
Olá! Aqui é Carol Moreira, psicóloga do FalaMamãe.
Como prometido, hoje vamos conversar sobre o melhor estilo de se educar os filhos e como usá-lo para fomentar valores importantes como amor à família, compromisso com o bem dos outros, da natureza e outros valores que sua família cultive.
Esses estilos dependem de como os pais usam de responsividade e exigência. Responsividade é o comportamento de apoio dos pais, de aprovação, ela acontece quando o cuidador elogia, ressalta pontos fortes, legitima a criança. A exigência se dá quando há supervisão e cobrança de disciplina.
O estilo autoritário combina altos níveis de exigência e baixa responsividade – “nunca está bom” na visão do cuidador.
O indulgente combina baixa exigência e alta responsividade – o cuidador: “pode fazer tudo que a mamãe apóia”.
E o negligente oferece pouca exigência e pouca responsividade- a criança fica “de lado”, e o cuidador faz o tipo “tô nem aí”.
Esses três estilos são prejudiciais para a criança, podendo causar baixa auto-estima, problemas de comportamento, abuso de substâncias e baixo rendimento escolar.
Combina alta responsividade e alta exigência. É o estilo que apresenta melhores efeitos na auto-estima da criança, adaptabilidade, maturidade, autonomia, comprometimento, e valores humanos. É quando o cuidador exige da criança responsabilidade, organização, cuidado, respeito, etc., (de acordo com a idade da criança, claro) e, ao mesmo tempo, incentiva e apóia a criança naquilo que ela tem de bom e naquilo que ela pode melhorar. São pais que mantém o diálogo aberto com as crianças, são afetuosos, respondem à suas necessidades, encorajam e disciplinam com firmeza.
Estudos revelam que o estilo autoritativo é o estilo de educação que receberam os adultos que tem, hoje, valores mais humanitários. Para passar os valores que você acredita serem importantes, siga esse modelo parental e, como sempre, dê o exemplo. Se você adora a natureza, por exemplo, e acredita que o excesso de televisão faz mal, converse com seu filho, mas não se esqueça de incentivá-lo e elogiá-lo quando ele puser em prática esse valor, e participe de atividades que exerçam o valor à natureza você também.
Em situações normais a relação entre pais e filhos concentra poder no pólo dos pais. Entretanto isso não é motivo para práticas punitivas descabidas, como a violência e a ameaça de rompimento do vínculo afetivo entre a criança e os pais. Essas práticas geram ansiedade, insegurança e baixa auto-estima. Além disso, formam crianças desadaptadas socialmente, pois elas tendem a repetir esse modelo em outros campos sociais, como na escola, ficando, portanto, menos aceitas nesses lugares.
Medidas restritivas, ou seja, que representem “nãos”, podem ser naturais e devem ser acompanhadas de afeto, explicações lógicas e evidenciação da intenção de cuidado, ou seja, o pai que vai imprimir um “não” pode explicar o porquê daquilo ou pode contar à criança como ela está sendo protegida por aquela restrição. Nem sempre isso evita que seu filho chore ou conteste, claro, mas acaba causando uma idéia de cuidado e limites, fatores importantes para o desenvolvimento.
Continuem mandando sugestões! Um grande abraço e até o próximo post.
Abraços de Carol Moreira.