
Estou neste momento admirando o meu pequeno dormir (o qual comecei este post as 11 da noite e fui acabar à 1 da manhã de hoje) e os flashes do dia veio à minha cabeça. Fomos pra casa da minha mãe, lá brincamos, andamos na rua, ele dormiu quase a tarde toda e depois a hora do café com a minha mãe e agora, 11 da noite, ele tá aqui na nossa cama… eu admirando o meu menininho dormir. E fico aqui pensando o quanto está tudo tão fácil e ele têm apenas 2 anos e 5 meses. Tudo que eu falo ele já entende, ele já sabe expressar as suas vontades, entende também quando digo que é hora de parar a brincadeira, que é hora de dormir e daí vai.
E neste momento, eu tenho certeza que todas as mães deste mundo fica em paz… mas com uma grande questão na cabeça:
Quero ter outro filho mas onde vou encontrar forças, ânimo para recomeçar tudo de novo?! Pelos quilos a mais (parece egoísmo, mas toda mulher pensa nisso mesmo!), pelas noites super mal dormidas, pelas cólicas, pelas gripinhas de todo mês, pelos dentinhos que vão nascer… Ah! Tá tudo tão bom que parece até um sonho.
Mas quero ter outro filho. Vamos falar sobre a reconquista do gostinho de viver tudo de novo?
Estou sempre me perguntando isso. Hoje não dá mais para engravidar no susto, as coisas precisam ser planejadas. E tudo que planejamos, pensamos demais e ter um segundo filho é sim uma questão para se pensar e muito.
Nunca gostei da ideia de filhos únicos, talvez o que tentamos simplificar agora pode ficar mais complicado depois. E este é o caso que muitas famílias vivem quando optam por ter apenas 1 filho. Não digo todas, mas quase toda a maioria.
E com todas as pessoas que converso e que foram filhos únicos sempre me dizem que foi muito triste não ter uma presença de um irmão, mesmo que seja um pouco mais velho, tipo uns cinco ou mais anos de diferença. E quando olho o Paulo Neto fico com o meu coração partido, sempre penso que se ele não ter um irmão pode ser que ele acabe sozinho mesmo nesta vida.
O negócio é analisar se você não está fazendo isso por obrigação e pelo amor que têm pelo o primeiro filho. Já recebi muitos e-mails de mães que engravidaram novamente mas que não desejam o filho que está pra chegar, mães revoltadas com a segunda gravidez. Pode?
Então minhas amigas, como uma primeira gravidez a segunda gestação precisa também ser desejada. Eu mesma ainda fico em dúvidas e se estou nesta dúvida, é melhor não arriscar agora. Acho que o primeiro fator é este: Desejo estar grávida de novo e ter um pequeno bebê em meu colo? O primeiro sinal que está na hora é realmente sentir vontade e desejar o barrigão lindo outra vez.
Acho que o importante é assegurar o desenvolvimento saudável aos dois filhos. Para isso, devemos levar em conta a disposição física, a estabilidade emocional e a tranquilidade financeira da família e a disponibilidade de tempo do casal para cuidar das crianças. O novo integrante da família exigirá mais tempo, paciência, energia, atenção e dinheiro, o que significa menos intimidade e lazer.
Eu amo tanto ser mãe que às vezes desejo loucamente outra gravidez mas daí fico pensando que ainda quero aproveitar mais o Paulo Neto, viajar com ele, deixar ele ficar mais um pouquinho reinando e outras questões, mas diante de tudo isso fico com o tic-tac da diferença dos anos na minha cabeça. Não quero engravidar agora mas não quero esperar demais. E passado os dois anos, a criança já anda, come sozinha, saiu das fraldas, fala, o casal já se situou melhor em seus novos papéis como marido-mulher / pai-mãe com a chegada do primeiro filho e um ponto mais importante ainda – a partir dos 2 anos a mulher já está fisicamente recomposta. Portanto, tecnicamente falando e se o casal se apresentar uma situação financeira estável o melhor intervalo é a partir dos 2 anos e no máximo 5 anos de diferença.
É arriscado ter um bebê menos de um ano depois do primeiro parto. Nosso organismo ainda não se recuperou totalmente da gravidez e o bebê pode enfrentar problemas como anemia, abortamento espontâneo e parto prematuro. Do ponto de vista emocional, uma nova gravidez reduz a disponibilidade da mãe tanto para o filho mais velho como para o recém-nascido, o que tende a acirrar a competição afetiva entre ambos. Eles vão disputar tudo, de brinquedos a amigos, e as brigas podem ser francas e feias. E o pior: o marido tende a entrar também nessa disputa pela atenção da esposa. Tem mais essa!
É, minhas amigas! Pode ser que no ano que vem pinta uma nova barriga aqui no FalaMamãe e quem sabe novas histórias, experiências de mãe de segunda viagem. Mas vamos ver… não quero precipitar em nada e quero realmente sentir segura e feliz com uma segunda gravidez, quero estar preparada para rebobinar a fita e fazer tudo outra vez :)
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Bjos de Carol Siqueira.
Tags: amor, atenção, barriga, carinho, felicidade, feliz, filhos, gestação, intervalo, irmãos, pais, primeira gravidez, primeiro filho, segunda gravidez, segundo filho, segura, situação financeira, tempo
Nossa, esse post foi escrito pra mim, rsrs também estou neste dilema. Uma vontade enorme de ter outro filho, porém pesam muito a questão financeira, emocional, se terei disposição pra cuidar de 2 e ainda dar conta de marido e casa. Na dúvida, estou adiando mais um pouco até ter certeza e não agir por impulso. Mas ler este post e ver que todas as suas dúvidas são as minhas também, já me sinto um pouco melhor, não estou só, não acho que esteja fazendo errado! Tenho amigas que estão no 2 filho e engravidaram no susto. Às vezes bate uma invejazinha branca, tipo poderia deixar acontecer também, mas sei que agir sem pensar com certeza me trará consequências futuramente. Enfim… Amei o post!
GOSTEI MUITO ESPERO QUE COM ESSAS DICAS EU POSSA ME SINTIR MAIS PREPARADA