04/08/10

Queridas leitoras!

Aqui é a Carol Moreira, psicóloga e colunista do FalaMamãe e hoje vamos falar de um assunto muito sério: bebês mimados.
Você sabia que bebês mimados se tornam adultos menos estressados? Leiam agora esta pesquisa e surpreendam com estas informações.

Bebês mimados tornam-se adultos menos estressados. O quê?

Ontem recebi uma reportagem com esse título, que trazia os resultados de um estudo de mais de 34 anos. Minha primeira reação foi de surpresa.
Num primeiro momento não entendi: como bebês mimados podem se transformar em adultos menos estressados? Logo me veio a idéia de uma criança mimada, sem limites, desrespeitosa. Minha primeira dedução foi pensar que esses bebês viraram adultos sem limites e por isso nem se estressam com os problemas da vida. Mas pensei melhor. E foi aí que me lembrei de uma aula da graduação em que um professor disse que, se fosse possível, a mamãe deveria “largar quase tudo” pra cuidar do filho durante seu primeiro ano. A vidinha do bebê é tão frágil nessa fase, tem dores, é um momento tão importante pra vinculação que toda mãe deveria dedicar-se ao máximo que conseguisse durante esse tempo.

Continuei a leitura da reportagem e vi que se trata de um estudo minucioso e de boa relevância estatística, além de bastante longo. E os resultados eram taxativos: Qualquer que fosse o meio social, ficou constatado que os que foram objeto de mais carinhos aos 8 meses tinham os níveis de ansiedade, hostilidade e mal-estar mais baixos (na vida adulta). A diferença chegava a 7 pontos no item ansiedade em relação aos outros; de mais de 3 pontos para hostilidade e de 5 pontos para o mal-estar”.

Que maravilha poder dar carinho, amor, atenção sem limites! E quanto mais melhor! Mas continuei encafifada com a palavra “mimado”. Essa palavra tem um sentido ruim hoje em dia. Mas mimar é dar mimos, carinho, amor. Cheguei à conclusão de que o problema não é mimar, é não educar quando precisa.

A noção de dar amor às vezes é separada da noção de dar limites, educar para as frustrações que a vida vai impor nas fases depois da infância.
E amar e educar têm que andar juntinhos. Se você ama seu filho, você quer o melhor pra ele, e isso inclui mostrar o melhor comportamento e exigir dele que melhore como pessoa. Não é à toa que o melhor estilo de educação combina exigência e apoio (elogios, carinho, etc.).

Ame sem limites e dê limites por amor!
Carolina Moreira Marquez
(34) 9114 8925




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Um comentário para “Aqui quem fala é a psicóloga Carol Moreira e hoje vamos falar de bebês mimados.”

  1. Ana Lúcia disse:

    Carol, achei muito bom este seu artigo. Mas é difícil mesmo saber dosar até que ponto o mimo é positivo para criança. Qual é a sugestão que você nos dá, mamães que amam demais?
    Ana Lúcia Ribeiro.

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