
Aqui é a Carol Moreira, psicóloga e colunista do FalaMamãe e hoje vamos falar de um assunto muito sério: bebês mimados.
Você sabia que bebês mimados se tornam adultos menos estressados? Leiam agora esta pesquisa e surpreendam com estas informações.
Ontem recebi uma reportagem com esse título, que trazia os resultados de um estudo de mais de 34 anos. Minha primeira reação foi de surpresa.
Num primeiro momento não entendi: como bebês mimados podem se transformar em adultos menos estressados? Logo me veio a idéia de uma criança mimada, sem limites, desrespeitosa. Minha primeira dedução foi pensar que esses bebês viraram adultos sem limites e por isso nem se estressam com os problemas da vida. Mas pensei melhor. E foi aí que me lembrei de uma aula da graduação em que um professor disse que, se fosse possível, a mamãe deveria “largar quase tudo” pra cuidar do filho durante seu primeiro ano. A vidinha do bebê é tão frágil nessa fase, tem dores, é um momento tão importante pra vinculação que toda mãe deveria dedicar-se ao máximo que conseguisse durante esse tempo.
Continuei a leitura da reportagem e vi que se trata de um estudo minucioso e de boa relevância estatística, além de bastante longo. E os resultados eram taxativos: “Qualquer que fosse o meio social, ficou constatado que os que foram objeto de mais carinhos aos 8 meses tinham os níveis de ansiedade, hostilidade e mal-estar mais baixos (na vida adulta). A diferença chegava a 7 pontos no item ansiedade em relação aos outros; de mais de 3 pontos para hostilidade e de 5 pontos para o mal-estar”.
Que maravilha poder dar carinho, amor, atenção sem limites! E quanto mais melhor! Mas continuei encafifada com a palavra “mimado”. Essa palavra tem um sentido ruim hoje em dia. Mas mimar é dar mimos, carinho, amor. Cheguei à conclusão de que o problema não é mimar, é não educar quando precisa.
A noção de dar amor às vezes é separada da noção de dar limites, educar para as frustrações que a vida vai impor nas fases depois da infância.
E amar e educar têm que andar juntinhos. Se você ama seu filho, você quer o melhor pra ele, e isso inclui mostrar o melhor comportamento e exigir dele que melhore como pessoa. Não é à toa que o melhor estilo de educação combina exigência e apoio (elogios, carinho, etc.).
Ame sem limites e dê limites por amor!
Carolina Moreira Marquez
(34) 9114 8925
Fale no Twitter
Falar para as redes sociais
Carol, achei muito bom este seu artigo. Mas é difícil mesmo saber dosar até que ponto o mimo é positivo para criança. Qual é a sugestão que você nos dá, mamães que amam demais?
Ana Lúcia Ribeiro.