSANDO POR ESTA ETAPA NA VIDA DE JÃO PEDRO. QUERENDO SOMENTE A MÃE E AS VEZES MOSTRA
    AGRESSIVO COM O PAI. DE INÍCIO FICAMOS PREOCUPADOS, POIS A
    CRIANÇA MORDIA E BELISCAVA O PAI, QUERENDO SOMENTE O COLO
    E ATENÇAO DA MÃE.
    LENDO ESTE ARTIGO, ACHO QUE ENCONTRAMOS UMA SOLUÇÃO MAIS
    AMENA PARA RESOLVER ESTE CASO QUE JÁ ESTAVA NOS PREOCUPANDO.
    PARABÉNS E OBRIGADA PELA DICA.

Fechar
E-mail It