
Hoje eu quero falar sobre vocês, mães que trabalham fora de casa. Pesquisando sobre esse assunto, li a história de um palestrante que mostrou uma foto a um grupo de mães que tem essa dupla jornada: estão no mercado de trabalho e também fazem as tarefas domésticas.
A foto era de uma mulher linda e magra, com uma pasta executiva num braço e um filho no outro. Os cabelos ao vento expressavam dinamismo, sua criança e suas unhas pareciam muito bem cuidadas. Era a imagem perfeita da mulher que trabalha fora, certo? Errado.
As mães advogadas, professoras e executivas às quais foi apresentada a foto da supermãe não se viram ali naquela imagem, disseram que não era real. Sentiram falta do cansaço e das olheiras, disseram que suas mãos e barriguinhas não se pareciam com as dela e foram unânimes em dizer que trabalhar fora e em casa é muito cansativo.
Algumas mulheres podem conseguir, mas não sinta-se culpada se você é “menos que perfeita”. Todas nós somos! Estudos mostram que mães que estão no mercado de trabalho tem mais sintomas de ansiedade que qualquer outro grupo (solteiras, donas de casa, etc.) e são mais cansadas e adoecem mais que seus maridos. Acontece que elas gastam mais tempo fazendo tarefas domésticas e cuidando dos filhos que seus cônjuges.
A boa notícia é que elas tem mais auto-estima e se deprimem menos que as donas de casa. O trabalho tende a fazer com que a mulher se sinta realizada por um lado, mas pode fazê-la sentir-se culpada por não estar cuidando dos filhos como queria. Aí vem a necessidade do equilíbrio!
Por um lado, parar de trabalhar pode não ser possível economicamente e pode trazer frustração. Por outro lado, os filhos precisam ser acompanhados por essa mãe. Se você se vê nessa situação, então dá-lhe criatividade e cautela para conciliar tudo!
Uma mãe que trabalha fora pode tentar compensar a falta passando tempo de qualidade com os filhos. Eu me lembro que minha mãe fazia valer cada momento que estava conosco, quando não estava muito cansada, e eu e meu irmão víamos isso, nos sentíamos valorizados e amados. Por outro lado, existem mães que trabalham apenas em casa, sentem-se frustradas e “descontam” nas crianças, quantidade de tempo não importa tanto quanto a qualidade. E também não adianta tentar compensar a falta enchendo a criança de presentes. Presente é bom, mas as crianças precisam receber outras coisas como atenção, limites (que causam segurança), educação, exemplos de ética e respeito, etc.
Mantenha uma agenda de horários na cozinha, que é onde todo mundo se encontra. Nela você pode anotar todos os compromissos e afazeres domésticos. Se você já tem filhos “maiorzinhos”, eles podem participar, é uma maneira de a família inteira se conectar e se interar das atividades de todos. É uma maneira também do maridão ganhar algumas tarefas de interesse da família e não só do escritório. A intenção é que todos da casa participem e passem a assumir responsabilidades, desafogando a mamãe. Às vezes a mulher muito dinâmica vai fazer um monte de coisas sozinha pra poupar tempo e energia de tentar delegar. Com uma agenda assim pode ser mais fácil. Uma dica é comprar ou fazer uma agenda da folha grande (A4), com um mês por página, pra ficar mais prático.
A mamãe que trabalha pode sentir-se um pouco desapropriada da maternidade e passar a contar demais com ajuda externa. Vovós, babás, médicos, psicólogos, etc. devem vir pra somar com sua sabedoria, mamãe. Somar e não substituir. É claro que há momentos que a ajuda de um especialista é insubstituível e o conselho da sua mãe é inestimável. Mas o mais importante é você sentir-se confiante com seu juízo de mãe, sentir-se capaz e com poder pra cuidar da sua família, porque o que realmente importa está nas relações de amor entre você e seus familiares, isso ninguém ensina!
Falar dos próprios dilemas e angústias pode aliviar também! Se você sentir vontade de compartilhar com uma amiga ou conosco. Então, Fala mamãe!
Beijos a todas de Carol Moreira.