
Amigas leitoras!
Estou aqui com mais um post. Tendo abordado na semana passada sobre a escola do seu filho, hoje falarei sobre a:
A adaptação na escola.
Justamente por se tratar de algo novo para a criança, requer um período de adaptação, especialmente para as que estão indo para escola pela primeira vez. A fase de adaptação pode durar alguns minutinhos, horas, dias e até meses… depende da criança e também dos pais!
Como é difícil para todos nós lidarmos com a insegurança e o medo do novo! Imagine para uma criança que nunca saiu de casa sem os pais, que sempre esteve em companhia da família e, de repente, vê-se em um ambiente estranho, cheio de crianças que ela nunca viu e de “umas moças” diferentes. É.
A adaptação das crianças à escola é diferente para cada um e às vezes pode ser um processo difícil e demorado, seja para o bebê, para o maiorzinho ou até para aquele que já está indo para o Ensino Fundamental.
O vínculo da criança com a professora e os novos amigos pode ser lento, é preciso paciência, tranquilidade e, às vezes, deixar a nossa insegurança de lado para poder transmitir segurança para os pequenos.
Somos nós, adultos, quem ensinamos às crianças a distinguirem o que é certo, do que não é. O perigoso do não perigoso. Eles percebem tudo e aprendem rapidinho. Se os filhos perceberem que os pais tem medo, que estão inseguros de deixá-los na escola, podem entender que esse é um lugar perigoso, que não vai ser bom para estar ali. Isso pode prolongar ainda mais o tempo de adaptação. Mesmo os maiores – que também ainda são crianças conhecendo o mundo – é necessário tentar entender o que pensam, ouvir quais são seus receios e conversar sobre o assunto com eles. Conte a eles como foram as suas experiências na idade deles. Essa atenção vai deixá-los mais tranquilos e os fará perceber que não estão sozinhos, que tem alguém ao lado deles para ajudá-los na “batalha”.
Diferente das crianças menores, com quem a conversa não será eficaz, é preciso muita calma, paciência e tranquilidade. Procure conhecer a professora e participe amplamente da vida de seu filho. As reuniões são muito importantes, até para ouvir a opinião de outros pais que podem, inclusive, dividir a experiência passada.
- Visitem a escola para conhecerem o espaço, se possível em época de aulas, pois terão a oportunidade de verem outras crianças brincando e interagindo entre elas e com as professoras.
- Evitem, na medida do possível, coincidirem o ingresso na escola com algum outro acontecimento importante na vida da criança, como uma mudança de casa ou cidade, a separação dos pais, a morte de alguém próximo, ou mesmo o nascimento de um irmão. Nesses episódios ela necessita de um tempo de recuperação, adaptando-se primeiro à nova situação para depois adaptar-se à nova escola. É melhor esperar.
- O ideal é que a separação seja aos poucos. Existem escolas que permitem uma separação gradual, deixando alguém da família ficar com a criança na sala de aula ou na escola, nas primeiras semanas. É importante que os pais deixem claro que não estão abandonando-o e voltarão para levá-lo para casa, fazendo o possível para buscá-lo na hora exata da saída, sendo honestos com a criança, despedindo-se dela quando forem sair. Só assim ela poderá se concentrar nas atividades propostas, e deixar de olhar todo o tempo para porta para saber se vocês já desapareceram. A possibilidade da separação ser mais tranquila dependerá muito da atitude emocional dos pais.
É comum observarmos em algumas famílias um sentimento de culpa por terem que deixar os filhos para trabalharem – principalmente às mães. Essa experiência é vivida com dor. Na verdade, qualquer separação causa dor. O fato é que somente através da falta dos pais, ou da mãe, e da necessidade da criança sair em busca de suas necessidades, por seu próprio esforço, é que se dará seu desenvolvimento emocional. O sentimento de culpa é uma emoção natural deste momento, pois ao mesmo tempo que ter que separar-se pode parecer impossível, algumas vezes é um alívio. Há uma grande ambivalência dos pais que, por um lado desejam cuidar e proteger euss filhos e, por outro, também querem descansar e retomar suas vidas. Este sofrimento poderia ser menor se lembrassem que ser boa mãe ou bom pai não significa estar interagindo o dia inteiro com a criança. O que conta é a QUALIDADE da relação quando estão perto. As crianças mais independentes muitas vezes são parte de uma família numerosa, ou filhos de pais que trabalham fora e que aprenderam a se organizar sozinhos, o que não garante que sua adaptação seja mais tranquila. É comum filhos únicos terem mais dificuldades, por estarem acostumados a ter todos os problemas solucionados pelos adultos, o que os torna despreparados para lidar com fortes emoções. A melhor maneira de ajudar a criança é deixá-la, sempre que possível, encontrar seu caminho para a independência.
A escola é uma oportunidade que a criança tem de se desenvolver intelectual e emocionalmente, enfrentando as dificuldades sozinha, começando a lidar com outros adultos que não seus pais nem seus familiares. Por isso, ela deve sentir que o ambiente lhe oferece carinho, afeto e segurança, semelhante ao que sente em casa.
Convivendo em um novo grupo a criança desenvolve a receptividade e a sensibilidade ao mundo exterior; aprende a vencer a timidez e insegurança, a colaborar e trabalhar em equipe, aprende a trocar e emprestar brinquedos, a conviver com outras crianças, a defender, comunicar e expressar-se melhor.
E lembre-se: a escola é uma super aliada na formação e educação de seus filhos. Portanto, sempre que sentir necessidade de uma conversa sobre a criança ou quiser dar uma opinião e até uma crítica, aproveite essa parceria, a escola de seu filho com certeza estará sempre de portas abertas.
Bjos de Lúbia e veja a minha super dica da semana na categoria Vamos à Compras!
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Então Carol,
fico muito feliz por estar gostando dos assuntos abordados por mim. Essa sintonia da qual você falou acredito que seja pelo fato de acreditarmos em uma educação diferenciada para nossas crianças. Sabemos da necessidade que temos de mudar a qualidade da educação que essas crianças estão tendo, e também da orientação necessária para as famílias. Acredito que nossas matérias estão sendo de grande ajuda para muitas “mamães e papais”. Também estou de olho em seus posts. Grande beijo,
Lúbia Tosta
Oi, Lúbia, achei incrível nossa sintonia! Você falando sobre ansiedade de separação no seu post e eu escrevi sobre isso também essa semana, no post “Mamãe foi trabalhar”, depois dê uma lidinha. Gosto demais das suas idéias e de como você escreve com propriedade e humildade ao mesmo tempo. Adoro acompanhar! Beijão da colega de site! Carol Moreira